Há 4 anos
domingo, julho 8
Dia triste / Sad day
Hoje nos despedimos de uma amiga querida, de uma guerreira sem igual. Deus resolveu levar prá junto dele a nossa querida Tina, lá do "Meu Cantinho na Roça". Perdoem por eu ñão postar o link, mas não consigo acessar nenhum blog aqui no Vietnam!
Essa mulher maravilhosa, lá do seu cantinho em Furnas, conseguiu tocar tantos corações mundo afora. Eram seus chazinhos todas as semanas, as fotos do café no pé, suas histórias da roça e o amor imenso com que ela falava do marido, dos filhos e dos netos que corriam na chuva, lá no terreiro, enquanto ela cozinhava no fogão a lenha.
Era tanto amor, tanto carinho, que ele transbordava do mundo virtual e vinha encher a nossa vida de alegria e azul. A Tina, que sempre tinha uma palavra amiga, uma oração na hora certa, um cafuné prá quem precisasse, hoje está lá no céu, sorrindo prá nós e tomando conta de todo mundo, como já fazia quando estava lá no seu cantinho.
Obrigada pelo carinho, pelo cuidado e pelo amor que você nos dedicou. Vá em paz, minha querida!
Today we lost a very special person. Tina, from a brazilian blog called "meu cantinho na Roça", left this world to join God and his angels.
This wonderful woman spared no effort to comfort who needed her. She always had a kind word to help people who reached for her.We will miss you, my friend!
Hoje aproveitei para visitar a catedral de Hanoi. Minha amiga, que mora aqui no vietnam há tempos, disse que ela nunca encontrou a caedral aberta. Nos aventuramos assim mesmo, e quando cheguei lá, sorri e agradeci - as portas estavam abertas e eu pude me ajoelhar em frente ao altar e fazer a minha prece para a Tina, minha amiga querida!!
And to farewell Tina, I visited hanoi's cathedral. My friend, who lives in Vietnam, said she never managed to visit the interior of this cathedral, as it is always closed. We decided to give it a go, and when we got there, we were surprised and grateful to find it's doors open. I had the chance to kneel and pray for my dear friend in a proper church.
sábado, julho 7
Mercado de rua no Vietnam - Street market - Vietnam
Acordei com um convite para ir conhecer uma feira de rua aqui no Vietnam. O problema é que teríamos que ir de vespa. Como eu nao sou de arregar na hora do aperto ( e eu estava doida prá ir), rezei três rosários, botei o capacete e fui.
Deixo as fotos falarem por si mesmas.
Today I woke up with an invitation to visit a street market. The catch was the transport we would use: one of teh local motorbikes. I could not say, no, so I prayed for my safety, put the helmet on, closed my eyes and off I went!
I will let the pics talk for themselves.
Galinhas vivas, esperando um comprador
Live chickens waiting for a buyer
Uma banca simples, onde a vendedora oferece galinha depenada e umas verdurinhas prá salada do almoço
Simple stand - here you can buy the chicken ( already dead and clean) and also get some greens for the salad
Tá vendo essa pilha de animais? São cachorros. Isso mesmo! Isso é uma banca de cachorros, já mortos e limpos, prontos para ir pro forno!
Do you know what these animals are? They are dogs. Dead, clean and read to be roasted.
Cachorros e patos, disputando a freguesia!
Dogs and ducks competing...
Tentei comprar umas flores para desembrulhar o estomago, mas assim que fui pagar, a mulher dobrou o preço. Ser estrangeira no Vietnam não é lá a melhor pedida.
I tried to buy some flowers to make my day a bit happier, but as soon as she looked at me, the price doubled. It is not easy to be a forener in Vietnam.
No chão, os patos es[eram a sua vez de ser abatidos. Em cima da mesa, os companheiros que já entraram na faca e ao seu lado, um saqyuinho de sangue fresco, prá quem qusier preparar um pato ao molho pardo. Na banquinha ao lado, outro vendedor de cachorros.
On the ground, ducks wait for their turn to be killed. On the table, their siblings who had worse luck and have already met the knife. Right next to them, their own blood, in plastic bags - just in case someone needs it to prepare the delicacy. On the neighboring table, another dog merchant.
O vendedor de cachorros não queria que eu tirasse fotos da "mercadoria"dele, mas não foi antipático. Ele dizia: Não! Não! Mas sempre com um sorriso no rosto.
The guy who sells dogs, did not want me to take pics of his "products", but he was never rude. he smiled and said No! No!
Depois da feira minha amiga arruma as sacolas para levar as frutas e verduras para casa, de vespa. Não, não compramos nenhum animal. No Vietnam, sou vegetariana!
Here my friend is organizing the bags to take all the fruits and veggies home, in her motorbike. No, we did not buy any meat. In Vietnam, I prefer to be vegetarian!
Deixo as fotos falarem por si mesmas.
Today I woke up with an invitation to visit a street market. The catch was the transport we would use: one of teh local motorbikes. I could not say, no, so I prayed for my safety, put the helmet on, closed my eyes and off I went!
I will let the pics talk for themselves.
Galinhas vivas, esperando um comprador
Live chickens waiting for a buyer
Uma banca simples, onde a vendedora oferece galinha depenada e umas verdurinhas prá salada do almoço
Simple stand - here you can buy the chicken ( already dead and clean) and also get some greens for the salad
Tá vendo essa pilha de animais? São cachorros. Isso mesmo! Isso é uma banca de cachorros, já mortos e limpos, prontos para ir pro forno!
Do you know what these animals are? They are dogs. Dead, clean and read to be roasted.
Cachorros e patos, disputando a freguesia!
Dogs and ducks competing...
Tentei comprar umas flores para desembrulhar o estomago, mas assim que fui pagar, a mulher dobrou o preço. Ser estrangeira no Vietnam não é lá a melhor pedida.
I tried to buy some flowers to make my day a bit happier, but as soon as she looked at me, the price doubled. It is not easy to be a forener in Vietnam.
No chão, os patos es[eram a sua vez de ser abatidos. Em cima da mesa, os companheiros que já entraram na faca e ao seu lado, um saqyuinho de sangue fresco, prá quem qusier preparar um pato ao molho pardo. Na banquinha ao lado, outro vendedor de cachorros.
