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domingo, junho 1

Voltei! I am back!



Não tenho nem como descrever esses ultimos seis meses. Minha vida virou no avesso, deu três nós, rolou escada abaixo, agonizou um pouco (muito) e agora parece ( bate na madeira) que está começando a passos lentos, voltar ao normal.
Sem deixar vocês entediados, tivemos de tudo por aqui. Filhas largando colegial, filha doente, hospital, ambulancia, marido doente, casa em colapso absoluto, falta de grana, falta de perspectiva, gato doente,  nervos a flor da pele, mae/esposa á beira de uma crise nervosa/depressiva/histérica/assassina... 
E do outro lado da moeda tivemos duas filhas entrando na faculdade ( isso mesmo, sem acabar o colegial), uma empresa nova ( 14 horas de trabalho por dia), filha tirando carta, outra filha tirando carta, avô dando carro de presente, recuperação lenta - mas constante da saúde de todo mundo (inclusive do gato).

Fiquei chata, ranzinza e nem eu me suportava mais. Isso por que nos dias bons, já não sou essa doçura, imagina com o bicho pegando por todo lado.

Minha sogra, minha mãe e uma amiga despencaram do Brasil para cá para ajudar - e eu nem imagino como as coisas teriam sido sem elas por aqui!

Mas vamos deixar de nhe nhe nhe, e eu quero dizer que quero muito voltar prá cá. Dividir minhas maluquices com vocês, ter vocês rindo de mim e comigo. Dividir essa energia boa que sempre me fez tão bem - e o mais importante, levar os puxões de orelhas que eu tanto mereço!

Amo vcs. Tô de volta!

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I can't even start to describe this last six months where I was a "bit absent". It all happened at once in this house and I was thrown in a zombi mode. I did what I had to do, when I had to do it, but anything that was not vital for this family member's survival, was left on the side.

I missed the blog and you guys like crazy, but there was no way I had the energy to even open the lap top - let alone pour out my heart as I normally do.

Just quickly: both my kids dropped out of high school. They would be the first generation of non college educated kids in our family - from the grandparents down, everyone has a paper to hang on the wall. Some of us have several. My kid got really sick and we were dealing with docs, hospitals, ambulances and emergency rooms on regular basis - every night i prayed for her life. Literally. My husband also got sick, probably due to the stress and pressure. Our cat followed suit. We run out of money. The house totally collapsed and I have no clue how I managed to get out of bed most mornings.

On the other side, both my kids got admitted into college ( hurray - they will also have papers to hang on walls), they both got their driver's licenses, grandad sent money for a car, everyone's  health got on a mend path and we opened a second business that is using most of my time, energy.

I missed you like crazy. But I am now back. hopefully.

