Há 4 anos
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sábado, setembro 22
Adolescentes - só rindo/ Teens
Conversa entre as minhas filhas:
- O que? Você vai sair com essa roupa? Essa saia está muito curta.
a outra se fingia de surda.
- Tira essa saia. Tá muito curta.
nenhuma resposta
- Onde você vai? Tem mais alguém se vestindo assim como você?
e a outra nada. Eu também não falei nada por que achei que a roupa tava bem bonitinha.
Aí no carro, já a caminho da balada sai a pérola:
- Você tá parecendo uma vagabunda!
A outra perde a paciência:
- Prá parecer uma vagabunda eu precisaria estar vestida como você se veste.
- AHÁ! Eu estava usandoe ssa roupa ONTEM!!!!
Não aguentei e estourei em gargalhadas.
*******************************
Conversation between my kids:
- Where are you going? Your skirt is too short.
the other kid pretended to be deaf
- Change the skirt. It is too short
no response. and I did not say anything because I thought the clothes were fine.
In the car, on our way to drop her off, I hear the masterpiece:
- You look like a whore with this skirt
That was too much, and the reply came instantly:
- To look like a whore I would have to dress like you do!
- AHA! I WAS wearing those clothes yesterday!!!
I could not help but burst in laughter...
sexta-feira, junho 15
jantar / dinner party
Convidei dois casais para jantar aqui em casa pela primeira vez. Eles são clientes meus, pessoas que eu gosto bastante, mas com quem me relaciono principalmente profissionalmente.
Convido também a Renata, minha amiga brasileira.
Na hora de jantar, Anita ( que já tinha saído para jantar com as amigas num restaurante) resolve se juntar a nós.
Fico feliz. Até perceber que ela está de pijama.
Isso mesmo. Todo mundo arrumado, na maior cerimônia, e a Dona Anita chega de mansinho, senta na mesa em seu pijaminha básico, conversa, ri, e volta pro quarto dormir...
***************
I invited two couples to come over for dinner yesterday. They are my clients, people I like, but our relationship is mainly professional. I also invited Renata, my Brazilian friend.
At dinner time, Anita (who had gone out to dinner with friends) decides to join us and have dinner for the second time.
I'm happy. Until I realize she is in pajamas. That's right.
Everybody made an effort, dressed nicely and Miss Anita comes for dinner in her pj's...
Convido também a Renata, minha amiga brasileira.
Na hora de jantar, Anita ( que já tinha saído para jantar com as amigas num restaurante) resolve se juntar a nós.
Fico feliz. Até perceber que ela está de pijama.
Isso mesmo. Todo mundo arrumado, na maior cerimônia, e a Dona Anita chega de mansinho, senta na mesa em seu pijaminha básico, conversa, ri, e volta pro quarto dormir...
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I invited two couples to come over for dinner yesterday. They are my clients, people I like, but our relationship is mainly professional. I also invited Renata, my Brazilian friend.
At dinner time, Anita (who had gone out to dinner with friends) decides to join us and have dinner for the second time.
I'm happy. Until I realize she is in pajamas. That's right.
Everybody made an effort, dressed nicely and Miss Anita comes for dinner in her pj's...
segunda-feira, junho 11
Ser pai é dose / Parenting sucks
Só quem tem ( ou teve) filho adolescente vai entender o meu drama.
Hoje a minha filha de 15 anos me pediu pra leva-la a casa de uma amiga para entregar umas roupas que ela tinha emprestado no fim de semana. Concordei.
Aí ela pediu pra levar a nossa cachorrinha no carro. Não gostei muito, mas concordei.
Quando estávamos já no portão, fabio chegou e resolveu ir conosco. Fomos no carro dle que já estava fora da garagem.
Anita e Mia no banco de trás.
Quando chegamos, eu vi um gato bem na frente do portao da casa da menina, e fui logo avisando:
-Cuidado, tem um gato ai. ( e a Mia estava sem coleira, ela não ia descer do carro).
A minha adolescente padrão desce do carro e larga a porta ESCANCARADA!
Fábio e eu imediatamente começamos a gritar, desesperados, para ela voltar e fechar a porta antes que a Mia saísse em disparada atrás do bichano.
Depois de várias viradas de olho, olhares de desaprovação e cara de poucos amigos, a nossa super adolescente volta pro carro, e na maior cara de pau, pergunta enfezada:
- Por que vocês fizeram essa gritaria? Precisava?
E o Fábio, meu ídolo respondeu simplesmente:
- Por que a gente gosta. Eu e a sua mãe nos conhecemos no grupo do grito!
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Only parents who have (or had) teens will understand my drama.
Today my 15 year old daughter asked me to take her to a friend's house to deliver some clothes she had borrowed over the weekend. I agreed.
Then she asked me to take our dog with us in the car. I did not like the idea, but in the spirit of harmony, but I agreed.
When we were already at the gate, Fabio arrived and decided to go with us. We took his car , as it was already outside.
Anita and Mia went in the back seat.
When we arrived, I saw a cat in front of the gate of the house, and I warned her:
-Watch out, there is a cat. (Mia was off the leash, the initial idea was that she would not get off the car).
My hormonal teen gets out and leaves the door wide open!
Fabio and I immediately started screaming, desperate for her to come back and close the door before Mia decided racing the cat.
After pulling all the faces she knew, our super teen comes back in the car, looking pissed-off and shoots the question:
- Why did you shout? Did you need to yell?
And Fabio, my idol simply replied:
- Because we enjoy yelling. In fact, your mum and I met in a yeller's group.
domingo, junho 10
Bullying - Santos
Cada vez que eu mudava de cidade, a história se repetia. As encheções de saco, as piadinhas com o meu nome, com o meu sotaque do interior, o jeito que eu andava - e em Santos, o alvo preferido dos bullies era o jeito que eu me vestia.
Para os santistas, descolados e moderninhos, eu era uma baiana ( nome pejorativo que os otários usavam pra quem se veste mal, pra quem tem mau gosto). E me chamavam de baiana sem nenhuma cerimonia.
E eu, ficava triste, claro. Eu tinha treze anos, estava na oitava série.
Mas como o meu santo é forte, os meninos nunca foram de entrar no grupinho dos que me enchiam o saco , e baiana ou não, com mau gosto ou não, eu tinha um grupo de admiradores masculinos que me mantinham com a cabeça acima do nível da água.
As surfistinhas me olhavam de cima abaixo e eu me recusava a mudar o meu jeito, minhas roupas ou qualquer coisa. Não iam ser aquelas pessoas que iam ditar quem eu seria, certo?
Mas eu queria ser igual, ah como eu queria...
Foi nessa época que eu conheci a Fabiana ( e somos amigas de coraçao e de alma até hoje). Ela também não fazia parte do grupinho das populares, ela era toda alternativa.
E um dia ela se engraçou com um amigo meu. Fiz o papel de cupido, fui lá falar com ele e voltei com a melhor das novidades:
- Ele te acha uma menina normal!!! disse eu radiante
Fabiana me fuzilou com os olhos.
- Normal? Normal? Como assim, normal? Quem é que quer ser normal? Que coisa mais medíocre.
Alí mesmo ela se desencantou do menino e eu descobri, aos 13 anos, que esse negócio de ser normal não estava com nada. A partir dalí, levantei a cabeça, chacoalhei a poeira e nunca mais, nunca mais dei voto prá quem não merecia.
Aprendi que o que a minha propria opinião vale 8 pontos. A nota máxima é 10. Todas as outras pessoas somadas, tem 20% do total. Mas também aprendi que média 8 tá bom demais!!! Não tenho necessidade nenhuma de fechar com 10.
**************************************
Every time I moved towns, the same story repeated itself. The bullying, the nasty jokes about my name, my small town accent, the way I walked - and in Santos, the bullies fav target was my taste of clothes.
They spared no energy in trying to make me feel bad, in ridiculing me and my style.
Of course it made me sad. I was thirteen, I was in eighth grade.
Lucky for me, boys were not bothered to pick on me, and I had enough male fans to keep my head above the water.
Despise how I felt, I never changed to get anyone's approval. I was not prepared to let others dictate who I would be, or what I would do.
Head strong or not, I wanted to fit in, I wish I was like everyone else.
It was around that time that I met Fabiana, who is my good friend until this day. She was quite funky, in her alternative way.
She had a crush on a friend of mine. Trying to play matchmaker, I run to talk to him and feel the water for her. I came back with the best news I could imagine:
- He thinks you're a normal girl! I said radiant
Fabiana glared at me.
- Normal? Normal? Who wants to be normal? How very mediocre.
The crush died imediately. She could not imagine someone calling her "normal"...
And at 13, I also realized there is no glamour in being "normal", in fitting in.
I decided my own opinion is worth 8 points. The maximum score is 10. All others added, makes for 20% of the total possible marks. I also learned 8 is more than enough...
Para os santistas, descolados e moderninhos, eu era uma baiana ( nome pejorativo que os otários usavam pra quem se veste mal, pra quem tem mau gosto). E me chamavam de baiana sem nenhuma cerimonia.
E eu, ficava triste, claro. Eu tinha treze anos, estava na oitava série.
Mas como o meu santo é forte, os meninos nunca foram de entrar no grupinho dos que me enchiam o saco , e baiana ou não, com mau gosto ou não, eu tinha um grupo de admiradores masculinos que me mantinham com a cabeça acima do nível da água.
As surfistinhas me olhavam de cima abaixo e eu me recusava a mudar o meu jeito, minhas roupas ou qualquer coisa. Não iam ser aquelas pessoas que iam ditar quem eu seria, certo?
Mas eu queria ser igual, ah como eu queria...
Foi nessa época que eu conheci a Fabiana ( e somos amigas de coraçao e de alma até hoje). Ela também não fazia parte do grupinho das populares, ela era toda alternativa.
E um dia ela se engraçou com um amigo meu. Fiz o papel de cupido, fui lá falar com ele e voltei com a melhor das novidades:
- Ele te acha uma menina normal!!! disse eu radiante
Fabiana me fuzilou com os olhos.
- Normal? Normal? Como assim, normal? Quem é que quer ser normal? Que coisa mais medíocre.
Alí mesmo ela se desencantou do menino e eu descobri, aos 13 anos, que esse negócio de ser normal não estava com nada. A partir dalí, levantei a cabeça, chacoalhei a poeira e nunca mais, nunca mais dei voto prá quem não merecia.
Aprendi que o que a minha propria opinião vale 8 pontos. A nota máxima é 10. Todas as outras pessoas somadas, tem 20% do total. Mas também aprendi que média 8 tá bom demais!!! Não tenho necessidade nenhuma de fechar com 10.