On the ground, ducks wait for their turn to be killed. On the table, their siblings who had worse luck and have already met the knife. Right next to them, their own blood, in plastic bags - just in case someone needs it to prepare the delicacy. On the neighboring table, another dog merchant.
O vendedor de cachorros não queria que eu tirasse fotos da "mercadoria"dele, mas não foi antipático. Ele dizia: Não! Não! Mas sempre com um sorriso no rosto.
The guy who sells dogs, did not want me to take pics of his "products", but he was never rude. he smiled and said No! No!
Depois da feira minha amiga arruma as sacolas para levar as frutas e verduras para casa, de vespa. Não, não compramos nenhum animal. No Vietnam, sou vegetariana!
Here my friend is organizing the bags to take all the fruits and veggies home, in her motorbike. No, we did not buy any meat. In Vietnam, I prefer to be vegetarian!
sexta-feira, julho 6
Vietnam - primeiras impressões / Vietnam - first impressions
Depois de três
dias sem dormir e uma viagem bem longa ( uma chinesa veio chutando a minha
poltrona o voo todo e gritando: ponha sua cadeira para frente! Ponha sua
cadeira para frente!), finalmente cheguei ao Vietnam.
Como boa
marinheira de primeira viagem, “comprei” o auxílio aeroporto. Com esse serviço,
alguém iria me receber no avião e desenrolaria toda a burocracia de imigração
no Vietnam. Achei um bom negócio.
Assim que
desembarquei, vi um carinha com uma papeleta com o meu nome. Ele me pediu os
dinheiro da estampa do visto, os documentos que eu já havia preenchido e impresso,
e se dirigiu a um guichê imenso e completamente vazio, que dizia: estampa de
vistos!
Ele colocou
o visto no meu passaporte e me encaminhou para a fila de imigraçãom, que virava
quarteirões. O tal atendimento VIP, nada mais era que uma grande enrolação.
Fiquei meio mal humorada, esperei na fila junto com todo mundo e saí do
aeroporto, rumo a casa da minha amiga.
Minhas
malas chegaram sãs e salvas. Fiquei bem feliz!
Sabia que a
primeira coisa que eu tinha que fazer era tirar dinheiro. Sabia também que a
moeda local se chama DONG. Quando fui ao caixa eletrônico, tive que tomar a
minha primeira decisão difícil. Quantos dongs eu tiraria? Achei que uns 500
dolares seriam suficientes, mas a máquina decidiu por mim. O máximo que eu
poderia tirar eram 1.000.000 de dongs – US$ 50 .
Esquisitissimo
pedir um milhao de dinheiros no caixa eletronico. Mas lá fui eu, me sentindo a
própria milionária.
Fui á area
de desembarque doméstico, já que eu sabia que era mais barato pegar um taxi
ali. O dia estava muito quente e chovia prá dedéu. Quem me visse ali,
arrastando as malas, com um sorriso enorme no rosto, jamais imaginaria que eu
não vejo chuva há pelo menos 4 anos. Quem vive no Oriente Medio se esquece de
certas coisas.
Peguei um
taxi que não falava inglês, e não conseguia entender prá onde eu queria ir. O
mais engraçado é que embaixo do endereço, eu tinha o telefone de um taxista
Emirati. Mohamed XXX XXXXX. O mais engraçado é que o taxista insistia em
apontar pra esse nome e número e querer me levar prá lá. Juro que eu gostaria
de saber onde eu teria ido parar se aceitasse o plano dele.
No caminho,
vi plantações de arroz alagadas, vi vespas carregando cargas imensas e
continuei sorrindo, vendo a chuva bater na minha janela.
Quando
finalmente cheguei á casa da Fabi, fui recebida como realeza. Uma massagista me
esperava para “tirar o avião das minhas costas”. Depois da massagem, fomos jantar fora, num
bairro de expatriados. A vida no Vietnam é bem boa...
**********************************
After three days with no sleep and a very long trip (a Chinese lady kicked my seat all the way from Dubai to China , screaming : move your seat! move your seat!), I finally got to Vietnam.The company who organised my visa, also offered a service to "fast track"my entry into the country.Of course I bought it. Who would risk getting stuck in immigration in a foreign comunist country? The offer was clear: someone was going to meet me as soon as I got off the plane and would "fast track" my entry through a sea of bureaucracy and red tape.
Once I landed, I saw they were not joking. There was a man with my name on a board, waiting for me. He asked me for the documents ( I had to print some entry and departure declarations) the money for the passport stamp, and he went to a completely empty booth where signs clearly said: passport stamp. there was no queue, no hassles, nothing. He got the stamp, turned around and left.
The immigration queue was huge, and that burden I had to face all by myself. Charming... I was kind of upset, the VIP service I was promised turned to be nothing.
My bags arrived safe and sound. That made me pretty happy.
I knew the first thing I had to do was get some local money. I also knew the local currency is called DONG. At the ATM I had to decide how muh money would be enough. How many dongs would I need? I thought $ 500 would be enough, but the machine decided for me. The most I could get was 1,000,000 dongs - $ 50.It was very strange to request one million in cash. But there I was, feeling like a millionarie.I went to the domestic terminal, I already knew it would be cheaper if I did that, as most international turists just go out and get a taxi at the international arrivals, and they charge much more for it.
I knew the first thing I had to do was get some local money. I also knew the local currency is called DONG. At the ATM I had to decide how muh money would be enough. How many dongs would I need? I thought $ 500 would be enough, but the machine decided for me. The most I could get was 1,000,000 dongs - $ 50.It was very strange to request one million in cash. But there I was, feeling like a millionarie.I went to the domestic terminal, I already knew it would be cheaper if I did that, as most international turists just go out and get a taxi at the international arrivals, and they charge much more for it.
It was very hot and it rained. Anyone who saw me, thought I was crazy, there I was, dragging suitcases, with a huge smile on my face. It is hard to imagine who hasn't seen rain in four years.
