Há 4 anos
terça-feira, julho 10
Unha Vietnamita / Nail Art - Vietnam
Não resisti e pintei pandas e bambus nas minhas unhas vermelhas!
E a Khadija, bebezinho lindo do casal que está me hospedando, aponta e fala:
- babú, banda, babú, banda...
Uma manha dessas, ela apontou pra uma das minhas unhas, e eu fui incentiva-la:
- P A N D A!
E ela nem se efz de rogada:
- Muito bem! Muito bem!!
Rolei de rir.
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I could not resist and got pandas and bambus on my nails.
Khadija, the gorgeous 2 year old who lives in the house I am staying, loves it.
In her baby dialect, she says:
- babu, banda, babu, banda
One of these mornings, she pointed at my nail and I thought it was a good idea to encourage her, so i said:
- PANDA!
And she quickly reacted:
- Well done! Well done!!
She is gorgeous.
segunda-feira, julho 9
Hoa Lo Prison / Prisão de Hoa Lo
A prisão de Hoa Lo em Hanoi, no Vietnam foi onde os colonialistas franceses prenderam os presos políticos vietnamitas e também onde os americanos foram presos pelos Vietnamitas na Guerra do Vietnam.
A prisão começou a ser construída em 1886, quando o Vietnam ainda era parte da Indochina Francesa. Ali ficaram presos as pessoas que se opunham ao regime e queriam a libertação do Vietnam.
Homens e mulheres foram encarcerados, torturados e muitas vezes mortos nessa prisão. O prédio passou por várias reformas, e em 1913, sua capacidade passou de 460 para 600 presos. Esse número era simbólico, por que não era raro que a prisão fosse superpopulada, e que com o passar dos anos ela fosse usada para abrigar mais e mais presos políticos que eram mantidos em condições subhumanas de higiene e sobrevivência. Em 1954, suas paredes chegaram a manter mais de 2000 prisioneiros.
Não é a toa que os vietnamitas ainda guardem amargura em relação aos Franceses.
***********************
The Hoa Lo prison in Hanoi, Vietnam was where political prisioners were kept by French colonialists and later where Vietnamese kept American soldiers captured in combat, during the Vietnam War.
The prison was built in 1886, when Vietnam was still part of French Indochina.
Men and women who opposed the political regime were imprisoned, tortured and often killed in this prison. The building has undergone several reforms, and in 1913 its capacity increased from 460 to 600 prisoners. This number was symbolic, because it was not uncommon to have the prison overcrowded. As the years went by, more and more prisioners were held there in subhuman conditions of hygiene and survival. In 1954, the inmates were more than 2000.
Durante a guerra do Vietnam, os soldados americanos capturados em combate eram trazidos para Hoa Lo, onde também eram mantidos em condições sub humanas e eram torturados para entregar inteligência americana aos vietnamitas.
Passeando pela prisão, nós vemos um retrato bem diferente do que realmente acontecia ali. Os vietnamitas tiraram fotos de pilotos americanos plantando hortas, criando galinhas, celebrando o Natal e jogando xadrez, vendendo a idéia de que os presos de guerra eram bem tratados.
Seja lá qual for a versão verdadeira dos fatos, a realidade é que até hoje o lugar tem uma energia pesada e uma aura de dor e sofrimento. As paredes escuras, as celas mal ventiladas e as zonas de confinamento são angustiantes para qualquer standard.
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During the Vietnam War, American soldiers captured in battle were also brought to Hoa Lo, kept in sub-human conditions and were tortured by the Vietnamese who wanted to learn about American's inteligence.
Visiting the prison, one sees a very different picture of what really happened there. The Vietnamese show pictures of American pilots cultivating gardens, raising chickens, celebrating Christmas and playing chess, selling the idea of great treatment for war prisioners.I won't be able to say who is telling the truth, but I can assure you this place is dark, sad and has a very heavy energy field all around it. Many men and women suffered here, many lives were lost. No one can erase it.
domingo, julho 8
Dia triste / Sad day
Hoje nos despedimos de uma amiga querida, de uma guerreira sem igual. Deus resolveu levar prá junto dele a nossa querida Tina, lá do "Meu Cantinho na Roça". Perdoem por eu ñão postar o link, mas não consigo acessar nenhum blog aqui no Vietnam!