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Every time I moved towns, the same story repeated itself. The bullying, the nasty jokes about my name, my small town accent, the way I walked - and in Santos, the bullies fav target was my taste of clothes.
They spared no energy in trying to make me feel bad, in ridiculing me and my style.
Of course it made me sad. I was thirteen, I was in eighth grade.
Lucky for me, boys were not bothered to pick on me, and I had enough male fans to keep my head above the water.
Despise how I felt, I never changed to get anyone's approval. I was not prepared to let others dictate who I would be, or what I would do.
Head strong or not, I wanted to fit in, I wish I was like everyone else.
It was around that time that I met Fabiana, who is my good friend until this day. She was quite funky, in her alternative way.
She had a crush on a friend of mine. Trying to play matchmaker, I run to talk to him and feel the water for her. I came back with the best news I could imagine:
- He thinks you're a normal girl! I said radiant
Fabiana glared at me.
- Normal? Normal? Who wants to be normal? How very mediocre.
The crush died imediately. She could not imagine someone calling her "normal"...
And at 13, I also realized there is no glamour in being "normal", in fitting in.
I decided my own opinion is worth 8 points. The maximum score is 10. All others added, makes for 20% of the total possible marks. I also learned 8 is more than enough...
segunda-feira, abril 16
Visita do amigo/ Friend comes for dinner
Um amigo da Anita veio jantar aqui em casa. Ele e filho de uma brasileira, amiga minha. O pai e Saudita. O menino nasceu e foi criado no Oriente Medio e e muculmano.
Estavamos jantando e um de nos perguntou:
- Como e a relacao entre pais e filhos depois que os filhos sao adultos? Quem ajuda quem?
O menino pareceu meio confuso, depois entendeu a pergunta e respondeu com um exemplo da propria familia:
- Minha avo ja esta velhinha e ela nao esta muito bem. Ela mal se locomove. Mas a familia inteira se junta em volta dela. Minha tia cuida para que ela tenha todo o cuidado necessario, e todos os filhos e netos estao sempre na casa dela, a sua volta. Nos todos nos sentamos num sofa enorme, na sala. Ela tem uma poltrona especial, onde ela pode ficar deitada, ficar mais confortavel. Como ela nao esta muito bem, ela dorme muito e nos nos revezamos tomando conta dela, prestando atencao para ver se ela abre os olhos. Quando ela abre os olhos, e como se o sol estivesse nascendo! Ai nos todos aproveitamos e falamos coisas carinhosas para ela, pedimos para ela falar alguma coisa. Tudo gira em torno da minha avo. Depois de adultos, os filhos cuidam dos pais. Sempre.
Ai e a vez da Anita explicar como a coisa funciona na nossa propria familia:
- Minha avo e mais nova e ela e mais ativa que a sua avo, entao a gente viaja bastante com ela. Uma vez nos a perdemos na Disney. Todo mundo foi pro carro e ela entrou numa loja para comprar uns bichinhos que ela coleciona. Nenhum de nos viu, e ela ficou uma arara. Ligou pro celular do meu Tio e brigou muito com a gente. Ela ficou muito brava por a termos deixado pra tras. Nos todos rimos muito.
Numa outra vez, nos todos entramos no trem em Londres, mas ela nao conseguiu acompanhar o nosso passo, entao ela ficou pra tras e a porta fechou antes dela conseguir entrar no trem. Nos rimos muito e o meu pai ficou muito bravo com a gente. Ele nao achou a menor graca da mae dele ter ficado fora do trem. Mas nos achamos.
Quando nos a perdemos na capela sistina, la no Vaticano, nao foi tao engracado, por que o lugar e muito maior, ela estava sem telefone e nos tivemos medo de nao conseguir encontra-la mais. Dessa vez ela estava com o meu avo - nos perdemos os dois de uma vez so. Depois de mais de uma hora procurando os dois, nos finalmente ( e por sorte) os encontramos. Ai sim, rimos muito, por que eles ja estavam "achados".
Eu olhava para a Anita, que contava a historia com o maior orgulho do mundo e para o menino, que parecia aterrorizado pela historia.
Como e que nos vamos conseguir explicar para ele que "perder a avo e rir disso" e uma demonstracao de amor tao grande quando ficar sentado na sala, esperando a avo abrir os olhos, para falar com ela?
Ele deve estar achando que nos somos todos uns sacaneadores de avo!
++++++++++++++++++++++++++++++++++
This week Anita invited a friend to come for dinner at our place.He is half Saudi half Brazilian. He was born and raised in the Middle East and he is Muslim.We were all having dinner and one of us asked:- How is relationship between parents and children here, after the kids grow up? Who helps whom?The boy looked a little confused, then understood the question and ilustrated his answer with an example from his own family:- My grandmother is already old and she is not very well. She barely moves now a days. Our whole family comes together around her. My aunt makes sure she has all the necessary care, and all her children and grandchildren are always at her house, keeping her company. We all sit in a huge sofa in the living room. She has a special seat, where she can lie down, be more comfortable. As she is not very well, she sleeps a lot and we take turns taking care of her, watching to see if she opens her eyes. When she opens her eyes, we all say loving, caring things for her and we ask her to say something. Everything revolves around my grandmother. So the answer your question, I have to say grown up kids take care of their parents. Always.
Anita got all excited and decided to explain how loving and caring we are in our own family:- My grandmother is younger and more active than yours, so we travel a lot with her. Once we lost her at Disneyworld. Everyone was already in the car and we noticed she was missing. She went to a shop to buy some little souvenirs she collects and lost track of us. We did not notice it, we didn't know where she was, and she got mad at us. She called my uncle's mobile and yelled at him. She called us names and was very angry with us for a while.We thought it was hilarious and laughed a lot.Another time, we all got on a train in London, but we were to fast and she could not follow our pace, so she stayed behind and the door closed before she could get on the train. We laughed a lot when we saw her outside the train - and it was already moving. My dad was mad at us for laughing. He did not find it funny at all. We did. It was hard to contain our laughter.
When we lost her the Sistine Chapel, at the Vatican, it was not so funny, because the place is much larger, she had no mobile phone with her and we were worried it would be impossible to find her. This time she was with my grandfather - we lost both of them at once. After over an hour looking for them, we finally (and luckily) found them. Oh yes, then we laughed a lot, but it did not matter, because they were already with us by then.I looked at Anita, she was so proud of losing her grandma every country we travelled together, then I look at the boy, who seemed quite concerned about this poor neglected grandma.How will we be able to explain to him that "losing grandma and laughing about it" is a demonstration of love, similar to his family gathering around his sick grandma to comfort and care for her?He must think we are "grandparent's abusers.
segunda-feira, abril 9
Docovim II - a terapia continua! Teen years - getting it all out!
Ate os meus 17 anos, morei em muitas cidades diferentes.
Sao Paulo ( qdo ainda era um bebe), Campinas, Tremembe, Sao Vicente ( 2 x), Taubate, Campinas ( 3 vezes), Lindoia e Aguas de Lindoia.
Foram 11 mudancas de cidade ( e consequentemente escola) e tantas outras mudancas de casa. Meus pais tinham um espirito aventureiro que deve ter passado para mim.
Nessas indas e vindas, aprendi a ser flexivel, a me adaptar , aprendi a "me virar". Aprendi a me apegar rapidamente e me desapegar com a mesma rapidez. Na adolescencia fiz amigos que trago comigo ate hoje, mas eles nao sao muitos.
Sempre fui de ter uma grande amiga ( em cada cidade onde morei)e passar a maior parte do tempo com ela.
Apesar das mudancas, das descobertas e do aprendizado, eu sempre me senti um peixe fora dágua. Sempre me senti diferente. E sempre ouvi que eu era diferente. Passei anos tentando entender essa "diferenca" mas nunca me dispuz a mudar quem eu sou. Ainda hoje ouco que sou diferente. Ainda hoje nao tenho a menor ideia do que estao falando.
Na maioria das escolas por onde eu passei, as outras criancas riam de mim, faziam chacota, me "zoavam". As vezes eu ficava triste, outras eu nao me importava. Essa "zoacao" rolou ate eu me tornar adolescente, ai eu descobri o meu lugar no mundo, desentortei as costas e liguei o foda-se. Simples assim.
Sempre fui muito popular com os meninos ( o que deve ter me ajudado bastante na decisao de ligar o foda-se). Tive o namorado que quis, quando quis ( ui!), mas as amizades femininas nunca foram em abundancia ( e confesso que nunca me importei com isso - so percebo isso hoje). Eu sempre achava as meninas sem graca, sem sal, tontas. E os meninos muito mais interessantes. Eles sempre estavam fazendo alguma coisa divertida, sempre descobrindo coisas, sempre vivendo mais que as meninas que estavam sempre preocupadas com maquiagem, roupas e ... meninos.
Enquanto isso, eu me metia em grupos masculinos e ia andar a cavalo, ia pro lago "andar"de caiaque, me metia em aventuras mil. Eu saia muito, vivia "na rua", mas nunca fui uma menina da noite. Eu passava o dia inteiro pra la e pra ca, indo ver jogos de volley, basquete, sentada na pracinha jogando conversa fora, falando bobagens e rindo. Me lembro de passar muito tempo na agua - na piscina, na praia. E muito tempo sozinha na frente da TV ( mais TV). Ate hoje isso acontece. De tempos em tempos, me fecho na minha propria concha e fico prostrada na frente da TV o dia todo ( ou na frente do PC, ou com um livro na mao)
Apesar das mudancas constantes, sempre fui bem na escola, apesar de ter tido um pouquinho de problemas de comportamento.
Eu pulava o muro da escola para ir comer pastel na feira, subia na caixa dágua da escola para tomar sol, matava aula dentro da propria escola e nos lugares mais inusitados ( como a sala dos professores ou o banheiro dos professores - so pra ver se eu era pega).
Uma vez a minha melhor amiga foi expulsa da escola por mal comportamento ( ela sempre era pega, eu nunca era - e ela nao me dedurava). Naquele fim de ano, mudamos de cidade e eu digo pra todo mundo que fui expulsa do Objetivo de Campinas naquele ano. Mentira - expulsa foi a minha amiga. A minha "expulsao" e so um ato de solidariedade. Nunca realmente aconteceu. Convenci ate os meus pais de que eu tinha sido expulsa, quando nao tinha sido.
Mae, eu sei que voce le o blog - ta vendo ? Eu fui melhor comportada do que voce pensava! Acho que essa e a primeira vez que ela ouve que eu nao fui expulsa daquele colegio.
Hoje, em restrospectiva, acho que sempre falei muito mais do que eu fiz.
Eu gostava ( gosto??) de alimentar essa imagem de intrepida, irreverente e destemida, mas acho que fui muito mais normal e sem graca do que as pessoas ( e eu mesma) estao dispostas a acreditar.