My taxi driver spoke no English and had no idea where i wanted to go. The funny thing is that under the address, I had the phone number for an Emirati taxi driver. Mohamed XXX XXXXX. The taxi driver insisted on pointing at the name and number asking if I wanted to go there. I wonder where I would have ended up if I had said yes.On the way, I saw flooded rice fields, motorbikes carrying huge loads and I kept smiling, watching the rain hit my window.When I finally got to my friend's house, I was received like royalty. A masseuse was waiting for me to "take the plane from my back." After the massage, we went out for dinner in an expat neighborhood. Life in Vietnam is very good ...
quinta-feira, julho 5
Vida cão / Tough life
No
aeroporto de Dubai, encontrei muitos homens vindo do Afeganistão. Vários deles
trabalham para companias diferentes e tem contratos diferentes. Três homens de
Kosovo estavam a caminho de casa depois de 4 meses em campo.
Tive vontade de chama-lo de várias coisas, mas achei que ele não entenderia. Na cebeça doentia dele, ele vai em busca de uma noiva - a noiva vai ficar feliz em ter melhores oportunidades na vida, e os dois vão sair ganhando.
Eles
estavam doidos para ver as familias e reencontrar os filhos. Eles trabalham no
Afeganistão para poder oferecer uma vida digna ás familias, para poder oferecer
uma educaçao de qualidade aos filhos e para fugir da crise que assola o mundo
no momento.
Todos eles falaram dos filhos, me mostraram fotos, se emocionaram a me contar detalhes da vida das crianças. falavam com orgulho das conquistas e vitórias dos familiares na terra natal. eles em contaram que acordavam todos os dias as 3:30 da manha para falar um pouquinho com as suas familias, pela internet, antes de ir para o campo.
Fiquei
tocada com as histórias deles. Tive pena, e também fiquei comovida com o
sacrifício que esses homens fazem em nome das pessoas que eles amam. Só assim eles podem oferecer uma qualidade de vida satisfatória ás pessoas que eles amam. Lindo isso.
No campo
onde eles trabalham, são 15000 pessoas, que moram em tendas, comem comida de
batalhão, nao tem nenhum contato com a civilização ou com uma rotina normal por
4 meses. Eles me disseram que os quatro meses do Afeganistão são os mais longos que eles já viveram.O mesmo tempo em casa, simplesmente voa. Mas ao fim das férias, eles vão voltar ao campo. Vão voltar ás tendas e á comida ruim. Vão voltar a arriscar as proprias vidas. Por amor ás suas familias.
Encontrei
também um americano que viajava sozinho. Ele também estava voltando do Afeganistão. O
contrato dele é bem diferente. Ele tem 10 dias de férias a cada 4 meses. Como
ele não tem família, ele simplesmente trabalha, trabalha e trabalha. Hoje ele
está a caminho das Filipinas, vai “procurar” uma esposa.
Ele me
contou com tristeza nos olhos que ele não acredita em divórcio, que ele ainda
não superou a separação da primeira mulher. Ele falava sobre a dor do abandono
e a tristeza de não ter sido capaz de manter o seu casamento.
Quando
perguntei detalhes, ele me disse que ficou casado 5 anos, há 15 está separado.
Hoje ele tem 55 anos e não tem filhos. Ele me pareceu um cara decente, tive
pena.Quando fiz
mais perguntas sobre a possivel noiva Filipina, quase infartei. A menina tem 19
anos. A pena evaporou.
Como a
minha lingua é maior que a boca, eu já fui avisando que ele vai ser abandonado
de novo. Que a menina tem idade para ser NETA dele. E que ele não venha me
dizer que é amor, por que eles não se conhecem. Ele está entrando num acordo
comercial – e raros acordos comerciais são para a vida toda.Tive vontade de chama-lo de várias coisas, mas achei que ele não entenderia. Na cebeça doentia dele, ele vai em busca de uma noiva - a noiva vai ficar feliz em ter melhores oportunidades na vida, e os dois vão sair ganhando.
Pobre
menina que vai se submeter a isso para sair sabe-se lá de que situação
de vida. Tive pena dela. E raiva dele.
**************************************
At Dubai airport, I met many men coming back from Afghanistan. They work for different companies and have different contracts. Three men from Kosovo were on their way home after four months in the field.They were dying to be reunited with their families and children. They work in Afghanistan to provide a decent life for their families, to provide a quality education to their children and to avoid the world's financial crisis.I was touched by their stories. I was sorry for them, and I was also moved by the sacrifice these men endure for their loved ones. They told me they wake up every morning at 3:30 am, so they can quickly talk to their families on the internet.In the same camp where they work, are other 15,000 men living in tents for 4 months. They told me these months in Afghanistan are the longest they experienced. When they spend the same time at home, time simply flies.
I also met an American man, traveling alone. He was also returning from Afghanistan. His contract is very different, though. He has 10 days off every four months. As he has no family, he just works, works and works some more. Today he is on his way to the Philippines, to "find" a wife.He told me with sadness in his eyes, that he does not believe in divorce, he still has not overcome the separation from his first wife. He talked about the pain of abandonment and sadness of not being able to keep the marriage.When I asked for details, he told me he was married for five years, 15 years ago. Today he is 55 years old and has no children. He seemed like a decent guy, I was sorry for him. Some marriages simply don't work, it is no one's fault.
When I asked further questions about his Philipino bride, I almost had a heart attack. The girl is 19 years old. I was no longer sorry for him, I felt like punching him in the stomach.As I find it difficult to shut up, I told him he will be abandoned again, and he deserves to be. That girl is young enough to be his granddaughter. And don't try to bullshit me, he does not even know the girl, he can not be in love. This is a comercial agreement, and very few comercial agreements last a life time.
I also met an American man, traveling alone. He was also returning from Afghanistan. His contract is very different, though. He has 10 days off every four months. As he has no family, he just works, works and works some more. Today he is on his way to the Philippines, to "find" a wife.He told me with sadness in his eyes, that he does not believe in divorce, he still has not overcome the separation from his first wife. He talked about the pain of abandonment and sadness of not being able to keep the marriage.When I asked for details, he told me he was married for five years, 15 years ago. Today he is 55 years old and has no children. He seemed like a decent guy, I was sorry for him. Some marriages simply don't work, it is no one's fault.
When I asked further questions about his Philipino bride, I almost had a heart attack. The girl is 19 years old. I was no longer sorry for him, I felt like punching him in the stomach.As I find it difficult to shut up, I told him he will be abandoned again, and he deserves to be. That girl is young enough to be his granddaughter. And don't try to bullshit me, he does not even know the girl, he can not be in love. This is a comercial agreement, and very few comercial agreements last a life time.