quinta-feira, dezembro 12

Amiga de faxina/ Cleaning friend



Eu odeio fazer faxina, arrumar e limpar casa. Todas as tarefas domésticas me entediam e algumas chegam a me irritar.
Tive a sorte ou o azar de crescer com empregadas e de poder te-las durante a maior parte da minha vida. 
Nessa minha nova fase, morando nos Estados Unidos e super dura, empregada nem entra na lista das 100 coisas mais prováveis de acontecer na nossa vida. Nem hoje, nem amanhã, provavelmente nem nunca.
Aí entra o meu desespero de ter que cair na real e cuidar da casa.
Só que como eu cresci com bajulação, meu marido também cresceu. E minhas filhas, que por serem adolescentes já são bagunceiras, por terem tido a mesma mamata, são completamente alheias a tudo que se refira a arrumar uma casa.
Tomam leite e deixam o galão de leite e o pote de chocolate em pó abertos em cima da pia. Respingos de leite e chocolate em pó espalhados pela bancada, respingos no chão, o microondas todo esburrifado e a xícara abandonada na primeira superficie encontrada depois que o chocolate quente se for.
Isso prá um simples chocolate quente. Imagina as outras coisas do dia a dia.
Não me entendam mal. Eu soud esorganizada. E bagunceira. Mas detesto sujeira e não tenho dado conta de arrumar as coisas tempo suficiente para que a casa pareça decente.
Eu oscilo entre limpar e esfregar tudo, largar que o circo a casa pegue fogo,  pegar as coisas espalhadas pela casa e jogar tudo no lixo... Não tenho consistencia nem disciplina. Autoridade com as meninas também não tenho. 
Mas essa semana a minha paciencia se esgotou. Cheguei no meu limite.Até chorei.
Essa bagunça tem que acabar.
Umas duas vezes eu cheguei a fazer auto promessas de faxinas profundas, só para sentir vontade de morrer, entrar embaixo das cobertas e ficar pedindo para a defesa sanitária vir interditar a casa!
Aí apelei para o golpe mais baixo da humanidade.
Chamei uma amiga para me ajudar.
Eu tenho amigos maravilhosos. Amigos com amor suficiente para durar uma vida e meia. Amigos de farra, de efsta e de risadas. Amigos para as horas dificeis. Amigos para tudo e para sempre.
Mas até hoje nunca tive uma amiga de faxina. 
Hoje logo depois do almoço, ela chegou. E já veio com a macaca.
Arrastamos moveis. Batemos tapetes. Limpamos, aspiramos, esfregamos, e eu achei que eu ia morrer não iamos acabar nunca.
Mas acabamos.
E a partir de hoje está na garagem a caixa dos achados e perdidos. Tudo o que estiver fora de lugar, vai parar lá. Sem dó nem piedade!!

Waneska, minha amiga. Quando você precisar de ajuda para faxinar a sua casa, juro que eu te ajudo a encontrar alguém apto ao trabalho!!!

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I hate cleaning , tidying and taking care of a house. I find all  household chores unbearable  and some even make me mad .
I was lucky or unlucky enough to have maids most of my life.
Now, living in the United States I have to adjust to a harsh reality. No maids for me. Not now, probably not ever again.
My husband and my kids suffer from the same problem. We never learnt to take care of ourselves, let alone our own homes.
My kids are messy, and leave everything scattered. If they make themselves a hot chocolate, they leave the open bottle of milk on the sink and the glass somewhere near where they drunk it.
I oscillate between cleaning and scrubbing everything, leaving the house a mess, grabbing things scattered around the house and throw it in the trash ... I have no consistency or discipline in my actions, so nothing works.
But this week my patience run out. I reached my limit. I even cried.
This mess has to stop .
A couple of times I made self promises of deep cleanings , just to get under the covers and hope it is all a nightmare.
When I thought it was all lost, I tried the unimaginable. I called a friend to help me .
I have wonderful friends . Friends with enough friendship to last a lifetime and a half . Friends to have fun with and friends to party non stop.I also have friends for difficult times . Friends that I know are there for me and will be my friends forever .
But until today I never had a housecleaning friend.
Today right after lunch , she arrived like a hurricane.
We dragged  furniture . Beat rugs up to get rid of the dust. We cleaned , vacuumed , scrubbed , and I thought it would never end and I would just die before the job was done.
But it eventually ended.

And from today onwards, the house has a lost and found box at the garage. Anything found out of place will be placed there. merciless.

Waneska, if you ever need help cleaning your house, please let me know. I will move Earth and Heavens to find someone to help you!!


domingo, março 13

Bahrain - hoje


Ha algum tempo Bahrain desapareceu da midia. A situacao da Libia tem tomado conta dos jornais, o terremoto da Nova Zelandia foi sensacao ate o Japao chacoalhar e deixar a tragedia de Christchurch parecendo brincadeira de criancas.

Ha tristeza, destruicao e mortes por todos os lados - eu ja nem sei mais por quem chorar e para quem ligar pedindo noticias. Nesse mundo globalizado, tenho amigos com familia na Libia, tenho grandes amigos na Nova Zelandia e tenho primos e amigos no Japao. Meu coracao fica descompassado cada vez que ligo a TV.

Enquanto isso, em Bahrain, que nao aparece mais na midia internacional, os protestos continuam.
Ate hoje a coisa estava funcionando mais ou menos assim: manifestantes nas ruas, em pracas, em frente a orgaos publicos. cada dia num lugar diferente.