Uma unica vez tomei um porre. Meu pai me colocou de castigo por 6 meses - mas nunca nem me avisou do castigo. Magicamente deixamos de ir para Lindoia nos fins de semana. Moravamos em Campinas e eu tinha 15 anos. So me dei conta que aquilo foi um castigo quando eu tinha mais de 30 anos.
Minha mae, na tentativa de "me proteger" lia meus diarios, remexia as minhas gavetas, se fazia de amiga das minhas amigas para descobrir meus segredos, abria as minhas cartas ( oi??).
Quanto mais ela me infernizava, mais eu posava de "menina ma".
A uma certa altura ela se convenceu que eu usava drogas por que eu tinha "cabelo de maconheira".
Verdade que meu cabelo era meio anticonvencional. Eu nao usava pentes, escovas ou drogas. Eu era descabelada, nao drogada. Hoje que sou mae, nao consigo entender como a minha mae conseguiu confundir as duas coisas. Deixa pra la, ne?
Olhando pra tras, acho que eu nao penteava o cabelo em sinal de rebeldia. Quando eu era pequena, minha mae nao me deixava cortar o cabelo. Aos 10 anos meu cabelo batia na bunda. Apesar de nao sermos religiosos, acho que eu parecia crente. E me lembro das vezes que peguei piolho, do inferno que era para limpar aquele cabelao, do sofrimento para desembaraca-lo, para pentea-lo, para lava-lo.
Assim que eu pude "mandar" na minha propria vida, cortei o cabelo curtinho, bem Joaozinho. Depois deixei crescer e nunca penteei. Lavava, passava os dedos para desembaracar e o cabelo estava pronto.
Desde entao o meu cabelo e um vai-e-vem. Corta pra deixar crescer...Cresce pra cortar!
Fui namoradeira. Acho que eu era uma adolescente bonitinha e os meninos se interessavam por mim.
Namorei um monte. Ainda bem que naquela epoca os namoros eram inocentes e inconsequentes.
Minha mae, tao preocupada em me controlar, nem percebia as minhas escapulidas para encontrar os namorados. Ela estava muito preocupada com o meu cabelo de maconheira.
Aos 17 anos me mudei de Aguas de Lindoia para Campinas, para ir para a Faculdade. Eu era a pessoa mais nova da sala. Alem de estar um ano adiantada academicamente, passei no vestibular sem fazer cursinho.
Minha mae arrumou a malinha dela e foi comigo, pra ter certeza que eu nao ia fazer "nada errado". Um ano depois, insatisfeita em "so" morar comigo, ela resolveu fazer outra faculdade e se matriculou num curso de turismo, no mesmo bloco onde eu cursava jornalismo. Viramos colegas de universidade ( eu mereco???)
Continuei muito proxima da minha avo, mas ela estava lutando contra o cancer e ele parecia estar levando a melhor.
Eu nao is a night clubs. Saia, ia a barzinhos, mas nao participava das festas da faculdade, nao era da turma da farra. Aos 18 decidi que eu seria motoqueira - e meu pai avisou que jamais me daria uma moto. Poderia me comprar um carro se eu quisesse, mas moto nem pensar.
Minha unica opcao foi transferir o meu curso pra noite e comecar a trabalhar. Essa moto viria, de um jeito ou de outro...
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In my first 17 years I lived in many different cities.Sao Paulo ( still a baby), Campinas, Tremembe, Sao Vicente (2 x), Taubate, Campinas (3 times), Aguas de Lindoia and Lindoia.There were 11 changes of city (and consequently schools). My parents had an adventurous spirit that must have passed to me. With all these comings and goings, I learned to be flexible, to quickly adapt to change. I learned to get attached to things and people quite fast and let go just as quickly.
I still have friends from my teen years, but they are not many.I would normally pick one friend (in each city where I lived) and spend most of my time with her.
Despite the changes, discoveries and learnings, I always felt like an outsider. I always felt different.I also heard I was different. I spent years trying to understand this "difference" but I was never willing to change who I am or how I do things. All I wanted was to unedrstand.
Even today I hear I'm different. I still do not have the slightest idea what people are talking about.I've always been very popular with boys. I could pick and choose whatever boyfriend I wanted, but the female friendships were not in abundance (and I confess I never cared about it - I only realize it today).
I lived a busy life, I was always out and about, doing lots of things at once, but i was not a night girl. I remember spending lots of time horse riding, kaiaking, swimming, chatting and some more time alone, in front of the TV.
I am still a lil like that. I love having lots of people around, but sometimes I have to hide and spend some time with myself.
Despite the constant changes, I was a good student. I had good grades, even though sometimes my behavior was not outstanding.
I scaped to eat fresh food from the street market, I sunbathed on the school's roof top, I skived and hid within the school, in the most unlikely places (like teachers' lounge or teacher's bathroom only to see if I was caught).
One year, my best friend was expelled from school for bad behavior (she was always caught, I never was - and she never told on me). That year, my family moved to another city and I told everyone I got kicked out of school foe misbehaving. It was not true, but I even convinced my parents I was expelled. At least I felt loyal to my friend ( who was really expelled).
This is the first time my mother hear about it. See, mum? I was better behaved than you thought!Today, in retrospective, I think I was all talk and no action.I loved (love?) to mantain the image of a fearless, irreverent girl, but in the end of the day, I think I was just a normal, ordinary girl.
During my teen years, I only got drunk once. My father grounded me for six months - but never even told me I was being punished. We simply stopped going to Lindoia on our weekends. We lived in Campinas and I was 15.
My mother, trying to "protect me" read my diaries, rummaged through my drawers, opened my letters .The more she annoyed me with this kind of behavior, , the more I posed as "bad girl".
At one point she became convinced I took drugs because I had "pothead hair."
In fact my hair was a bit unconventional. I did not use combs, brushes or drugs. I was disheveled, not a pothead.
Tody, being a mother, wonder how my mother managed to mix up the twothings.
Looking back, I think I did not comb my hair as a sign of rebellion. When I was little, my mom made me wear long hair. At the age of 10 my hair reached my bum. Despite not being religious, I think I looked like a believer ( one of those who can never cut their hair).
I remember the times I got lice, it was hell to clean up that long hair, the suffering to untangle it every morning, how hard it was to comb or wash it.
As soon as I was old enough to take care of my own life, I cut my hair very short, like a boy. Then I let it grow again, but never combed. I would wash is, run my fingers to untangle it and was ready.
I guess I was a pretty teenager and boys were interested in me.I dated a lot. Thankfully, at that time courtships were innocent and inconsequential.My mother, so worried trying to control ever movement I made, did not even realize my escapades to meet my boyfriends. She was too worried about my pothead hair.
At 17, I moved from Aguas de Lindoia to Campinas ( a much bigger city), to go to university. I was the youngest person in my class. Besides being a grade ahead academically, I passed the entrance exam without prep. My mother packed her suitcase and moved with me, her intention was to make sure I would not do "anything wrong".
A year later, unsatisfied by "only" living with me, she decided to go back to uni and enrolled in a tourism degree, in the same block where I was studying journalism. We became university "colleagues". Can anyone believe it?
As a teen I did not go to night clubs. I went out to bars, but I was not a party animal.
I was still very close to my grandma, but she was battling cancer and the desease seemed to be winning.
At 18 I decided I would be a biker - and my father warned me he would never buy me a bike. He would buy me a car if I wanted, but a bike was out of question.
My only option was to transfer my course to the night shift and get a job.
The bike would come, one way or another ...
Sao Paulo ( qdo ainda era um bebe), Campinas, Tremembe, Sao Vicente ( 2 x), Taubate, Campinas ( 3 vezes), Lindoia e Aguas de Lindoia.
Foram 11 mudancas de cidade ( e consequentemente escola) e tantas outras mudancas de casa. Meus pais tinham um espirito aventureiro que deve ter passado para mim.
Nessas indas e vindas, aprendi a ser flexivel, a me adaptar , aprendi a "me virar". Aprendi a me apegar rapidamente e me desapegar com a mesma rapidez. Na adolescencia fiz amigos que trago comigo ate hoje, mas eles nao sao muitos.
Sempre fui de ter uma grande amiga ( em cada cidade onde morei)e passar a maior parte do tempo com ela.
Apesar das mudancas, das descobertas e do aprendizado, eu sempre me senti um peixe fora dágua. Sempre me senti diferente. E sempre ouvi que eu era diferente. Passei anos tentando entender essa "diferenca" mas nunca me dispuz a mudar quem eu sou. Ainda hoje ouco que sou diferente. Ainda hoje nao tenho a menor ideia do que estao falando.
Na maioria das escolas por onde eu passei, as outras criancas riam de mim, faziam chacota, me "zoavam". As vezes eu ficava triste, outras eu nao me importava. Essa "zoacao" rolou ate eu me tornar adolescente, ai eu descobri o meu lugar no mundo, desentortei as costas e liguei o foda-se. Simples assim.
Sempre fui muito popular com os meninos ( o que deve ter me ajudado bastante na decisao de ligar o foda-se). Tive o namorado que quis, quando quis ( ui!), mas as amizades femininas nunca foram em abundancia ( e confesso que nunca me importei com isso - so percebo isso hoje). Eu sempre achava as meninas sem graca, sem sal, tontas. E os meninos muito mais interessantes. Eles sempre estavam fazendo alguma coisa divertida, sempre descobrindo coisas, sempre vivendo mais que as meninas que estavam sempre preocupadas com maquiagem, roupas e ... meninos.
Enquanto isso, eu me metia em grupos masculinos e ia andar a cavalo, ia pro lago "andar"de caiaque, me metia em aventuras mil. Eu saia muito, vivia "na rua", mas nunca fui uma menina da noite. Eu passava o dia inteiro pra la e pra ca, indo ver jogos de volley, basquete, sentada na pracinha jogando conversa fora, falando bobagens e rindo. Me lembro de passar muito tempo na agua - na piscina, na praia. E muito tempo sozinha na frente da TV ( mais TV). Ate hoje isso acontece. De tempos em tempos, me fecho na minha propria concha e fico prostrada na frente da TV o dia todo ( ou na frente do PC, ou com um livro na mao)
Apesar das mudancas constantes, sempre fui bem na escola, apesar de ter tido um pouquinho de problemas de comportamento.
Eu pulava o muro da escola para ir comer pastel na feira, subia na caixa dágua da escola para tomar sol, matava aula dentro da propria escola e nos lugares mais inusitados ( como a sala dos professores ou o banheiro dos professores - so pra ver se eu era pega).