I felt very sorry for this girl, who will have to face such disgraceful relationship, just to scape a life she can not stand.
quarta-feira, julho 4
Um dia em Dubai - A day in Dubai
Antes de mais nada, gostaria de dizer que o Vietnam é um país comunista, e que a internet aqui é controlada. Consegui, atraves de uma gambiarra, entrar no meu blog, mas não consigo acessar nenhum outro. Claro que vou continuar tentando, mas me perdoem pela ausencia - eu não tenho acesso a blogs aqui.
Depois da minha reunião de trabalho, fui ao Emirates mall. O “bicho” é enorme. Fiquei até zonza com a grandeza do lugar e tive saudade do City Centre de Bahrain, o nosso shopping, que tem tudo e é de um tamanho completamente administrável.
Quarentona e com um mochilão nas costas, eu era a obvia excessão do lugar.
Cheguei as 11:30, almocei num Libanes ( nao sei quando vou poder comer comida árabe outra vez), e aproveitei para brincar na internet. Dei uma olhada no blog, falei com o Fabio pelo Skype, tentei ligar para as minhas amigas de Dubai e nao consegui.
Eu tinha tempo suficiente para subir no maior predio do mundo, fazer um passeio de barco pela baía, explorar um pouco de Dubai, que está completamente diferente desde que eu morei aqui, há 8 anos atrás, mas decidi não fazer nada disso. Não tive vontade.
Ao invés disso, entrei num café e fiquei lá até as 4 da tarde, esperando a Jamile vir me ver. Recomendo o Tribes no Emirates Mall para qualquer pessoa que queira atendimento de primeira, uma vista gostosa e um chocolate quente delicioso! Fiquei mais de 4 horas sentadinha ali, todos os funcionários sorrindo prá mim e nao consumi quase nada. Atendimento ao cliente nota mil! Se eles tiverem muitos outros clientes como eu, vão falir em breve.
Conversei um pouquinho com a minha amiga querida, lamentei não ter podido ver as outras meninas que moram em Dubai. A saudade ás vezes aperta no peito da gente, né? Mas o tempo voa e já era hora de nos despedirmos.
Do shopping, fui para a casa de uma outra amiga do coraçao, a Diana. Quandoe la me viu, correu pegar toalha, e roupao. Não tive voto. Foi banho e cama. Eu já estava acordada ha 35 horas, meus olhos estavam fechando sozinhos. Passamos pouco tempo conversando, mas foi muito bom reve-la e matar um pouco a saudade.
Isso tudo só faz sentido para mim. Para vocês, não passa de um relato bobo – fui ao shopping, sentei por horas num café. Vi uma amiga. Vi outra amiga. Tomei banho, dormi, acordei e comi presunto de parma com melão. Um post que poderia ter tido 2 linhas e nenhum significado.
Mas para mim, fica a mágica de reencontrar pessoas que passam pelas nossas vidas. Fica a graça e a delicia de ter amigos de verdade espalhados pelo mundo. Fica a certeza de que as minhas andanças valeram a pena. Que eu vi, vivi e conheci mais por ter escolhido essa vida errante.
Proxima parada?
Vietnam!
*********************************
After my business meeting, I went to the Emirates Mall. The place is huge. I was dazed by the greatness of it and missed Bahrain City Centre, our shopping, which has everything we need but has a completely manageable size.
40 years old and with a backpack on my back, I was the obvious exception in the place. Everyone seemed rich and fabulous.
I arrived at 11:30, ate lunch in a Libanese restaurant ( I do not know when I'll be able to eat Arab food again), and decided to play on the internet. I glanced at the blog, I spoke with Fabio on Skype, I tried to call my friends in Dubai and could not.
I had enough time to climb the highest building in the world, go on anbay excursion, explore a bit of Dubai, which is completely different since I've lived here 8 years ago, but decided not to do anything.
I had no desire to do any of it. Instead, I walked into a cafe and stayed there until 4pm , hoping to meet my friend Jamile.
I recommend the "Tribes" at the Emirates Mall for anyone who wants first class customer service, a nice view and delicious hot chocolate! I was sitting there for more than four hours , all employees smiling at me even though I conumed almost nothing
Jamile arrived, we chatted a bit and I regret not being able to see my other friends who live in Dubai.
Unfortunately time flies and I had to leave the mall to meet another great friend, who I did not see in ages.
As soon as I got to her house and she saw me, she ran to get towels and a bathrobe. I had no vote. She made me take a shower and go to bed, even if it would be only for a couple of hours.
We had very lil time to chat, but I confess it was great to see her, even if only for a few moments.
Depois da minha reunião de trabalho, fui ao Emirates mall. O “bicho” é enorme. Fiquei até zonza com a grandeza do lugar e tive saudade do City Centre de Bahrain, o nosso shopping, que tem tudo e é de um tamanho completamente administrável.
Quarentona e com um mochilão nas costas, eu era a obvia excessão do lugar.
Cheguei as 11:30, almocei num Libanes ( nao sei quando vou poder comer comida árabe outra vez), e aproveitei para brincar na internet. Dei uma olhada no blog, falei com o Fabio pelo Skype, tentei ligar para as minhas amigas de Dubai e nao consegui.
Eu tinha tempo suficiente para subir no maior predio do mundo, fazer um passeio de barco pela baía, explorar um pouco de Dubai, que está completamente diferente desde que eu morei aqui, há 8 anos atrás, mas decidi não fazer nada disso. Não tive vontade.
Ao invés disso, entrei num café e fiquei lá até as 4 da tarde, esperando a Jamile vir me ver. Recomendo o Tribes no Emirates Mall para qualquer pessoa que queira atendimento de primeira, uma vista gostosa e um chocolate quente delicioso! Fiquei mais de 4 horas sentadinha ali, todos os funcionários sorrindo prá mim e nao consumi quase nada. Atendimento ao cliente nota mil! Se eles tiverem muitos outros clientes como eu, vão falir em breve.
Conversei um pouquinho com a minha amiga querida, lamentei não ter podido ver as outras meninas que moram em Dubai. A saudade ás vezes aperta no peito da gente, né? Mas o tempo voa e já era hora de nos despedirmos.