Essa mulher maravilhosa, lá do seu cantinho em Furnas, conseguiu tocar tantos corações mundo afora. Eram seus chazinhos todas as semanas, as fotos do café no pé, suas histórias da roça e o amor imenso com que ela falava do marido, dos filhos e dos netos que corriam na chuva, lá no terreiro, enquanto ela cozinhava no fogão a lenha.
Era tanto amor, tanto carinho, que ele transbordava do mundo virtual e vinha encher a nossa vida de alegria e azul. A Tina, que sempre tinha uma palavra amiga, uma oração na hora certa, um cafuné prá quem precisasse, hoje está lá no céu, sorrindo prá nós e tomando conta de todo mundo, como já fazia quando estava lá no seu cantinho.
Obrigada pelo carinho, pelo cuidado e pelo amor que você nos dedicou. Vá em paz, minha querida!
Today we lost a very special person. Tina, from a brazilian blog called "meu cantinho na Roça", left this world to join God and his angels.
This wonderful woman spared no effort to comfort who needed her. She always had a kind word to help people who reached for her.We will miss you, my friend!
Hoje aproveitei para visitar a catedral de Hanoi. Minha amiga, que mora aqui no vietnam há tempos, disse que ela nunca encontrou a caedral aberta. Nos aventuramos assim mesmo, e quando cheguei lá, sorri e agradeci - as portas estavam abertas e eu pude me ajoelhar em frente ao altar e fazer a minha prece para a Tina, minha amiga querida!!
And to farewell Tina, I visited hanoi's cathedral. My friend, who lives in Vietnam, said she never managed to visit the interior of this cathedral, as it is always closed. We decided to give it a go, and when we got there, we were surprised and grateful to find it's doors open. I had the chance to kneel and pray for my dear friend in a proper church.
sábado, julho 7
Mercado de rua no Vietnam - Street market - Vietnam
Acordei com um convite para ir conhecer uma feira de rua aqui no Vietnam. O problema é que teríamos que ir de vespa. Como eu nao sou de arregar na hora do aperto ( e eu estava doida prá ir), rezei três rosários, botei o capacete e fui.
Deixo as fotos falarem por si mesmas.
Today I woke up with an invitation to visit a street market. The catch was the transport we would use: one of teh local motorbikes. I could not say, no, so I prayed for my safety, put the helmet on, closed my eyes and off I went!
I will let the pics talk for themselves.
Galinhas vivas, esperando um comprador
Live chickens waiting for a buyer
Uma banca simples, onde a vendedora oferece galinha depenada e umas verdurinhas prá salada do almoço
Simple stand - here you can buy the chicken ( already dead and clean) and also get some greens for the salad
Tá vendo essa pilha de animais? São cachorros. Isso mesmo! Isso é uma banca de cachorros, já mortos e limpos, prontos para ir pro forno!
Do you know what these animals are? They are dogs. Dead, clean and read to be roasted.
Cachorros e patos, disputando a freguesia!
Dogs and ducks competing...
Tentei comprar umas flores para desembrulhar o estomago, mas assim que fui pagar, a mulher dobrou o preço. Ser estrangeira no Vietnam não é lá a melhor pedida.
I tried to buy some flowers to make my day a bit happier, but as soon as she looked at me, the price doubled. It is not easy to be a forener in Vietnam.
No chão, os patos es[eram a sua vez de ser abatidos. Em cima da mesa, os companheiros que já entraram na faca e ao seu lado, um saqyuinho de sangue fresco, prá quem qusier preparar um pato ao molho pardo. Na banquinha ao lado, outro vendedor de cachorros.
On the ground, ducks wait for their turn to be killed. On the table, their siblings who had worse luck and have already met the knife. Right next to them, their own blood, in plastic bags - just in case someone needs it to prepare the delicacy. On the neighboring table, another dog merchant.
O vendedor de cachorros não queria que eu tirasse fotos da "mercadoria"dele, mas não foi antipático. Ele dizia: Não! Não! Mas sempre com um sorriso no rosto.
The guy who sells dogs, did not want me to take pics of his "products", but he was never rude. he smiled and said No! No!