Uma vez a minha melhor amiga foi expulsa da escola por mal comportamento ( ela sempre era pega, eu nunca era - e ela nao me dedurava). Naquele fim de ano, mudamos de cidade e eu digo pra todo mundo que fui expulsa do Objetivo de Campinas naquele ano. Mentira - expulsa foi a minha amiga. A minha "expulsao" e so um ato de solidariedade. Nunca realmente aconteceu. Convenci ate os meus pais de que eu tinha sido expulsa, quando nao tinha sido.
Mae, eu sei que voce le o blog - ta vendo ? Eu fui melhor comportada do que voce pensava! Acho que essa e a primeira vez que ela ouve que eu nao fui expulsa daquele colegio.
Hoje, em restrospectiva, acho que sempre falei muito mais do que eu fiz.
Eu gostava ( gosto??) de alimentar essa imagem de intrepida, irreverente e destemida, mas acho que fui muito mais normal e sem graca do que as pessoas ( e eu mesma) estao dispostas a acreditar.
Uma unica vez tomei um porre. Meu pai me colocou de castigo por 6 meses - mas nunca nem me avisou do castigo. Magicamente deixamos de ir para Lindoia nos fins de semana. Moravamos em Campinas e eu tinha 15 anos. So me dei conta que aquilo foi um castigo quando eu tinha mais de 30 anos.
Minha mae, na tentativa de "me proteger" lia meus diarios, remexia as minhas gavetas, se fazia de amiga das minhas amigas para descobrir meus segredos, abria as minhas cartas ( oi??).
Quanto mais ela me infernizava, mais eu posava de "menina ma".
A uma certa altura ela se convenceu que eu usava drogas por que eu tinha "cabelo de maconheira".
Verdade que meu cabelo era meio anticonvencional. Eu nao usava pentes, escovas ou drogas. Eu era descabelada, nao drogada. Hoje que sou mae, nao consigo entender como a minha mae conseguiu confundir as duas coisas. Deixa pra la, ne?
Olhando pra tras, acho que eu nao penteava o cabelo em sinal de rebeldia. Quando eu era pequena, minha mae nao me deixava cortar o cabelo. Aos 10 anos meu cabelo batia na bunda. Apesar de nao sermos religiosos, acho que eu parecia crente. E me lembro das vezes que peguei piolho, do inferno que era para limpar aquele cabelao, do sofrimento para desembaraca-lo, para pentea-lo, para lava-lo.
Assim que eu pude "mandar" na minha propria vida, cortei o cabelo curtinho, bem Joaozinho. Depois deixei crescer e nunca penteei. Lavava, passava os dedos para desembaracar e o cabelo estava pronto.
Desde entao o meu cabelo e um vai-e-vem. Corta pra deixar crescer...Cresce pra cortar!
Fui namoradeira. Acho que eu era uma adolescente bonitinha e os meninos se interessavam por mim.
Namorei um monte. Ainda bem que naquela epoca os namoros eram inocentes e inconsequentes.
Minha mae, tao preocupada em me controlar, nem percebia as minhas escapulidas para encontrar os namorados. Ela estava muito preocupada com o meu cabelo de maconheira.
Aos 17 anos me mudei de Aguas de Lindoia para Campinas, para ir para a Faculdade. Eu era a pessoa mais nova da sala. Alem de estar um ano adiantada academicamente, passei no vestibular sem fazer cursinho.
Minha mae arrumou a malinha dela e foi comigo, pra ter certeza que eu nao ia fazer "nada errado". Um ano depois, insatisfeita em "so" morar comigo, ela resolveu fazer outra faculdade e se matriculou num curso de turismo, no mesmo bloco onde eu cursava jornalismo. Viramos colegas de universidade ( eu mereco???)
Continuei muito proxima da minha avo, mas ela estava lutando contra o cancer e ele parecia estar levando a melhor.
Eu nao is a night clubs. Saia, ia a barzinhos, mas nao participava das festas da faculdade, nao era da turma da farra. Aos 18 decidi que eu seria motoqueira - e meu pai avisou que jamais me daria uma moto. Poderia me comprar um carro se eu quisesse, mas moto nem pensar.
Minha unica opcao foi transferir o meu curso pra noite e comecar a trabalhar. Essa moto viria, de um jeito ou de outro...
**********************************************
In my first 17 years I lived in many different cities.Sao Paulo ( still a baby), Campinas, Tremembe, Sao Vicente (2 x), Taubate, Campinas (3 times), Aguas de Lindoia and Lindoia.There were 11 changes of city (and consequently schools). My parents had an adventurous spirit that must have passed to me. With all these comings and goings, I learned to be flexible, to quickly adapt to change. I learned to get attached to things and people quite fast and let go just as quickly.
I still have friends from my teen years, but they are not many.I would normally pick one friend (in each city where I lived) and spend most of my time with her.
Despite the changes, discoveries and learnings, I always felt like an outsider. I always felt different.I also heard I was different. I spent years trying to understand this "difference" but I was never willing to change who I am or how I do things. All I wanted was to unedrstand.
Even today I hear I'm different. I still do not have the slightest idea what people are talking about.I've always been very popular with boys. I could pick and choose whatever boyfriend I wanted, but the female friendships were not in abundance (and I confess I never cared about it - I only realize it today).
I lived a busy life, I was always out and about, doing lots of things at once, but i was not a night girl. I remember spending lots of time horse riding, kaiaking, swimming, chatting and some more time alone, in front of the TV.
I am still a lil like that. I love having lots of people around, but sometimes I have to hide and spend some time with myself.
Despite the constant changes, I was a good student. I had good grades, even though sometimes my behavior was not outstanding.
I scaped to eat fresh food from the street market, I sunbathed on the school's roof top, I skived and hid within the school, in the most unlikely places (like teachers' lounge or teacher's bathroom only to see if I was caught).
One year, my best friend was expelled from school for bad behavior (she was always caught, I never was - and she never told on me). That year, my family moved to another city and I told everyone I got kicked out of school foe misbehaving. It was not true, but I even convinced my parents I was expelled. At least I felt loyal to my friend ( who was really expelled).
This is the first time my mother hear about it. See, mum? I was better behaved than you thought!Today, in retrospective, I think I was all talk and no action.I loved (love?) to mantain the image of a fearless, irreverent girl, but in the end of the day, I think I was just a normal, ordinary girl.
During my teen years, I only got drunk once. My father grounded me for six months - but never even told me I was being punished. We simply stopped going to Lindoia on our weekends. We lived in Campinas and I was 15.
My mother, trying to "protect me" read my diaries, rummaged through my drawers, opened my letters .The more she annoyed me with this kind of behavior, , the more I posed as "bad girl".
At one point she became convinced I took drugs because I had "pothead hair."
In fact my hair was a bit unconventional. I did not use combs, brushes or drugs. I was disheveled, not a pothead.
Tody, being a mother, wonder how my mother managed to mix up the twothings.
Looking back, I think I did not comb my hair as a sign of rebellion. When I was little, my mom made me wear long hair. At the age of 10 my hair reached my bum. Despite not being religious, I think I looked like a believer ( one of those who can never cut their hair).
I remember the times I got lice, it was hell to clean up that long hair, the suffering to untangle it every morning, how hard it was to comb or wash it.
As soon as I was old enough to take care of my own life, I cut my hair very short, like a boy. Then I let it grow again, but never combed. I would wash is, run my fingers to untangle it and was ready.
I guess I was a pretty teenager and boys were interested in me.I dated a lot. Thankfully, at that time courtships were innocent and inconsequential.My mother, so worried trying to control ever movement I made, did not even realize my escapades to meet my boyfriends. She was too worried about my pothead hair.
At 17, I moved from Aguas de Lindoia to Campinas ( a much bigger city), to go to university. I was the youngest person in my class. Besides being a grade ahead academically, I passed the entrance exam without prep. My mother packed her suitcase and moved with me, her intention was to make sure I would not do "anything wrong".
A year later, unsatisfied by "only" living with me, she decided to go back to uni and enrolled in a tourism degree, in the same block where I was studying journalism. We became university "colleagues". Can anyone believe it?
As a teen I did not go to night clubs. I went out to bars, but I was not a party animal.
I was still very close to my grandma, but she was battling cancer and the desease seemed to be winning.
At 18 I decided I would be a biker - and my father warned me he would never buy me a bike. He would buy me a car if I wanted, but a bike was out of question.
My only option was to transfer my course to the night shift and get a job.
The bike would come, one way or another ...
sábado, março 24
Duke of Edimburgh Bronze Award - Certificado Duque de Edimburgo
foto daqui
pic from here
Esse fim de semana foi o primeiro fim de semana que a Anita passou fora de casa sozinha. Desde que ela tem 3 anos ed idade, ela atravessa o mundo na compania dos avos, de amigos e da irma mais nova, para encontrar a familia esperando por ela no aeroporto do lado de la.Muitas vezes elas - tanto a Anita quanto a Lia fizeram os trajetos Nova Zelandia - Brasil, Australia - Brasil, Dubai Brasil, Bahrain - Brasil sem estarem acompanhadas dos pais. Eu sempre dormi tranquila, por que sabia que assim que o aviao pousasse elas seriam recebidas pelos avos no Brasil ou por nos do lado de ca.
Dessa vez a viagem foi muito mais curta. Bahrain-Oman e bem pertinho. Mas quando ela desembarcou em Oman, a aventura que a esperava seria muito diferente.
Tres dias caminhando pelas praias e montanhas de Oman. Dormindo em tendas que ela e os colegas armaram sozinhos, cozinhando a propria comida e tendo que seguir a rota do GPS em lugares ermos, enquanto carregavam as proprias mochilas.
Eu e o Fabio deixamos que ela fosse por que nos sabemos quando chega a hora de soltar as amarras, deixar o bichinho criar asas.
Mas o meu coracao ficou na boca o fimd e semana inteiro. Eu sabia que eles nao teriam como se comunicar pelo celular, que eu so saberia dela quando o aviao pousasse aqui em Bahrain, onde mais uma vez eu a estaria esperando.
Como sempre, fiz cara de durona, fingi que estava feliz por ela ter ido ( ja perdi a conta de quantas vezes eu fiz esse mesmo numero), mas dessa vez nao consegui dormir, nao consegui relaxar enquanto ela nao veio tagarelando ao nosso encontro no aeroporto.
Ouvir as historias da viagem, como ela subiu montanhas, andou em rios no meio do nada, como ela torceu o tornozelo mas assim mesmo fez questao de carregar a propria mochila para nao sobrecarregar os companheiros de viagem me encheram de orgulho.
Houve um momento, na manha da quinta feira quando fui leva-la ao encontro do grupo, que duvidei que ela seria capaz de completar a prova.