Do shopping, fui para a casa de uma outra amiga do coraçao, a Diana. Quandoe la me viu, correu pegar toalha, e roupao. Não tive voto. Foi banho e cama. Eu já estava acordada ha 35 horas, meus olhos estavam fechando sozinhos. Passamos pouco tempo conversando, mas foi muito bom reve-la e matar um pouco a saudade.
Isso tudo só faz sentido para mim. Para vocês, não passa de um relato bobo – fui ao shopping, sentei por horas num café. Vi uma amiga. Vi outra amiga. Tomei banho, dormi, acordei e comi presunto de parma com melão. Um post que poderia ter tido 2 linhas e nenhum significado.
Mas para mim, fica a mágica de reencontrar pessoas que passam pelas nossas vidas. Fica a graça e a delicia de ter amigos de verdade espalhados pelo mundo. Fica a certeza de que as minhas andanças valeram a pena. Que eu vi, vivi e conheci mais por ter escolhido essa vida errante.
Proxima parada?
Vietnam!
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After my business meeting, I went to the Emirates Mall. The place is huge. I was dazed by the greatness of it and missed Bahrain City Centre, our shopping, which has everything we need but has a completely manageable size.
40 years old and with a backpack on my back, I was the obvious exception in the place. Everyone seemed rich and fabulous.
I arrived at 11:30, ate lunch in a Libanese restaurant ( I do not know when I'll be able to eat Arab food again), and decided to play on the internet. I glanced at the blog, I spoke with Fabio on Skype, I tried to call my friends in Dubai and could not.
I had enough time to climb the highest building in the world, go on anbay excursion, explore a bit of Dubai, which is completely different since I've lived here 8 years ago, but decided not to do anything.
I had no desire to do any of it. Instead, I walked into a cafe and stayed there until 4pm , hoping to meet my friend Jamile.
I recommend the "Tribes" at the Emirates Mall for anyone who wants first class customer service, a nice view and delicious hot chocolate! I was sitting there for more than four hours , all employees smiling at me even though I conumed almost nothing
Jamile arrived, we chatted a bit and I regret not being able to see my other friends who live in Dubai.
Unfortunately time flies and I had to leave the mall to meet another great friend, who I did not see in ages.
As soon as I got to her house and she saw me, she ran to get towels and a bathrobe. I had no vote. She made me take a shower and go to bed, even if it would be only for a couple of hours.
We had very lil time to chat, but I confess it was great to see her, even if only for a few moments.
terça-feira, julho 3
Dubai
Depois de
um voo quase tranquilo ( as aeromoças da Emirates devem receber comissão por
prato de comida servido por que era a gente dormir e alguém vinha com uma
bandeijinha sabe-se lá de que), chegamos a Dubai.
Era hora de entregar a Lia para a turma do menor desacompanhado.
- Oi. Ela tem que ser recebida por alguém da companhia aérea. Ela está indo desacompanhada para o Brasil.
- Não.
- Como não?
- Não. Não tem menor desacompanhado nesse voo.
- Tem essa.
- Não tem não, senhora. O pessoal de terra veio aqui buscar um menor desacompanhado e nós já avisamos que não tem nenhum.
Ai, ai, ai! Acho que vou direto pro céu. Explico pela milionésima vez que a Lia é a menor desacompanhada que eles vieram buscar.
- Mas você não é a mãe dela?
- Sou.
- Entào...
Quase me desesperando tento convencê-los que ela vai sozinha para o Brasil, que ela precisa de assistência a partir de agora, e que embora eu seja sim a mãe, eu não posso ir ao Brasil só por que eles resolveram não entregar a Lia para o pessoal responsável.
Finalmente alguém entende o babado, chama uma moça mal humorada para nos escoltar até o depósito de crianças onde ficamos todos amontoados, esperando os respectivos voos. A miséria é tão obvia que eu não tenho coragem de abandonar a minha filha ali.
Quando ela finalmente parte eu peço para usar o telefone e ligar para a minha chefe, que está me esperando. A resposta é curta e grossa: NÃO!
Peço ajuda aos seguranças do aeroporto que são muito mais generosos e confirmo a minha visita ao escritório. Primeira fase cumprida.
Era hora de entregar a Lia para a turma do menor desacompanhado.
- Oi. Ela tem que ser recebida por alguém da companhia aérea. Ela está indo desacompanhada para o Brasil.
- Não.
- Como não?
- Não. Não tem menor desacompanhado nesse voo.
- Tem essa.
- Não tem não, senhora. O pessoal de terra veio aqui buscar um menor desacompanhado e nós já avisamos que não tem nenhum.
Ai, ai, ai! Acho que vou direto pro céu. Explico pela milionésima vez que a Lia é a menor desacompanhada que eles vieram buscar.
- Mas você não é a mãe dela?
- Sou.
- Entào...
Quase me desesperando tento convencê-los que ela vai sozinha para o Brasil, que ela precisa de assistência a partir de agora, e que embora eu seja sim a mãe, eu não posso ir ao Brasil só por que eles resolveram não entregar a Lia para o pessoal responsável.
Finalmente alguém entende o babado, chama uma moça mal humorada para nos escoltar até o depósito de crianças onde ficamos todos amontoados, esperando os respectivos voos. A miséria é tão obvia que eu não tenho coragem de abandonar a minha filha ali.
Quando ela finalmente parte eu peço para usar o telefone e ligar para a minha chefe, que está me esperando. A resposta é curta e grossa: NÃO!
Peço ajuda aos seguranças do aeroporto que são muito mais generosos e confirmo a minha visita ao escritório. Primeira fase cumprida.
Não vou
descrever em detalhes a minha maratona para conseguir o visto para entrar em
Dubai. Basta dizer que eu andei tanto, de guichê em guichê, que não vou
precisar fazer exercícios pelos próximos 3 meses.
Saio do aeroporto e Dubai me engole. Como a cidade mudou desde que eu morei aqui em 2004/2005.
*************************
After an OK flight (the flight attendants woke me up several times to deliver food - did I mention the flight was 4 am and we landed 6 am? Who needs to eat that time of the day?) we safely landed in Dubai.
Now all I had to do was inform the cabin crew Lia was an unacompanied minor and they would take her under their care.