Depois da feira minha amiga arruma as sacolas para levar as frutas e verduras para casa, de vespa. Não, não compramos nenhum animal. No Vietnam, sou vegetariana!
Here my friend is organizing the bags to take all the fruits and veggies home, in her motorbike. No, we did not buy any meat. In Vietnam, I prefer to be vegetarian!
Deixo as fotos falarem por si mesmas.
Today I woke up with an invitation to visit a street market. The catch was the transport we would use: one of teh local motorbikes. I could not say, no, so I prayed for my safety, put the helmet on, closed my eyes and off I went!
I will let the pics talk for themselves.
Galinhas vivas, esperando um comprador
Live chickens waiting for a buyer
Uma banca simples, onde a vendedora oferece galinha depenada e umas verdurinhas prá salada do almoço
Simple stand - here you can buy the chicken ( already dead and clean) and also get some greens for the salad
Tá vendo essa pilha de animais? São cachorros. Isso mesmo! Isso é uma banca de cachorros, já mortos e limpos, prontos para ir pro forno!
Do you know what these animals are? They are dogs. Dead, clean and read to be roasted.
Cachorros e patos, disputando a freguesia!
Dogs and ducks competing...
Tentei comprar umas flores para desembrulhar o estomago, mas assim que fui pagar, a mulher dobrou o preço. Ser estrangeira no Vietnam não é lá a melhor pedida.
I tried to buy some flowers to make my day a bit happier, but as soon as she looked at me, the price doubled. It is not easy to be a forener in Vietnam.
No chão, os patos es[eram a sua vez de ser abatidos. Em cima da mesa, os companheiros que já entraram na faca e ao seu lado, um saqyuinho de sangue fresco, prá quem qusier preparar um pato ao molho pardo. Na banquinha ao lado, outro vendedor de cachorros.
On the ground, ducks wait for their turn to be killed. On the table, their siblings who had worse luck and have already met the knife. Right next to them, their own blood, in plastic bags - just in case someone needs it to prepare the delicacy. On the neighboring table, another dog merchant.
O vendedor de cachorros não queria que eu tirasse fotos da "mercadoria"dele, mas não foi antipático. Ele dizia: Não! Não! Mas sempre com um sorriso no rosto.
The guy who sells dogs, did not want me to take pics of his "products", but he was never rude. he smiled and said No! No!
Depois da feira minha amiga arruma as sacolas para levar as frutas e verduras para casa, de vespa. Não, não compramos nenhum animal. No Vietnam, sou vegetariana!
Here my friend is organizing the bags to take all the fruits and veggies home, in her motorbike. No, we did not buy any meat. In Vietnam, I prefer to be vegetarian!
sexta-feira, julho 6
Vietnam - primeiras impressões / Vietnam - first impressions
Depois de três
dias sem dormir e uma viagem bem longa ( uma chinesa veio chutando a minha
poltrona o voo todo e gritando: ponha sua cadeira para frente! Ponha sua
cadeira para frente!), finalmente cheguei ao Vietnam.
Como boa
marinheira de primeira viagem, “comprei” o auxílio aeroporto. Com esse serviço,
alguém iria me receber no avião e desenrolaria toda a burocracia de imigração
no Vietnam. Achei um bom negócio.
Assim que
desembarquei, vi um carinha com uma papeleta com o meu nome. Ele me pediu os
dinheiro da estampa do visto, os documentos que eu já havia preenchido e impresso,
e se dirigiu a um guichê imenso e completamente vazio, que dizia: estampa de
vistos!
Ele colocou
o visto no meu passaporte e me encaminhou para a fila de imigraçãom, que virava
quarteirões. O tal atendimento VIP, nada mais era que uma grande enrolação.
Fiquei meio mal humorada, esperei na fila junto com todo mundo e saí do
aeroporto, rumo a casa da minha amiga.
Minhas
malas chegaram sãs e salvas. Fiquei bem feliz!
Sabia que a
primeira coisa que eu tinha que fazer era tirar dinheiro. Sabia também que a
moeda local se chama DONG. Quando fui ao caixa eletrônico, tive que tomar a
minha primeira decisão difícil. Quantos dongs eu tiraria? Achei que uns 500
dolares seriam suficientes, mas a máquina decidiu por mim. O máximo que eu
poderia tirar eram 1.000.000 de dongs – US$ 50 .