Depois de termos passado e repassado a lista das coisas que ela precisaria levar, ela esqueceu a maquina fotografica em casa e no caminho de 5 minutos entre a nossa casa e o lugar onde o onibus os esperava para levar ao aeroporto, ela perdeu o passaporte.
Tive medo que desse tudo errado.
Mas uma amiga ha muitos anos ja havia me alertado. Eles estao ouvindo. Eles prestam atencao. E assim que voce vira as costas, eles colocam todo esse conhecimento em pratica. Obrigada Silvana, por acalmar meu coracao. Voce tinha razao. Ela sabia o que estava fazendo.
Agoea eu estou aqui, toda orgulhosa da minha filha que esta dolorida, com o pe torcido e exausta, mas com uma auto confianca de dar inveja a muito marmanjo, por que nessa viagem ela descobriu que e capaz de muito mais do que ela mesma imaginava. Ela descobriu que consegue ultrapassar os proprios limites, e que acima de tudo ela aprendeu que o que traz sucesso e o trabalho conjunto. Por isso eles nao comeram o Roberto quando ele comecou a encher o saco de todo mundo, e se revezaram para carregar a mochila da Mira quando ela estava querendo desistir de tudo.
Filha, to morrendo de orgulho de voce! Ta aqui o link do site do programa. vale a pena dar uma olhada!
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This weekend was the first time Anita travelled overseas by herself. It is true she has been travelling "alone" since she was three, but we always had both girls together and until Anita was 11, they only travelled with an adult I knew. A grandparent, a friend, someone I trusted.
For the last 3.5 years, they have been travelling as unacompanied minors, but they get assistance all the way and we know there will be two sets of grandparents waiting for them at the airport when they touch ground.
This time the trip was much shorter, Bahrain-Oman are neighbour conutries. But when she arrived in Oman, the adventure that awaited for her would be completely different.Three days walking on the beaches and mountains of Oman. Sleeping in tents that she and her teen colleagues put up themselves, cooking her own food and having to follow the GPS in deserted places to get from check point to check point, all the time carrying their own backpacks.Fabio and I let her go because we believe in raising free responsible kids who will not chicken out when they face a challenge in life.But I have to confess I did not relax a minute during the weekend. My heart and my head were far away, trying to imagine what was happening to Anita, wondering if she was cold, if she was hungry or if she was afraid.
I knew they would not be able to call us until the plane landed here in Bahrain. All I could do was wait and hope for the best, trust she would be OK.
And I did what I do best. I pretended to be happy she went, I put on a tough face and just behaved like everything was fine and I knew she was ok, when I was terrified she was fara way and would not be able to call for help if she needed anything. I did not sleep, I did not relax until I saw her at the airport.
When I heard all the stories from her journey, how she climbed mountains, walked into rivers in the middle of nowhere, how she hurt her ankle but still carried her backpack, not to be a non sense to her group, it filled my heart and soul with pride.There was a moment, just before she left, when I doubted she would be able to complete the task.After we went over and overthe list of things she needed to take, she forgot the camera at home and lost her passport in the car, during our 5 minute journey to the school.I confess I was afraid the trip could be a big, fat disaster.But many years ago, a friend warned me. They're listening, Inaie. They pay attention. And when you turn your back, they put all that knowledge into practice. Thank you Silvana for calming my heart and giving me hope. You were right. She knew what she was doing.Now I'm here, proud of my daughter for her acomplishment, knowing she realized during this trip she is capable of much more than she imagined . She learned she can overcome her own limits, and how emppowering team work can be. Together they decided not to eat Roberto when they were all hungry and he was complaining about everything, and they carried Mira's backpack when she felt she could no longer do it.
Anita, I have never been so proud of you as I am today!
Here is the link for the Duke of Edimburgh program - I recommend it.
domingo, janeiro 29
bem na cena / looking good
No meu trabalho, eu ajudo executivos a se estabelecerem em Bahrain. Levo pra ver casas, ajudo a escolher escola pros filhos, faco um tour pelos supermercados, clubes e afins.
Ate agora so recebi otimos feedbacks.
Uma familia chegou aqui com filhos adolescentes, dois meninos doces, super gracinha. Meninos bem educados, com uma estrutura familiar solida e uma vida cor de rosa.
Nao tive duvidas, pedi pra Anita chamar uns amigos legais e convidei a familia para jantar aqui em casa, assim a Anita poderia apresentar os meninos para uns colegas de escola.
Plano genial!
E a noite foi otima. Comemos, bebemos, rimos e nos divertimos.
Ate que um dos meninos pergunta pro coleguinha gente-boa da Anita:
- E o seu pai, nao ta aqui?
- Eu nao tenho pai. Minha mae foi estuprada por um traficante de drogas. A gente acha que ele foi assassinado, mas ninguem sabe ao certo.
Silencio mortal. Os adolescentes ( aqueles que sao doces, super gracinah e vem de uma familia com uma estrurura solida...) devem estar ate hoje tendo pesadelos.
PS - ate hoje eu nao sei se essa historia e verdade ou se o moleque estava querendo impressionar a audiencia quando soltou essa historinha!!
**********************************************************
My job is to take families around and help them ease into the island way of life.
I recently relocated this gorgeous family with two teenager boys. Boys i would be proud to have around anytime. They are sweet, were really well raised and live in a normal, stable family.
I decided to invite them for dinner, so Anita could get some of her friends around and introduce the boys to some new people their age.
Dinner went well. We had a good time, until one of the boys asked Anita's friend:
- Is your dad in Bahrain too?
- No. My mum was raped by a drug dealer. We think my dad was murdered, but we are not 100% sure.
Silence. Total silence...
And I am sure my gorgeous visitors are still having nightmares about the story they heard in MY HOUSE!
PS - I am not sure any of it is true, or Anita's friend was just trying to impress his audience...
Ate agora so recebi otimos feedbacks.
Uma familia chegou aqui com filhos adolescentes, dois meninos doces, super gracinha. Meninos bem educados, com uma estrutura familiar solida e uma vida cor de rosa.
Nao tive duvidas, pedi pra Anita chamar uns amigos legais e convidei a familia para jantar aqui em casa, assim a Anita poderia apresentar os meninos para uns colegas de escola.
Plano genial!
E a noite foi otima. Comemos, bebemos, rimos e nos divertimos.
Ate que um dos meninos pergunta pro coleguinha gente-boa da Anita:
- E o seu pai, nao ta aqui?
- Eu nao tenho pai. Minha mae foi estuprada por um traficante de drogas. A gente acha que ele foi assassinado, mas ninguem sabe ao certo.
Silencio mortal. Os adolescentes ( aqueles que sao doces, super gracinah e vem de uma familia com uma estrurura solida...) devem estar ate hoje tendo pesadelos.
PS - ate hoje eu nao sei se essa historia e verdade ou se o moleque estava querendo impressionar a audiencia quando soltou essa historinha!!
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My job is to take families around and help them ease into the island way of life.
I recently relocated this gorgeous family with two teenager boys. Boys i would be proud to have around anytime. They are sweet, were really well raised and live in a normal, stable family.
I decided to invite them for dinner, so Anita could get some of her friends around and introduce the boys to some new people their age.
Dinner went well. We had a good time, until one of the boys asked Anita's friend:
- Is your dad in Bahrain too?
- No. My mum was raped by a drug dealer. We think my dad was murdered, but we are not 100% sure.
Silence. Total silence...
And I am sure my gorgeous visitors are still having nightmares about the story they heard in MY HOUSE!
PS - I am not sure any of it is true, or Anita's friend was just trying to impress his audience...
segunda-feira, janeiro 2
As fujonas / Missing teens
English version just below the Portuguese text
Digamos que em uma casa qualquer more uma familia com pai, mae e duas filhas adolescentes. devem haver milhoes de casas assim, certo? Pois a historia de hoje acontece em uma dessas casas...
Filha tinha acabado de sair de um longo castigo, 4 meses sem poder sair de casa por ter aprontado alguma bobagem adolescente, dessas que nao da pra deixar pra la. Ha mais ou menos um mes, a fofa esta em liberdade condicional. Parte do acordo e que agora, os pais sempre ligam para confirmar onde ela esta, ela tem horario restrito pra chegar em casa. vai dormir na amiguinha? Tem problema nao. A gente fala com a mae da amiguinha, com o pai, com o vizinho e o porteiro... A mae da amiguinha nao fala ingles? Entao a filha nao pode ir dormir la... Tudo muito controladinho, tudo muito certinho.
Ai chega a noite de Ano Novo. A filha ja combinou que vai passar na casa de uma amiga. Ja esta tudo confirmado, as maes ja conversaram e confirmaram o babado. Tudo em cima.
So que antes da menina sair para a balada, uma outra mae chega para entregar uma amiga ( que tambem vai a essa festa).
As maes trocam gentilezas...e a mae visitante pergunta:
- Como vai a sua outra filha?
- bem muito obrigada
- E as costas dela?
- Como assim?
- Ela machucou as costas. A sua filha estava dormindo la em casa ha dois dias e recebeu uma ligacao dizendo que a irma estava no hospital, com as costas machucadas. A minha filha ate foi com ela no hospital ver a irma...
-FILHAAAAAAAAA!!
La vem a filha escada abaixo, sorrindo
- O que aconteceu com as suas costas?
- Minhas costas? Nada!
- FILHAAAAAAAA 2!!
Filha 2 desce as escadas, mas nao tem sorriso nao.
- Que negocio e esse da sua irma ter se machucado?
Nisso a adolescente dona da casa desembesta a falar portugues e a visita adolescente embarca num Turco lascado. Cada uma tentando se explicar com a propria mae, e provavelmente jogar a culpa na amiga.
Resumo da opera: a mae da visitante vai embora e deixa a filha la ( oi?) para ela ir para a tal festa. A dona da casa acha que nao tem cabimento as duas irem pruma festa de reveillon se mentiram e aprontaram dois dias atras. A dona da casa poe AS DUAS de castigo. Liga pra outra mae e avisa. Essas duas nao vao sair de casa nao. Se voce quiser, venha buscar a sua. As duas estao um tanto emburradas, mas nada que pareca muito serio.
As duas meninas ficam na casa e convidam uma terceira menina para passar o reveillon com elas. A terceira menina ninguem na familia conhecia. Na casa, rola uma festa com umas 20 pessoas, todas adultas. As meninas participam. Os pais ficam felizes por que tudo acabou em paz.
2 da manha todos se despedem, os pais trancam a porta, vao dormir. Especificamente avisam que a partir daquela hora ninguem mais pode entrar na casa, por que e tarde ( sim, a casa e meio casa da mae Joana, a molecada entra e sai como se fossem de casa).Hora de ir pra cama!
4 da manha a mae acorda um pouco assustada. Desce as escadas e ve as tres meninas dormindo na sala de TV. Umas fofas. Mas perai...estao dormindo de sapatos? E que sapatos enormes... Parece ate que sao sapatos de meninos...