- Hi! We are waiting for someone to come and pick her up - she is travelling unaccompanied.
- No.
- What do you mean "no"?
- No. We have no unaccompanied children on this flight.
- Yes, you do. Here she is.
- No, ma'am, we don't. The ground staff already came here to collect an unaccompanied minor and we have told them we have none.
Holding my breath, I explained to her Lia was supposed to be picked up, she was a minor, travelling alone to Brazil. All paperwork was done, I had confirmation both from the Brazilian and the Bahraini offices.
- But aren't you her mother?
- Yes.
- So ...
I was almost having a fit. all I needed was for them to deliver the service we agreed on. I could not go to Brazil with Lia because they messed up the paperwork.
Finally someone understood the frill, called a sulky girl to escort us to the warehouse where children were all huddled together, waiting for their flights. The misery in their eyes were so obvious I did not have the heart to leave Lia there.
When she finally left, I asked to use the phone to call my boss, who is expecting me. I could not believe the Emirates employees simply said ; NO!
Luckily I found some nice security guys who let me use their phone, confirm my visit and get the address where I was going. First phase completed.
I will not describe in detail my marathon to get a visa to get in Dubai. Suffice to say that I walked so much, going from office to office, collecting stamps, I will not need to do exercises for the next three months. Even though the bureaucracy was annoying, I was grateful this time they let me in. A couple of years ago I was denied entry in the country because I was a female brazilian travelling unaccompanied.
As I walked out of the airport Dubai swallowed me. This city has changed so much since I lived here in 2004/2005...
Saio do aeroporto e Dubai me engole. Como a cidade mudou desde que eu morei aqui em 2004/2005.
*************************
After an OK flight (the flight attendants woke me up several times to deliver food - did I mention the flight was 4 am and we landed 6 am? Who needs to eat that time of the day?) we safely landed in Dubai.
Now all I had to do was inform the cabin crew Lia was an unacompanied minor and they would take her under their care.
- Hi! We are waiting for someone to come and pick her up - she is travelling unaccompanied.
- No.
- What do you mean "no"?
- No. We have no unaccompanied children on this flight.
- Yes, you do. Here she is.
- No, ma'am, we don't. The ground staff already came here to collect an unaccompanied minor and we have told them we have none.
Holding my breath, I explained to her Lia was supposed to be picked up, she was a minor, travelling alone to Brazil. All paperwork was done, I had confirmation both from the Brazilian and the Bahraini offices.
- But aren't you her mother?
- Yes.
- So ...
I was almost having a fit. all I needed was for them to deliver the service we agreed on. I could not go to Brazil with Lia because they messed up the paperwork.
Finally someone understood the frill, called a sulky girl to escort us to the warehouse where children were all huddled together, waiting for their flights. The misery in their eyes were so obvious I did not have the heart to leave Lia there.
When she finally left, I asked to use the phone to call my boss, who is expecting me. I could not believe the Emirates employees simply said ; NO!
Luckily I found some nice security guys who let me use their phone, confirm my visit and get the address where I was going. First phase completed.
I will not describe in detail my marathon to get a visa to get in Dubai. Suffice to say that I walked so much, going from office to office, collecting stamps, I will not need to do exercises for the next three months. Even though the bureaucracy was annoying, I was grateful this time they let me in. A couple of years ago I was denied entry in the country because I was a female brazilian travelling unaccompanied.
As I walked out of the airport Dubai swallowed me. This city has changed so much since I lived here in 2004/2005...
segunda-feira, julho 2
Só encrencas, e nem saimos do aeroporto! Trouble and more trouble and we are not there yet!
Hoje tive a primeira surpresa ruim. O meu visto do Vietnam está errado. E eu não conferi. Pedi e paguei pelo visto de varias entradas e recebi o de entrada simples. Pelo menos entro, né?
Mas vou ter que armar um certo barraco prá resolver o problema.
Acabei de arrumar as malas pouco antes das 11 e o Fábio estava DOIDO prá se livrar de mim, então achou melhor me levar imediatamente para o aeroporto. Eu já disse que o vôo é só as 3:45 da manhã?
Eu tentei argumentar que o check in so abriria á meia noite, mas ele tinha certeza que não. Que ia dar certo. E fomos pro aeroporto.
Foi aí começou a minha viagem. Pelo avesso.
Chegamos ao aeroporto as 11:20. O carregador se enrolou, e todas as nossas malas se espatifaram no chão, depois de passar na esteira de raio X logo na entrada do aeroporto.
Assim que chegamos a área do check in, fomos informadas que o guichê ia abrir a 1 da manhã, ou seja, a gente ia ter que ficar plantada na frente do balcão até criar raízes. Quanto mais brava eu ficava, mais a Lia ria. Viadinha.
Como não tinha o que fazeralem de gritar, espernear e chutar a parede, fui colocar crédito no meu celular e descobri que ele não está funcionando. Isso mesmo. Sabe-se lá por que, nao aceitou o crédito. Liguei para a operadora, que me disse que estava tudo bem, e que o crédito tinha sido aceito.
Desliguei e tentei de novo.O telefone continuava morto.
Liguei para a operadora outra vez. O cara disse que ia resolver o problema, demorou e minha bateria acabou.
Se eu fosse uma pessoa supersticiosa eu teria voltado prá casa ali mesmo. Mas sou tisnada, teimosa e meio burralda, então finquei pé e resolvi seguir em frente.
A meia noite e meia a fila do check in das Emirates começou a se formar. Feliz da vida me coloquei atrás de 4 outras pessoas. Assim que abrissem o guichê, eu seria uma das primeiras pessoas a ser atendida.
Claro que atrasaram para abrir aquela porra os balcões de atendimento e quando finalmente abriram, já tinham 5 filas de gente amontoada, cheia de bagagem e crianças chorando. Como o meu humor já estava uma merda no avesso, mandei chamar o gerente.
Tive que rir quando ouvi a Lia dizer:
- Sair com a mamãe é ter encontro garantido com os gerentes.Sempre.
Quandosoltaram a boiada o atendimento começou, fomos chamados para o primeiro guiche.
Patati, patatá, voce pode por favor mandar a minha bagagem para o Vietnam, assim que nao tenho que passar o dia arrastando essa malaiada Dubai afora?