Esquisitissimo
pedir um milhao de dinheiros no caixa eletronico. Mas lá fui eu, me sentindo a
própria milionária.
Fui á area
de desembarque doméstico, já que eu sabia que era mais barato pegar um taxi
ali. O dia estava muito quente e chovia prá dedéu. Quem me visse ali,
arrastando as malas, com um sorriso enorme no rosto, jamais imaginaria que eu
não vejo chuva há pelo menos 4 anos. Quem vive no Oriente Medio se esquece de
certas coisas.
Peguei um
taxi que não falava inglês, e não conseguia entender prá onde eu queria ir. O
mais engraçado é que embaixo do endereço, eu tinha o telefone de um taxista
Emirati. Mohamed XXX XXXXX. O mais engraçado é que o taxista insistia em
apontar pra esse nome e número e querer me levar prá lá. Juro que eu gostaria
de saber onde eu teria ido parar se aceitasse o plano dele.
No caminho,
vi plantações de arroz alagadas, vi vespas carregando cargas imensas e
continuei sorrindo, vendo a chuva bater na minha janela.
Quando
finalmente cheguei á casa da Fabi, fui recebida como realeza. Uma massagista me
esperava para “tirar o avião das minhas costas”. Depois da massagem, fomos jantar fora, num
bairro de expatriados. A vida no Vietnam é bem boa...
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After three days with no sleep and a very long trip (a Chinese lady kicked my seat all the way from Dubai to China , screaming : move your seat! move your seat!), I finally got to Vietnam.The company who organised my visa, also offered a service to "fast track"my entry into the country.Of course I bought it. Who would risk getting stuck in immigration in a foreign comunist country? The offer was clear: someone was going to meet me as soon as I got off the plane and would "fast track" my entry through a sea of bureaucracy and red tape.
Once I landed, I saw they were not joking. There was a man with my name on a board, waiting for me. He asked me for the documents ( I had to print some entry and departure declarations) the money for the passport stamp, and he went to a completely empty booth where signs clearly said: passport stamp. there was no queue, no hassles, nothing. He got the stamp, turned around and left.
The immigration queue was huge, and that burden I had to face all by myself. Charming... I was kind of upset, the VIP service I was promised turned to be nothing.
My bags arrived safe and sound. That made me pretty happy.
I knew the first thing I had to do was get some local money. I also knew the local currency is called DONG. At the ATM I had to decide how muh money would be enough. How many dongs would I need? I thought $ 500 would be enough, but the machine decided for me. The most I could get was 1,000,000 dongs - $ 50.It was very strange to request one million in cash. But there I was, feeling like a millionarie.I went to the domestic terminal, I already knew it would be cheaper if I did that, as most international turists just go out and get a taxi at the international arrivals, and they charge much more for it.
I knew the first thing I had to do was get some local money. I also knew the local currency is called DONG. At the ATM I had to decide how muh money would be enough. How many dongs would I need? I thought $ 500 would be enough, but the machine decided for me. The most I could get was 1,000,000 dongs - $ 50.It was very strange to request one million in cash. But there I was, feeling like a millionarie.I went to the domestic terminal, I already knew it would be cheaper if I did that, as most international turists just go out and get a taxi at the international arrivals, and they charge much more for it.
It was very hot and it rained. Anyone who saw me, thought I was crazy, there I was, dragging suitcases, with a huge smile on my face. It is hard to imagine who hasn't seen rain in four years.
My taxi driver spoke no English and had no idea where i wanted to go. The funny thing is that under the address, I had the phone number for an Emirati taxi driver. Mohamed XXX XXXXX. The taxi driver insisted on pointing at the name and number asking if I wanted to go there. I wonder where I would have ended up if I had said yes.On the way, I saw flooded rice fields, motorbikes carrying huge loads and I kept smiling, watching the rain hit my window.When I finally got to my friend's house, I was received like royalty. A masseuse was waiting for me to "take the plane from my back." After the massage, we went out for dinner in an expat neighborhood. Life in Vietnam is very good ...
quinta-feira, julho 5
Vida cão / Tough life
No
aeroporto de Dubai, encontrei muitos homens vindo do Afeganistão. Vários deles
trabalham para companias diferentes e tem contratos diferentes. Três homens de
Kosovo estavam a caminho de casa depois de 4 meses em campo.