A mae chega perto, vai ajeitar a coberta de uma delas e percebe que na verdade nao ha ninguem nos sofas. As tres meninas fizeram bonecos de trapo e nao estao na casa.
Panico! A mae sobe as escadas correndo, acorda o pai, que acha que e melhor continuar dormindo, ele esta muito cansado. ( lembram da historia da bebada? sei nao se esse pai nao e o mesmo...). A mae que tambem parece ser a mesma, faz um AUE e o pai acorda sem reclamar e desce as escadas. Vai la participar do barraco.
Em minutos a mae liga para a filha, para a amiga da filha ( ninguem atende o telefone), para a mae da amiga e para um amigo de confianca das meninas. O garoto localiza as tres fugitivas. A mae, de pijamas entra no carro e vai atras delas. Seguindo as instrucoes, encontra as tres na frente do cinema, sozinhas.
Nenhuma alma viva nas ruas. Nenhum carro. Nada. So as tres delinquentes, olhando assustadas para a mae que esta H I S T E R I C A.
A mae arranca o telefone das maos das tres, poe as tres no carro, bate a porta com forca e volta pra casa. A caminho de casa liga pros outros pais, avisa que encontrou as tres fugitivas e pede que eles venham buscar as suas filhas. Essa noite, so a sua filha vai dormir em casa.
O que segue e aquela lenga - lenga. Pais chegam, pedem desculpas, criancas tentams e explicar ( cada uma em sua lingua nativa, ja que o grupo e totalmente internacional ) e todo mundo vai pra casa.
E a menina, que tinha acabado de sair do castigo de 4 meses, volta pra prisao domiciliar.
Sera que essa historia nunca acaba?
PS O inquerito apurou que as tres ficaram com "tedio" e ligaram para uma quarta amiga, que por sua vez estava passeando de carro com um cara que ninguem conhecia, e passou para busca-las. A gracinha nao durou mais que meia hora, e quando elas perceberamq ue tinham sido descobertas, pediram pro garoto deixa-las em frente ao cinema, onde a mae as encontrou...
MANHE, EU FUI UM ANJO!!! Ajoelhe e agradeca a Deus a adolescente boazinha que voce teve. Nem todo mundo tem a mesma sorte...
*********************************************************************
Imagine a house with a family with father, mother and two teenage daughters. There must be millions of homes exactly like that, right? Today the story happens in one of these houses ... a random one...
The daughter had been grounded for four months. During this time, she could not go out, she was not allowed to parties, friends houses or anywhere apart from school. For a month she has been out, in probation. Part of the "new deal" is her parents always calling to confirm where she is, she has strict times to get home. If she will sleep in a friend's house, the parents call and talk to the responsible adult in the other house too. If no one can speak English over there, the daughter can not go. Simple and straight forward.
And then it is New Year's Eve. The daughter already planned to go and spend the evening at a friend's party. Everything is confirmed, the mothers have talked and it is all organised, all good to go. The daughter got the green light.
Just before the girl leaves to the party, another mother arrives, bringing the girl's friend (who is also going to the same party).
The mothers exchange pleasantries ... the visitor asks:
- How's your other daughter?
- Well, thank you
- And her back?
- What do you mean?
- She hurt her back. Your daughter came to sleep over last week, remember? And she got a call saying t her sister was in hospital with an injured back. My daughter even went out with her to visit the sis.
- DAUGHTEEEEEERRR!
One of the girls comes down the stairs, smiling
- What happened to your back?
- My back? Nothing!
- Daughteeeeer TWOOOOOO!
The other girl comes down the stairs, but the mother can see no smile.
- What is this story about your sister, back injuries and hospitals?
Both girls ( the one who lives in the house and the visitor) start speaking their own language to their mums. In Portuguese and Turkish they try to get out of trouble and blame it all on the friend.
In summary: the mother's visitor goes away and leaves her daughter (what??) so she can still go to that party. The mother who lives in the house ( and now has three teenagers at home - her two, plus the one recently dumped there) did not think it was appropriate to let them go to the New Year's party as they recently lied to their parents. She grounds both girls, calls the other mother and explains both girls are staying at the house, and if she wishes, she can come and collect her daughter. Both girls stay and decide to invite a third girl to spend New Year with them. No one in the house knows this new girl.
In the house, there is a party for about 20 people, mostly adults. The girls sort of join in. Parents are happy that everything ended peacefully. Or so they think.
2 am the last guest leaves, the parents lock the door, go to bed.But before going up the stairs, they specifically warn that from that hour onwards no one else can come to the house. It is now too late. Time to go to bed!
4 in the morning the mother awakens a little startled. She goes down the stairs and sees the three girls sleeping in the TV room. So cute. But wait ... are they sleeping with their shoes on? And huge shoes ... they look like boys shoes!
The mother comes close to them, and realizes that in fact there is no one sleeping on sofas. The three girls made rag dolls and are not at home. They simply left.
Panic! The mother runs up the stairs, the father wakes up, he thinks it is best if he stays asleep, he is very tired. (Remember the story of a drunk girl? I wonder if it is the same parent of if parents are all the same now a days ...). The mother also seems to be the same, because she sort of throws a tantrum and the dad wakes up and join the search for the missing teens.
In minutes, the mother calls her daughter, her friend's daughter (no one answers the phone) the mother's friend and a trusted guy who is friends with the girls. The boy finds the three fugitives. The mother, in her pajamas, jumps on her car and goes after them. Following the boy's instructions, find the three in front of the cinema.
There is not a living soul on the streets. No car. Nothing. Only the three offenders, who are very scared of the mother who is HYSTERICAL
Everything is pretty straight forward after that. The mother confiscates the phones, calls the other parents, demand they come and collect their kids. That night only the girl will sleep in her house.
Parents arrive, apologize, kids all try to explain what happened (each one in her own language, as the group and fully international) and everyone goes home.
And the girl, who had just been set free from her grounding, is back under house arrest.
Will this cycle never end?
PS The investigation showed the three were "bored" and called a fourth friend, who was driving around with a guy that nobody else knew. The two of them came ang got the three bored friends. The fun did not last more than half an hour, when they got all the phone calls, they quickly asked to be dropped off in front of the cinema, where the mother found them ...
Dear MOTHER ( my mother now), I WAS AN ANGEL! Go down on your knees and thank God for the amazing teen you had. Not everyone has the same luck ...
Fotos das inocentes criancas dormindo
Digamos que em uma casa qualquer more uma familia com pai, mae e duas filhas adolescentes. devem haver milhoes de casas assim, certo? Pois a historia de hoje acontece em uma dessas casas...
Filha tinha acabado de sair de um longo castigo, 4 meses sem poder sair de casa por ter aprontado alguma bobagem adolescente, dessas que nao da pra deixar pra la. Ha mais ou menos um mes, a fofa esta em liberdade condicional. Parte do acordo e que agora, os pais sempre ligam para confirmar onde ela esta, ela tem horario restrito pra chegar em casa. vai dormir na amiguinha? Tem problema nao. A gente fala com a mae da amiguinha, com o pai, com o vizinho e o porteiro... A mae da amiguinha nao fala ingles? Entao a filha nao pode ir dormir la... Tudo muito controladinho, tudo muito certinho.
Ai chega a noite de Ano Novo. A filha ja combinou que vai passar na casa de uma amiga. Ja esta tudo confirmado, as maes ja conversaram e confirmaram o babado. Tudo em cima.
So que antes da menina sair para a balada, uma outra mae chega para entregar uma amiga ( que tambem vai a essa festa).
As maes trocam gentilezas...e a mae visitante pergunta:
- Como vai a sua outra filha?
- bem muito obrigada
- E as costas dela?
- Como assim?
- Ela machucou as costas. A sua filha estava dormindo la em casa ha dois dias e recebeu uma ligacao dizendo que a irma estava no hospital, com as costas machucadas. A minha filha ate foi com ela no hospital ver a irma...
-FILHAAAAAAAAA!!
La vem a filha escada abaixo, sorrindo
- O que aconteceu com as suas costas?
- Minhas costas? Nada!
- FILHAAAAAAAA 2!!
Filha 2 desce as escadas, mas nao tem sorriso nao.
- Que negocio e esse da sua irma ter se machucado?
Nisso a adolescente dona da casa desembesta a falar portugues e a visita adolescente embarca num Turco lascado. Cada uma tentando se explicar com a propria mae, e provavelmente jogar a culpa na amiga.
Resumo da opera: a mae da visitante vai embora e deixa a filha la ( oi?) para ela ir para a tal festa. A dona da casa acha que nao tem cabimento as duas irem pruma festa de reveillon se mentiram e aprontaram dois dias atras. A dona da casa poe AS DUAS de castigo. Liga pra outra mae e avisa. Essas duas nao vao sair de casa nao. Se voce quiser, venha buscar a sua. As duas estao um tanto emburradas, mas nada que pareca muito serio.
As duas meninas ficam na casa e convidam uma terceira menina para passar o reveillon com elas. A terceira menina ninguem na familia conhecia. Na casa, rola uma festa com umas 20 pessoas, todas adultas. As meninas participam. Os pais ficam felizes por que tudo acabou em paz.
2 da manha todos se despedem, os pais trancam a porta, vao dormir. Especificamente avisam que a partir daquela hora ninguem mais pode entrar na casa, por que e tarde ( sim, a casa e meio casa da mae Joana, a molecada entra e sai como se fossem de casa).Hora de ir pra cama!
4 da manha a mae acorda um pouco assustada. Desce as escadas e ve as tres meninas dormindo na sala de TV. Umas fofas. Mas perai...estao dormindo de sapatos? E que sapatos enormes... Parece ate que sao sapatos de meninos...
A mae chega perto, vai ajeitar a coberta de uma delas e percebe que na verdade nao ha ninguem nos sofas. As tres meninas fizeram bonecos de trapo e nao estao na casa.
Panico! A mae sobe as escadas correndo, acorda o pai, que acha que e melhor continuar dormindo, ele esta muito cansado. ( lembram da historia da bebada? sei nao se esse pai nao e o mesmo...). A mae que tambem parece ser a mesma, faz um AUE e o pai acorda sem reclamar e desce as escadas. Vai la participar do barraco.
Em minutos a mae liga para a filha, para a amiga da filha ( ninguem atende o telefone), para a mae da amiga e para um amigo de confianca das meninas. O garoto localiza as tres fugitivas. A mae, de pijamas entra no carro e vai atras delas. Seguindo as instrucoes, encontra as tres na frente do cinema, sozinhas.