Protestos por todo lado, o governo mudando ministros ( 5 ate agora), baixando o preco das casas, oferecendo beneficios financeiros aos locais, cedendo aqui, ali e chamando a oposicao para negociar a serio e a oposicao nao comparecendo.

Os protestos estao aumentando e o governo esta perdendo a paciencia. Hoje os manifestantes fecharam uma avenida importante, baguncaram todo o transito, a policia tirou os protestantes das ruas, teve gas lacrimogeneo e bala de borracha outra vez.

E enquanto o circo pegava fogo, o pessoal anti governo ia para o centro, fazer numero, aumentar a massa. Os hospitais de pronto aviso, esperando feridos, preparados para o pior.

Na minha modesta opiniao, o grande problema e a grande rede de fofoca e especulacao que se forma em volta dos fatos. Em pouco tempo o AUE estava formado e as pessoas falando em tiros, fatalidades, exercito invadindo pracas e uma serie de coisas que nunca aconteceram e que espalharam histeria e medo pelo pais.

Fui fazer uma massagem, e quando acabei, estava relaxada e feliz quando a recepcionista da clinica comecou a contar historias de tiroteios que estavam acontecendo naquele exato momenbto ( e que nunca aconteceram de verdade). Pouco depois toca o meu telefone e e o porteiro do meu condominio:

- Madame, volta ja pra casa! Perigo na rua.

Minha sogra que esta nos visitando, ficou um pouco insegura e nos voltamos mesmo. O trabalho do Fabio o liberou 2 horas mais cedo.

Espero que a normalidade volte a Bahrain. Isso esta muito chato!

segunda-feira, junho 28

FELADAPUTA

Me lembrei de um dia que fui buscar as minhas filhinhas na escola. Os anjinhos tinham 9 e 10 anos, mais ou menos. Moravamos em Palmerston North, na Nova Zelandia.

Cheguei bem na hora do intervalo,e  as criancas corriam, pulavam, brincavam. Uma cena linda!

De repente, comecei a ouvir um som relativamente conhecido. A palavra nao me era estranha, mas eu nao conseguia identificar nem a lingua, nem o significado.

As criancas, enquanto brincavam, gritavam essa palavra descoordenadamente familiar.

Prestei mais atencao e vi que o grito vinha quando alguem estava meio aborrecido - com a brincadeira, ou com um amiguinho. Agucei meus ouvidos, aquilo estava ficando interessante!

De repente me dei conta do que as criancas estavam berrando umas pras outras:

- FELADAPUTA!

Como as minhas filhas eram as unicas brasileiras da escola, me sobrava muito pouca duvida sobre quem seriam as professoras encarregadas dessa aulinha de linguas,ne?


- ANIIIITTTTTAAAAAA! LIIIIIIIAAAAAAA!!!!

domingo, junho 13

MEXICO X AFRICA DO SUL

Estou assistindo o jogo em casa, com um casal de amigos.
A Africa do Sul marca o primeiro gol. Eu pego o telefone e comeco a discar o numero da minha amiga Mexicana.

Ligo, ligo, ligo...NADA!

Adelaide, que esta vendo o jogo comigo, pergunta:

- O que vc esta fazendo?

- To ligando pra Yolhi.

- Inaie, voce e muito ma. Que sacanagem! Isso nao se faz...Vai zoar com a menina que acabou de levar um gol...

Continuo discando e ela continua nao atendendo a ligacao.

Quando a Adelaide se toca que a outra nao vai responder, ela fala:

- Po, liga do meu celular que ela nao conhece o numero.  ( de alguma forma toda a preocupacao em ser politicamente correta e legal desapareceram...kkk)

Ligamos. Yolhi atende o telefone e a gente grita, com toda a forca dos nossos pulmoes:


- GOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLL

um minuto de silencio e a Yolhi responde:

- Mas nao foi gol do Mexico!

Rolei de rir. E ela nao e nem loira!