Tive vontade de chama-lo de várias coisas, mas achei que ele não entenderia. Na cebeça doentia dele, ele vai em busca de uma noiva - a noiva vai ficar feliz em ter melhores oportunidades na vida, e os dois vão sair ganhando.
Eles
estavam doidos para ver as familias e reencontrar os filhos. Eles trabalham no
Afeganistão para poder oferecer uma vida digna ás familias, para poder oferecer
uma educaçao de qualidade aos filhos e para fugir da crise que assola o mundo
no momento.
Todos eles falaram dos filhos, me mostraram fotos, se emocionaram a me contar detalhes da vida das crianças. falavam com orgulho das conquistas e vitórias dos familiares na terra natal. eles em contaram que acordavam todos os dias as 3:30 da manha para falar um pouquinho com as suas familias, pela internet, antes de ir para o campo.
Fiquei
tocada com as histórias deles. Tive pena, e também fiquei comovida com o
sacrifício que esses homens fazem em nome das pessoas que eles amam. Só assim eles podem oferecer uma qualidade de vida satisfatória ás pessoas que eles amam. Lindo isso.
No campo
onde eles trabalham, são 15000 pessoas, que moram em tendas, comem comida de
batalhão, nao tem nenhum contato com a civilização ou com uma rotina normal por
4 meses. Eles me disseram que os quatro meses do Afeganistão são os mais longos que eles já viveram.O mesmo tempo em casa, simplesmente voa. Mas ao fim das férias, eles vão voltar ao campo. Vão voltar ás tendas e á comida ruim. Vão voltar a arriscar as proprias vidas. Por amor ás suas familias.
Encontrei
também um americano que viajava sozinho. Ele também estava voltando do Afeganistão. O
contrato dele é bem diferente. Ele tem 10 dias de férias a cada 4 meses. Como
ele não tem família, ele simplesmente trabalha, trabalha e trabalha. Hoje ele
está a caminho das Filipinas, vai “procurar” uma esposa.
Ele me
contou com tristeza nos olhos que ele não acredita em divórcio, que ele ainda
não superou a separação da primeira mulher. Ele falava sobre a dor do abandono
e a tristeza de não ter sido capaz de manter o seu casamento.
Quando
perguntei detalhes, ele me disse que ficou casado 5 anos, há 15 está separado.
Hoje ele tem 55 anos e não tem filhos. Ele me pareceu um cara decente, tive
pena.Quando fiz
mais perguntas sobre a possivel noiva Filipina, quase infartei. A menina tem 19
anos. A pena evaporou.
Como a
minha lingua é maior que a boca, eu já fui avisando que ele vai ser abandonado
de novo. Que a menina tem idade para ser NETA dele. E que ele não venha me
dizer que é amor, por que eles não se conhecem. Ele está entrando num acordo
comercial – e raros acordos comerciais são para a vida toda.Tive vontade de chama-lo de várias coisas, mas achei que ele não entenderia. Na cebeça doentia dele, ele vai em busca de uma noiva - a noiva vai ficar feliz em ter melhores oportunidades na vida, e os dois vão sair ganhando.
Pobre
menina que vai se submeter a isso para sair sabe-se lá de que situação
de vida. Tive pena dela. E raiva dele.
**************************************
At Dubai airport, I met many men coming back from Afghanistan. They work for different companies and have different contracts. Three men from Kosovo were on their way home after four months in the field.They were dying to be reunited with their families and children. They work in Afghanistan to provide a decent life for their families, to provide a quality education to their children and to avoid the world's financial crisis.I was touched by their stories. I was sorry for them, and I was also moved by the sacrifice these men endure for their loved ones. They told me they wake up every morning at 3:30 am, so they can quickly talk to their families on the internet.In the same camp where they work, are other 15,000 men living in tents for 4 months. They told me these months in Afghanistan are the longest they experienced. When they spend the same time at home, time simply flies.
