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quarta-feira, janeiro 5

As promised: the day I slapt the taxi driver

2005, I was living in Sharjah, UAE. I had all kinds of sad experiences with taxi drivers who had no clue where to go, how to speak English or how to clean his car. I was pissed off already.

Coming back from Dubai, Rosana and I decided to share a cab. he would leave her at her place and drive me home, her apartment was on my way, anyway.

She put her things on the back of the car and we took off. When she arrived, she got off the car, and went around it, to take her shopping bags.

The driver just drove off.

I asked him to stop. I signaled, i mimed, I yelled and screamed. When I saw the big avenue approaching, I lost my cool and gave him a big slap on the shoulder. It surprised him and he stopped immediately.

Rosana managed to get her belongings and I pretended nothing had happened. He did not say I word, I did not say a word. But he could not take his eyes off me the rest of the journey. My theory is that he fell in love...

atendendo a pedidos, eu divido com voces, o tabefe no taxista...

2005 - eu morava em Sharja, nos Emirados.
Vivia tendo problemas com taxistas que nao falavam ingles, nao conheciam o caminho, cheiravam mal...
Juro que eu ja estava de saco cheio.
Ai um dia, peguei um taxi com a Rosana, minha amiga. Ela botou as compras dela no porta malas e pedimos para ele fazer duas paradas. Uma na casa dela, que era antes da minha, e depois me levar pra casa.

Depois de muito esforco para explicar o caminho, chegamos ao apartamento dela. A rosana desce do carro, e quando vai dar a volta para pegar as coisas no porta malas, o fulano comeca a dirigir.

Eu peco para ele parar.
Eu explico que as coisas estao no porta malas.
Eu levanto a minha voz.
Grito.
Grito histerica.

Nada. O cara continua dirigindo. E eu vejo que em poucos metros ele vai entrar na avenida do corniche, e para fazer o retorno ali, vai ser um perereco, e uma fortuna. O taximetro correndo...

Quando me vi sem alternativas, lasquei-lhe um tabefe no ombro. Assustado, ele parou o carro - e a Ro pegou as coisas dela.

Nao expliquei nada. Ele tambem nao perguntou. mas passou o resto do trajeto me espiando pelo retrovisor.