- Sim, sim, claro.
Meu coração até descompassou, mas mantive a compostura e só vou acreditar mesmo quando eu reencontrar essas malas, sãs e salvas em Hanoi.
Fizemos o check in e fomos prá imigração. Passamos felizes, Fábio foi embora.
Aí a Lia percebeu que estava com o telefone do pai no bolso. Nosso único meio de comunicação pelas próximas semanas. Seu único elo com o mundo.
Eu, esposa amantíssima, saio correndo no sentido contrário á fila ( todo mundo achando que a imigração tinha me "pego"). Passo correndo pelo check in e quando estou no corredor do aeroporto, vejo o Fábio vindo no sentido contrário.
ALELUIA!
Se ele não tivesse voltado, eu jamais o encontraria no estacionamento imenso do aeroporto ( mesmo pq ele me deixou no embarque e foi estacionar. eu não tinha a menor ideia prá onde eu estava correndo, acho que corri por puro instinto).
Passei de volta no check in ( o tal gerente super confuso por que eu exigi ser atendida primeiro e depois fiquei correndo pelo saguão, de um lado para o outro como uma desvairada), furei a fila do controle , foi um aue explicar pq eu não tinha passaporte, nem cartão de embarque... furei a fila da imigração e finalmente fui pro lounge chic esperar a mera 1.5 hora que me restava. Depois de ter passado mais de 2.5 horas no meio de gente dormindo sentada no banco do saguão.
Adoro lounge de aeroporto. A D O R O !!
Só que hoje, em edição extraordinária, um chatonildo fez questão de se sentar bem ao nosso lado. Lounge vazio. E ele lá.
Olha, eu gosto de corrida de carros.
Hmmm
Eu já viajei muito.
Hmmmm
Eu to indo pra Houston
Hmmmm
Ai a Lia falou alguma coisa comigo e ele:
- Voceis falao portugueis? Eu tabem falou.
Graças meu Senhor, por eu não ter falado mal do gringo chato na minha maravilhosa lingua nativa.
- Eo morei em San Paolo. Eo gosta de molheres sulamericanas.
E a Lia, maravilhosa:
- Hunfs... quem não gosta? Você e o resto do mundo!!!
Bem mandado, menininha!
*************************
Today I received bad news. My visa for Vietnam is wrong. And I did not check early enough. I ordered and paid for multiple entry visa and received single entry. At least I will be able to get in, right?I just finished packing up a little before 11pm and Fabio was crazy to get rid of me, so he decided to take me immediately to the airport. I tried to argue the flight is only 3:45 in the morning and the check in would open at midnight, but he was not convinced. He was adamant that would work. And off we went to the airport.That was when my journey began. And it was not a good start.We arrived at the airport 11:20 sharp. The guy who carryes our suitcases wasn't very good, and all our bags had a close encounter with the airport floor, as soon as we arrived.Once we got to the check in area, we were informed they would only open at 1 am, our only option was to stand in front of the counter until we grew roots. The more angry I got, the more Lia laughed. Darn child.
As there was nothing left to do,besides scream, punch and kick the walls, I decided to go buy credit for my phone and discovered the phone was not working. That's right. Who knows why, it simply did not accept the credit and the queue was so insanely huge at the counter, there was no way I would stay there. I called the operator, who told me everything was fine, and that the money had been accepted in my account.I hung up and tried using the phone again. It was dead as a corpse, so I called the operator again. The guy said he would solve the problem, and took so long,my battery died.If I were superstitious, I would go home straight away. But I'm stubborn and decided not to be defeated.
Half past midnight people started queueing in front of Emirates check in. I happily put myself behind four other people. Once they opened the window, there were 5 queues, hundreds of people, kids and suitcases, all messed up as if that was an open market.
As my mood was already shitty by then, I called the manager and had to laugh when I heard Lia say:- To hang out with mom means you will get to know all managers in town.Guaranteed.
When they opened the counter, that same manager made sure we were called to the first window. He followed through with his promise.
At the counter:
- Can you please send my luggage straight to Vietnam, so I do not have to spend the day dragging this suitcases around Dubai ?
- Sure !
My heart skip a beat, but I kept my cool and I'll just believe it when I see these bags again, safe and sound in Hanoi.
We calmly checked in and went through immigration. Lia and I were happy, Fabio walked away, probably happier than us. That was when Lia noticed her dad's phone was in her pocket.
Our only way to communicate for the next few weeks. His only link with the outside world.
Being the most beloved wife, I run in the opposite direction, fighting the incoming crowd (everyone in the queue thinking that immigration had "caught me").
Thank God he also noticed the phone was missing and was walking towards immigration.If it wasn't for pure luck, I would have never found him, I did not even knew where he parked the car.
Halleluiah!After the ordeal, i had to explain to 10 different people why I was trying to get into immigration again, jumping the queue and not having any documents to show.
A while latter, after heavy negotiations with angry Arabs, I made my way to the airport lounge.I love airport lounges. L O V E THEM!
But today, as luck would have it, an annoying guy made a point of sitting right next to us. Even though the lounge was empty.
-I like racing cars.
-Hmmm
-I've traveled a lot
-Hmmmm-I'm going to Houston-HmmmmThat's when Lia said something to me and he said:- Do you speak Portuguese? I speak it too ( in a very heavy accented Portuguese)
Thank You, Lord, for I have not spoken ill of annoying american man in my beautiful native language.- And I lived in Sao Paulo. I like South American women.
And Lis, witty as she is, replied:- Hunfs ... who does not? You and the rest of the world like Brazilian women!
Mas vou ter que armar um certo barraco prá resolver o problema.
Acabei de arrumar as malas pouco antes das 11 e o Fábio estava DOIDO prá se livrar de mim, então achou melhor me levar imediatamente para o aeroporto. Eu já disse que o vôo é só as 3:45 da manhã?
Eu tentei argumentar que o check in so abriria á meia noite, mas ele tinha certeza que não. Que ia dar certo. E fomos pro aeroporto.
Foi aí começou a minha viagem. Pelo avesso.
Chegamos ao aeroporto as 11:20. O carregador se enrolou, e todas as nossas malas se espatifaram no chão, depois de passar na esteira de raio X logo na entrada do aeroporto.