I also met an American man, traveling alone. He was also returning from Afghanistan. His contract is very different, though. He has 10 days off every four months. As he has no family, he just works, works and works some more. Today he is on his way to the Philippines, to "find" a wife.He told me with sadness in his eyes, that he does not believe in divorce, he still has not overcome the separation from his first wife. He talked about the pain of abandonment and sadness of not being able to keep the marriage.When I asked for details, he told me he was married for five years, 15 years ago. Today he is 55 years old and has no children. He seemed like a decent guy, I was sorry for him. Some marriages simply don't work, it is no one's fault.
When I asked further questions about his Philipino bride, I almost had a heart attack. The girl is 19 years old. I was no longer sorry for him, I felt like punching him in the stomach.As I find it difficult to shut up, I told him he will be abandoned again, and he deserves to be. That girl is young enough to be his granddaughter. And don't try to bullshit me, he does not even know the girl, he can not be in love. This is a comercial agreement, and very few comercial agreements last a life time.
I also met an American man, traveling alone. He was also returning from Afghanistan. His contract is very different, though. He has 10 days off every four months. As he has no family, he just works, works and works some more. Today he is on his way to the Philippines, to "find" a wife.He told me with sadness in his eyes, that he does not believe in divorce, he still has not overcome the separation from his first wife. He talked about the pain of abandonment and sadness of not being able to keep the marriage.When I asked for details, he told me he was married for five years, 15 years ago. Today he is 55 years old and has no children. He seemed like a decent guy, I was sorry for him. Some marriages simply don't work, it is no one's fault.
When I asked further questions about his Philipino bride, I almost had a heart attack. The girl is 19 years old. I was no longer sorry for him, I felt like punching him in the stomach.As I find it difficult to shut up, I told him he will be abandoned again, and he deserves to be. That girl is young enough to be his granddaughter. And don't try to bullshit me, he does not even know the girl, he can not be in love. This is a comercial agreement, and very few comercial agreements last a life time.
I felt very sorry for this girl, who will have to face such disgraceful relationship, just to scape a life she can not stand.
quarta-feira, julho 4
Um dia em Dubai - A day in Dubai
Antes de mais nada, gostaria de dizer que o Vietnam é um país comunista, e que a internet aqui é controlada. Consegui, atraves de uma gambiarra, entrar no meu blog, mas não consigo acessar nenhum outro. Claro que vou continuar tentando, mas me perdoem pela ausencia - eu não tenho acesso a blogs aqui.
Depois da minha reunião de trabalho, fui ao Emirates mall. O “bicho” é enorme. Fiquei até zonza com a grandeza do lugar e tive saudade do City Centre de Bahrain, o nosso shopping, que tem tudo e é de um tamanho completamente administrável.
Quarentona e com um mochilão nas costas, eu era a obvia excessão do lugar.
Cheguei as 11:30, almocei num Libanes ( nao sei quando vou poder comer comida árabe outra vez), e aproveitei para brincar na internet. Dei uma olhada no blog, falei com o Fabio pelo Skype, tentei ligar para as minhas amigas de Dubai e nao consegui.
Eu tinha tempo suficiente para subir no maior predio do mundo, fazer um passeio de barco pela baía, explorar um pouco de Dubai, que está completamente diferente desde que eu morei aqui, há 8 anos atrás, mas decidi não fazer nada disso. Não tive vontade.
Ao invés disso, entrei num café e fiquei lá até as 4 da tarde, esperando a Jamile vir me ver. Recomendo o Tribes no Emirates Mall para qualquer pessoa que queira atendimento de primeira, uma vista gostosa e um chocolate quente delicioso! Fiquei mais de 4 horas sentadinha ali, todos os funcionários sorrindo prá mim e nao consumi quase nada. Atendimento ao cliente nota mil! Se eles tiverem muitos outros clientes como eu, vão falir em breve.
Conversei um pouquinho com a minha amiga querida, lamentei não ter podido ver as outras meninas que moram em Dubai. A saudade ás vezes aperta no peito da gente, né? Mas o tempo voa e já era hora de nos despedirmos.
Do shopping, fui para a casa de uma outra amiga do coraçao, a Diana. Quandoe la me viu, correu pegar toalha, e roupao. Não tive voto. Foi banho e cama. Eu já estava acordada ha 35 horas, meus olhos estavam fechando sozinhos. Passamos pouco tempo conversando, mas foi muito bom reve-la e matar um pouco a saudade.