Nenhuma alma viva nas ruas. Nenhum carro. Nada. So as tres delinquentes, olhando assustadas para a mae que esta H I S T E R I C A.
A mae arranca o telefone das maos das tres, poe as tres no carro, bate a porta com forca e volta pra casa. A caminho de casa liga pros outros pais, avisa que encontrou as tres fugitivas e pede que eles venham buscar as suas filhas. Essa noite, so a sua filha vai dormir em casa.
O que segue e aquela lenga - lenga. Pais chegam, pedem desculpas, criancas tentams e explicar ( cada uma em sua lingua nativa, ja que o grupo e totalmente internacional ) e todo mundo vai pra casa.
E a menina, que tinha acabado de sair do castigo de 4 meses, volta pra prisao domiciliar.
Sera que essa historia nunca acaba?
PS O inquerito apurou que as tres ficaram com "tedio" e ligaram para uma quarta amiga, que por sua vez estava passeando de carro com um cara que ninguem conhecia, e passou para busca-las. A gracinha nao durou mais que meia hora, e quando elas perceberamq ue tinham sido descobertas, pediram pro garoto deixa-las em frente ao cinema, onde a mae as encontrou...
MANHE, EU FUI UM ANJO!!! Ajoelhe e agradeca a Deus a adolescente boazinha que voce teve. Nem todo mundo tem a mesma sorte...
*********************************************************************
Imagine a house with a family with father, mother and two teenage daughters. There must be millions of homes exactly like that, right? Today the story happens in one of these houses ... a random one...
The daughter had been grounded for four months. During this time, she could not go out, she was not allowed to parties, friends houses or anywhere apart from school. For a month she has been out, in probation. Part of the "new deal" is her parents always calling to confirm where she is, she has strict times to get home. If she will sleep in a friend's house, the parents call and talk to the responsible adult in the other house too. If no one can speak English over there, the daughter can not go. Simple and straight forward.
And then it is New Year's Eve. The daughter already planned to go and spend the evening at a friend's party. Everything is confirmed, the mothers have talked and it is all organised, all good to go. The daughter got the green light.
Just before the girl leaves to the party, another mother arrives, bringing the girl's friend (who is also going to the same party).
The mothers exchange pleasantries ... the visitor asks:
- How's your other daughter?
- Well, thank you
- And her back?
- What do you mean?
- She hurt her back. Your daughter came to sleep over last week, remember? And she got a call saying t her sister was in hospital with an injured back. My daughter even went out with her to visit the sis.
- DAUGHTEEEEEERRR!
One of the girls comes down the stairs, smiling
- What happened to your back?
- My back? Nothing!
- Daughteeeeer TWOOOOOO!
The other girl comes down the stairs, but the mother can see no smile.
- What is this story about your sister, back injuries and hospitals?
Both girls ( the one who lives in the house and the visitor) start speaking their own language to their mums. In Portuguese and Turkish they try to get out of trouble and blame it all on the friend.
In summary: the mother's visitor goes away and leaves her daughter (what??) so she can still go to that party. The mother who lives in the house ( and now has three teenagers at home - her two, plus the one recently dumped there) did not think it was appropriate to let them go to the New Year's party as they recently lied to their parents. She grounds both girls, calls the other mother and explains both girls are staying at the house, and if she wishes, she can come and collect her daughter. Both girls stay and decide to invite a third girl to spend New Year with them. No one in the house knows this new girl.
In the house, there is a party for about 20 people, mostly adults. The girls sort of join in. Parents are happy that everything ended peacefully. Or so they think.
2 am the last guest leaves, the parents lock the door, go to bed.But before going up the stairs, they specifically warn that from that hour onwards no one else can come to the house. It is now too late. Time to go to bed!
4 in the morning the mother awakens a little startled. She goes down the stairs and sees the three girls sleeping in the TV room. So cute. But wait ... are they sleeping with their shoes on? And huge shoes ... they look like boys shoes!
The mother comes close to them, and realizes that in fact there is no one sleeping on sofas. The three girls made rag dolls and are not at home. They simply left.
Panic! The mother runs up the stairs, the father wakes up, he thinks it is best if he stays asleep, he is very tired. (Remember the story of a drunk girl? I wonder if it is the same parent of if parents are all the same now a days ...). The mother also seems to be the same, because she sort of throws a tantrum and the dad wakes up and join the search for the missing teens.
In minutes, the mother calls her daughter, her friend's daughter (no one answers the phone) the mother's friend and a trusted guy who is friends with the girls. The boy finds the three fugitives. The mother, in her pajamas, jumps on her car and goes after them. Following the boy's instructions, find the three in front of the cinema.
There is not a living soul on the streets. No car. Nothing. Only the three offenders, who are very scared of the mother who is HYSTERICAL
Everything is pretty straight forward after that. The mother confiscates the phones, calls the other parents, demand they come and collect their kids. That night only the girl will sleep in her house.
Parents arrive, apologize, kids all try to explain what happened (each one in her own language, as the group and fully international) and everyone goes home.
And the girl, who had just been set free from her grounding, is back under house arrest.
Will this cycle never end?
PS The investigation showed the three were "bored" and called a fourth friend, who was driving around with a guy that nobody else knew. The two of them came ang got the three bored friends. The fun did not last more than half an hour, when they got all the phone calls, they quickly asked to be dropped off in front of the cinema, where the mother found them ...
Dear MOTHER ( my mother now), I WAS AN ANGEL! Go down on your knees and thank God for the amazing teen you had. Not everyone has the same luck ...
domingo, janeiro 1
Vamos ao desfecho de alguns "causos" recentes. Se voce chegou agora, mil perdoes ( mas vou colocar o link dos posts referentes aos devidos "babados".
Let's see how some of the 2011 stories ended. If this is the first time you visit me, I am sorry ( but I will put a link to the original post, so if you are interested, you can find out what the hell I am talking about)...
1 - O telefone roubado
Como a minha generosidade e infinita, eu dei mais de 20 dias para o
Amanha vamos a delegacia prestar queixa.
1 - The stolen phone
Because I am
Tomorrow off I go to the Police station. The joys of motherhood...
2 - A empregada do vizinho
O vizinho chegou de viagem e por coincidencia, eu o encontrei no portao de casa. Pensei, pensei, e resolvi contar o babado para ele. Me coloquei no lugar do individuo e cheguei a conclusao de que eu gostaria de saber das aprontacoes da empregada na minha ausencia.
O cara, simpaticissimo, ficou super grato e "devolveu" a empregada para a agencia.
2 - The neigbor's maid
After long and serious consideration, I decided to tell my neigbor what his maid has been up to while he was away. He was very polite, listened to my story and took the maid back to the agency... I still think I did the right thing, because I don't believe the woman was in her right state of mind.
3 - O correio
Esse babado nao esta nem perto do fim. A minha prima prometeu ir ao correio Londrino e pegar uma carta dizendo que o pacote nao foi entregue no endereco correto. So Deus sabe se eles vao fazer a carta ou nao - e se fizerem, so Alah sabe se isso vai ajudar a alguma coisa aqui em Bahrain. Mas vamos tentar, por que a esperanca e a ultima que morre...
3 - Post Office saga
This is far from finished. I have asked my cousin to get a letter from the UK Post office explaining the parcel never made to it's destination. Only God knows if she will manage to get one, and even if she does, only Alah knows if it will work here in Bahrain. But we will try, because one should never lose hope!
4 - O cabelo
A filha mais velha nao ficou muito satisfeita com o cabelo cor de cebola ( com o qual eu ja ate me acostumei), e jura que vai tentar mais uma vez, dessa vez com uma tinta MAIS loira...
4 - The hair
My older child is not happy with her new onion hair color. She insists she will dye it again, but this time with a blonder tone... Oh God!
segunda-feira, dezembro 19
Filhos, Filhos... Kids, Kids...
Today my oldest daughter came home totally happy, with a friend and dye for her hair. She has been talking about colouring her hair for ages, and I always say it is not a good idea.
I disagree with the whole hair colouring for several reasons :
- she is just gorgeous the way she is. There is no need to interveine.
- if she chooses the wrong "blond"tone, she may end up looking like a "street girl"
- dye damages the hair
- if you do not maintain the cloured hair "coloured" it looks cheap, ugly and trashy
- and because she is my little girl - far to young to do all these things she wants to do
But she came home with the dye, the friend to apply it, and I thought it was better not to fight it. The box showed a platinun blond - yep - one of those used by "professionals" in the street.
My blood froze, I begged her not to do it, but she did.
Thank God she left it for 25 minutes only, and instead of platinum blond, her hair is now onion peel colour. I still think she looks much better with her natural hair colour, but at least she won't be mistaken by a whore when she walks alone in the streets.
What a mother has to settle for...
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Hoje minha filha mais velha chegou em casa com uma caixa de tinta de cabelo e uma amiga de15 anos que se auto intitula uma expert em tingimento de cabelos.
Ha tempos ela vem falando em pintar os cabelos, e ha tempos eu venho tentando desencoraja-la.
Ja desisti de proibir as minhas filhas de fazerem as coisas. Nao funciona, eu me aborreco e elas fazem assim mesmo.
Os meus argumentos sempre foram simples:
- o cabelo dela e lindo
- ela e muito nova pra colocar quimicos no cabelo
- tintura resseca o cabelo
- cabelo tingido da trabalho e se nao for bem "mantido"fica muito feio
- depois que voce tinge, e preciso retocar periodicamente, se voce se esquece/nao tem tempo/ nao faz, o cabelo fica zebrado e horroroso
- ela e minha filhinha - nao e pra ficar brincando de gente grande antes da hora...
Mas qdo eu vi que a batalha estava perdida mesmo, tentei me segurar nos tamancos e nao sair tendo xiliques. A caixinha da tinta mostrava um cabelo loiro platinado, digno da mais rale zona do meretricio. Fiquei apavorada. Imagina a minha emnininha parecendo uma "profissional das esquinas"...
Coloquei meu medo, argumentei, pedi. E ela foi pro banheiro e botou a tintura no cabelo. Deixou so 25 minutos, entao ao inves do loiro platinado, ela adquiriu um cabelo cor de casca de cebola, meio abobora, meio gengibre.
Melhor que a marca registrada das mulheres de programa, ne nao?
A essa altura do campeonato, considero o resultado uma vitoria!
I disagree with the whole hair colouring for several reasons :
- she is just gorgeous the way she is. There is no need to interveine.
- if she chooses the wrong "blond"tone, she may end up looking like a "street girl"
- dye damages the hair
- if you do not maintain the cloured hair "coloured" it looks cheap, ugly and trashy
- and because she is my little girl - far to young to do all these things she wants to do
But she came home with the dye, the friend to apply it, and I thought it was better not to fight it. The box showed a platinun blond - yep - one of those used by "professionals" in the street.