Assim que chegamos a área do check in, fomos informadas que o guichê ia abrir a 1 da manhã, ou seja, a gente ia ter que ficar plantada na frente do balcão até criar raízes. Quanto mais brava eu ficava, mais a Lia ria. Viadinha.
Como não tinha o que fazer
Desliguei e tentei de novo.O telefone continuava morto.
Liguei para a operadora outra vez. O cara disse que ia resolver o problema, demorou e minha bateria acabou.
Se eu fosse uma pessoa supersticiosa eu teria voltado prá casa ali mesmo. Mas sou tisnada, teimosa e meio burralda, então finquei pé e resolvi seguir em frente.
A meia noite e meia a fila do check in das Emirates começou a se formar. Feliz da vida me coloquei atrás de 4 outras pessoas. Assim que abrissem o guichê, eu seria uma das primeiras pessoas a ser atendida.
Claro que atrasaram para abrir
Tive que rir quando ouvi a Lia dizer:
- Sair com a mamãe é ter encontro garantido com os gerentes.Sempre.
Quando
Patati, patatá, voce pode por favor mandar a minha bagagem para o Vietnam, assim que nao tenho que passar o dia arrastando essa malaiada Dubai afora?
- Sim, sim, claro.
Meu coração até descompassou, mas mantive a compostura e só vou acreditar mesmo quando eu reencontrar essas malas, sãs e salvas em Hanoi.
Fizemos o check in e fomos prá imigração. Passamos felizes, Fábio foi embora.
Aí a Lia percebeu que estava com o telefone do pai no bolso. Nosso único meio de comunicação pelas próximas semanas. Seu único elo com o mundo.
Eu, esposa amantíssima, saio correndo no sentido contrário á fila ( todo mundo achando que a imigração tinha me "pego"). Passo correndo pelo check in e quando estou no corredor do aeroporto, vejo o Fábio vindo no sentido contrário.
ALELUIA!
Se ele não tivesse voltado, eu jamais o encontraria no estacionamento imenso do aeroporto ( mesmo pq ele me deixou no embarque e foi estacionar. eu não tinha a menor ideia prá onde eu estava correndo, acho que corri por puro instinto).
Passei de volta no check in ( o tal gerente super confuso por que eu exigi ser atendida primeiro e depois fiquei correndo pelo saguão, de um lado para o outro como uma desvairada), furei a fila do controle , foi um aue explicar pq eu não tinha passaporte, nem cartão de embarque... furei a fila da imigração e finalmente fui pro lounge chic esperar a mera 1.5 hora que me restava. Depois de ter passado mais de 2.5 horas no meio de gente dormindo sentada no banco do saguão.
Adoro lounge de aeroporto. A D O R O !!
Só que hoje, em edição extraordinária, um chatonildo fez questão de se sentar bem ao nosso lado. Lounge vazio. E ele lá.
Olha, eu gosto de corrida de carros.
Hmmm
Eu já viajei muito.
Hmmmm
Eu to indo pra Houston
Hmmmm
Ai a Lia falou alguma coisa comigo e ele:
- Voceis falao portugueis? Eu tabem falou.
Graças meu Senhor, por eu não ter falado mal do gringo chato na minha maravilhosa lingua nativa.
- Eo morei em San Paolo. Eo gosta de molheres sulamericanas.
E a Lia, maravilhosa:
- Hunfs... quem não gosta? Você e o resto do mundo!!!
Bem mandado, menininha!
*************************
Today I received bad news. My visa for Vietnam is wrong. And I did not check early enough. I ordered and paid for multiple entry visa and received single entry. At least I will be able to get in, right?I just finished packing up a little before 11pm and Fabio was crazy to get rid of me, so he decided to take me immediately to the airport. I tried to argue the flight is only 3:45 in the morning and the check in would open at midnight, but he was not convinced. He was adamant that would work. And off we went to the airport.That was when my journey began. And it was not a good start.We arrived at the airport 11:20 sharp. The guy who carryes our suitcases wasn't very good, and all our bags had a close encounter with the airport floor, as soon as we arrived.Once we got to the check in area, we were informed they would only open at 1 am, our only option was to stand in front of the counter until we grew roots. The more angry I got, the more Lia laughed. Darn child.
As there was nothing left to do,
Half past midnight people started queueing in front of Emirates check in. I happily put myself behind four other people. Once they opened the window, there were 5 queues, hundreds of people, kids and suitcases, all messed up as if that was an open market.
As my mood was already shitty by then, I called the manager and had to laugh when I heard Lia say:- To hang out with mom means you will get to know all managers in town.Guaranteed.
When they opened the counter, that same manager made sure we were called to the first window. He followed through with his promise.
At the counter:
- Can you please send my luggage straight to Vietnam, so I do not have to spend the day dragging this suitcases around Dubai ?
- Sure !
My heart skip a beat, but I kept my cool and I'll just believe it when I see these bags again, safe and sound in Hanoi.
We calmly checked in and went through immigration. Lia and I were happy, Fabio walked away, probably happier than us. That was when Lia noticed her dad's phone was in her pocket.
Our only way to communicate for the next few weeks. His only link with the outside world.
Being the most beloved wife, I run in the opposite direction, fighting the incoming crowd (everyone in the queue thinking that immigration had "caught me").
Thank God he also noticed the phone was missing and was walking towards immigration.If it wasn't for pure luck, I would have never found him, I did not even knew where he parked the car.
Halleluiah!After the ordeal, i had to explain to 10 different people why I was trying to get into immigration again, jumping the queue and not having any documents to show.
A while latter, after heavy negotiations with angry Arabs, I made my way to the airport lounge.I love airport lounges. L O V E THEM!
But today, as luck would have it, an annoying guy made a point of sitting right next to us. Even though the lounge was empty.
-I like racing cars.
-Hmmm
-I've traveled a lot
-Hmmmm-I'm going to Houston-HmmmmThat's when Lia said something to me and he said:- Do you speak Portuguese? I speak it too ( in a very heavy accented Portuguese)
Thank You, Lord, for I have not spoken ill of annoying american man in my beautiful native language.- And I lived in Sao Paulo. I like South American women.
And Lis, witty as she is, replied:- Hunfs ... who does not? You and the rest of the world like Brazilian women!
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