My blood froze, I begged her not to do it, but she did.
Thank God she left it for 25 minutes only, and instead of platinum blond, her hair is now onion peel colour. I still think she looks much better with her natural hair colour, but at least she won't be mistaken by a whore when she walks alone in the streets.
What a mother has to settle for...
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Hoje minha filha mais velha chegou em casa com uma caixa de tinta de cabelo e uma amiga de
Ha tempos ela vem falando em pintar os cabelos, e ha tempos eu venho tentando desencoraja-la.
Ja desisti de proibir as minhas filhas de fazerem as coisas. Nao funciona, eu me aborreco e elas fazem assim mesmo.
Os meus argumentos sempre foram simples:
- o cabelo dela e lindo
- ela e muito nova pra colocar quimicos no cabelo
- tintura resseca o cabelo
- cabelo tingido da trabalho e se nao for bem "mantido"fica muito feio
- depois que voce tinge, e preciso retocar periodicamente, se voce se esquece/nao tem tempo/ nao faz, o cabelo fica zebrado e horroroso
- ela e minha filhinha - nao e pra ficar brincando de gente grande antes da hora...
Mas qdo eu vi que a batalha estava perdida mesmo, tentei me segurar nos tamancos e nao sair tendo xiliques. A caixinha da tinta mostrava um cabelo loiro platinado, digno da mais rale zona do meretricio. Fiquei apavorada. Imagina a minha emnininha parecendo uma "profissional das esquinas"...
Coloquei meu medo, argumentei, pedi. E ela foi pro banheiro e botou a tintura no cabelo. Deixou so 25 minutos, entao ao inves do loiro platinado, ela adquiriu um cabelo cor de casca de cebola, meio abobora, meio gengibre.
Melhor que a marca registrada das mulheres de programa, ne nao?
A essa altura do campeonato, considero o resultado uma vitoria!
sexta-feira, dezembro 16
ser mae... as vezes e duro! Sometimes, motherhood is hard!
Tudo muito lindo, tudo muito fofo, aquela maravilha. E a maternidade acaba nem sempre sendo o mar de rosas que as propagandas de fralda descartavel promete...
Tenho duas adolescentes que entram e saem de castigos variados como nadadoras especializadas em nado sincronizado. Sempre posso contar em ter uma delas em casa. Contra a vontade dela, claro.
Os motivos sao os mais variados: nota baixa, nao chegar em casa no horario combinado, contar aquela mentirinha branca, contar a outra mentira nao tao branca assim, desobedecer, fazer grosserias e malcriacoes... e a lista pode nunca mais ter fim.
O problema e que mae tem que educar, tem que disciplinar, tem que ser aquele saco sem fundo de paciencia e ferramentas apropriadas pra cada xilique adolescente. Ninguem se lembra que mae tambem e de carne e osso, e que tem limites. E eu nao me lembro de ninguem ter me avisado dos efeitos colaterais da maternidade!
+++++++++++++++++++++++++++++++++
All very good, all very fun, but being a mother of two teenager girls is not the easiest thing on earth.
I don't remember anyone telling me the colateral effects of having kids. Every one else's children seems to be polite, well mannered, make the perfect decisions and be responsible and reasonable at all times.
Why are mine soooo different?
What went wrong?
No, I don't regret having them. Not for a second, but I wish people remembered mothers are also human beings - and we do have our "wants and needs"too.
We are not only taxi drivers/cookers/maids/counsellers.
Oh God, tomorrow will be a whole new day. And I hope to wake up in a house with two teenagers, not seven like I have at the moment. tell me - these kids have no parents?? It is past 1 am already...
Tenho duas adolescentes que entram e saem de castigos variados como nadadoras especializadas em nado sincronizado. Sempre posso contar em ter uma delas em casa. Contra a vontade dela, claro.
Os motivos sao os mais variados: nota baixa, nao chegar em casa no horario combinado, contar aquela mentirinha branca, contar a outra mentira nao tao branca assim, desobedecer, fazer grosserias e malcriacoes... e a lista pode nunca mais ter fim.
O problema e que mae tem que educar, tem que disciplinar, tem que ser aquele saco sem fundo de paciencia e ferramentas apropriadas pra cada xilique adolescente. Ninguem se lembra que mae tambem e de carne e osso, e que tem limites. E eu nao me lembro de ninguem ter me avisado dos efeitos colaterais da maternidade!
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All very good, all very fun, but being a mother of two teenager girls is not the easiest thing on earth.
I don't remember anyone telling me the colateral effects of having kids. Every one else's children seems to be polite, well mannered, make the perfect decisions and be responsible and reasonable at all times.
Why are mine soooo different?
What went wrong?
No, I don't regret having them. Not for a second, but I wish people remembered mothers are also human beings - and we do have our "wants and needs"too.
We are not only taxi drivers/cookers/maids/counsellers.
Oh God, tomorrow will be a whole new day. And I hope to wake up in a house with two teenagers, not seven like I have at the moment. tell me - these kids have no parents?? It is past 1 am already...
domingo, dezembro 4
Today my husband received a text on his mobile:
- Would you go out with me? Connor
It turns out our younger child called this boy from her dad's mobile, and he thought it was a great idea to invite her out BY TEXT.
Just imagine how embarassed this boy is now... Yeah, of COURSE we told him...
**************************************************************
Hoje meu marido recebeu um torpedinho no celular dele:
- Coce quer namorar comigo? Connor.
Acontece que a nossa cacula andou ligando do telefone do pai pra esse menino, quando o celular dela estava sem bateria.
E ele achou que era a coisa mais normal do mundo pedi-la em namoro por torpedo. O que ele nao imaginava e que o celular era do pai dela...
Claaaaro que nos contamos!!!
- Would you go out with me? Connor
It turns out our younger child called this boy from her dad's mobile, and he thought it was a great idea to invite her out BY TEXT.
Just imagine how embarassed this boy is now... Yeah, of COURSE we told him...
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Hoje meu marido recebeu um torpedinho no celular dele:
- Coce quer namorar comigo? Connor.
Acontece que a nossa cacula andou ligando do telefone do pai pra esse menino, quando o celular dela estava sem bateria.
E ele achou que era a coisa mais normal do mundo pedi-la em namoro por torpedo. O que ele nao imaginava e que o celular era do pai dela...
Claaaaro que nos contamos!!!
segunda-feira, outubro 24
Drunkness
True story. Names omitted to protect the drunk.
- You're late. Where are you?
- In the taxi. Almost there. 10 minutes.
- You sound weird. Are you drunk?
- Nooooo.
10 minutes later ...
- Where are you?
- In the taxi. 10 minutes.
Mother looses her patience and yells at her daughter who is still not making sense or saying where she is.
Mother wakes father up. father gets fed up because he wants to sleep. He does not seem to believe in shared responsibilities.
Mother has an idea. She locks the gate, the front door and go for a long bath. The daughter will have to ring the bell when she arrives. That will wake Father up to open the door - then he will have to take some responsibility. Master plan! Mother is a genius.
Plan failed. Daughter did not come home.
Mother calls again (what happened to shared responsibility? Father went back to sleep a long time ago).
Daughter did not pick up the phone.
Daughter called back. Weeping. Asking someone to go pick her up from the cinema, less than 5 minutes away from her house.
Mother was very upset, sick of all the lying ( what happened to her child being in a taxi, 10 min away?), She decided to give the phone to Father who once again complained about being woken up.
Father moans, but goes towards the car. He was going to pick his daughter up.
Mother sees what is happening and takes the opportunity to excell in creativity. She quickly changes her clothes, get into her Winnie the pooh pajamas and joins father in the rescue jorney.
They arrive at the cinemato find the drunk daughter amongst 20 boys. Daughter gets in the car, mom runs out of the car, wearing her Winnie the Pooh nightie.
Mother questions the boys, the movie theater employees andwhoever she can get ahold of.
Father stays in the car. Quiet.
Daughter sits in the back. Even quieter.
Mother, who was already angry, becomes even more furious when she hears the story.
Daughter left home and went to a neighborhood she is forbidden to go without adult supervision. She went with semi-strangers, boys she recently met at school. She lied saying she was going to a friend's house where the parents could no speak English, so no way Mother would be able to speak with them. Daughter then drunk wisky and got drunk.
Mother feels disappointed, angry, worried. All at the same time. And she does not feel very forgiving. She slaps her daughter's face and get into the car. The family goes home.
- My face hurts.
- It hurts because you got a slap.
- Who slapped me?
- I did, I gave you a slap ...
And only then Mother realised there were no learnings from the experience.
- You're late. Where are you?
- In the taxi. Almost there. 10 minutes.
- You sound weird. Are you drunk?
- Nooooo.
10 minutes later ...
- Where are you?
- In the taxi. 10 minutes.
Mother looses her patience and yells at her daughter who is still not making sense or saying where she is.
Mother wakes father up. father gets fed up because he wants to sleep. He does not seem to believe in shared responsibilities.
Mother has an idea. She locks the gate, the front door and go for a long bath. The daughter will have to ring the bell when she arrives. That will wake Father up to open the door - then he will have to take some responsibility. Master plan! Mother is a genius.
Plan failed. Daughter did not come home.
Mother calls again (what happened to shared responsibility? Father went back to sleep a long time ago).
Daughter did not pick up the phone.
Daughter called back. Weeping. Asking someone to go pick her up from the cinema, less than 5 minutes away from her house.
Mother was very upset, sick of all the lying ( what happened to her child being in a taxi, 10 min away?), She decided to give the phone to Father who once again complained about being woken up.
Father moans, but goes towards the car. He was going to pick his daughter up.
Mother sees what is happening and takes the opportunity to excell in creativity. She quickly changes her clothes, get into her Winnie the pooh pajamas and joins father in the rescue jorney.
They arrive at the cinemato find the drunk daughter amongst 20 boys. Daughter gets in the car, mom runs out of the car, wearing her Winnie the Pooh nightie.
Mother questions the boys, the movie theater employees andwhoever she can get ahold of.
Father stays in the car. Quiet.
Daughter sits in the back. Even quieter.
Mother, who was already angry, becomes even more furious when she hears the story.
Daughter left home and went to a neighborhood she is forbidden to go without adult supervision. She went with semi-strangers, boys she recently met at school. She lied saying she was going to a friend's house where the parents could no speak English, so no way Mother would be able to speak with them. Daughter then drunk wisky and got drunk.
Mother feels disappointed, angry, worried. All at the same time. And she does not feel very forgiving. She slaps her daughter's face and get into the car. The family goes home.
- My face hurts.
- It hurts because you got a slap.
- Who slapped me?
- I did, I gave you a slap ...
And only then Mother realised there were no learnings from the experience.
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