Isso tudo só faz sentido para mim. Para vocês, não passa de um relato bobo – fui ao shopping, sentei por horas num café. Vi uma amiga. Vi outra amiga. Tomei banho, dormi, acordei e comi presunto de parma com melão. Um post que poderia ter tido 2 linhas e nenhum significado.
Mas para mim, fica a mágica de reencontrar pessoas que passam pelas nossas vidas. Fica a graça e a delicia de ter amigos de verdade espalhados pelo mundo. Fica a certeza de que as minhas andanças valeram a pena. Que eu vi, vivi e conheci mais por ter escolhido essa vida errante.
Proxima parada?
Vietnam!
*********************************
After my business meeting, I went to the Emirates Mall. The place is huge. I was dazed by the greatness of it and missed Bahrain City Centre, our shopping, which has everything we need but has a completely manageable size.
40 years old and with a backpack on my back, I was the obvious exception in the place. Everyone seemed rich and fabulous.
I arrived at 11:30, ate lunch in a Libanese restaurant ( I do not know when I'll be able to eat Arab food again), and decided to play on the internet. I glanced at the blog, I spoke with Fabio on Skype, I tried to call my friends in Dubai and could not.
I had enough time to climb the highest building in the world, go on anbay excursion, explore a bit of Dubai, which is completely different since I've lived here 8 years ago, but decided not to do anything.
I had no desire to do any of it. Instead, I walked into a cafe and stayed there until 4pm , hoping to meet my friend Jamile.
I recommend the "Tribes" at the Emirates Mall for anyone who wants first class customer service, a nice view and delicious hot chocolate! I was sitting there for more than four hours , all employees smiling at me even though I conumed almost nothing
Jamile arrived, we chatted a bit and I regret not being able to see my other friends who live in Dubai.
Unfortunately time flies and I had to leave the mall to meet another great friend, who I did not see in ages.
As soon as I got to her house and she saw me, she ran to get towels and a bathrobe. I had no vote. She made me take a shower and go to bed, even if it would be only for a couple of hours.
We had very lil time to chat, but I confess it was great to see her, even if only for a few moments.
Depois da minha reunião de trabalho, fui ao Emirates mall. O “bicho” é enorme. Fiquei até zonza com a grandeza do lugar e tive saudade do City Centre de Bahrain, o nosso shopping, que tem tudo e é de um tamanho completamente administrável.
Quarentona e com um mochilão nas costas, eu era a obvia excessão do lugar.
Cheguei as 11:30, almocei num Libanes ( nao sei quando vou poder comer comida árabe outra vez), e aproveitei para brincar na internet. Dei uma olhada no blog, falei com o Fabio pelo Skype, tentei ligar para as minhas amigas de Dubai e nao consegui.
Eu tinha tempo suficiente para subir no maior predio do mundo, fazer um passeio de barco pela baía, explorar um pouco de Dubai, que está completamente diferente desde que eu morei aqui, há 8 anos atrás, mas decidi não fazer nada disso. Não tive vontade.
Ao invés disso, entrei num café e fiquei lá até as 4 da tarde, esperando a Jamile vir me ver. Recomendo o Tribes no Emirates Mall para qualquer pessoa que queira atendimento de primeira, uma vista gostosa e um chocolate quente delicioso! Fiquei mais de 4 horas sentadinha ali, todos os funcionários sorrindo prá mim e nao consumi quase nada. Atendimento ao cliente nota mil! Se eles tiverem muitos outros clientes como eu, vão falir em breve.
Conversei um pouquinho com a minha amiga querida, lamentei não ter podido ver as outras meninas que moram em Dubai. A saudade ás vezes aperta no peito da gente, né? Mas o tempo voa e já era hora de nos despedirmos.
Do shopping, fui para a casa de uma outra amiga do coraçao, a Diana. Quandoe la me viu, correu pegar toalha, e roupao. Não tive voto. Foi banho e cama. Eu já estava acordada ha 35 horas, meus olhos estavam fechando sozinhos. Passamos pouco tempo conversando, mas foi muito bom reve-la e matar um pouco a saudade.
Isso tudo só faz sentido para mim. Para vocês, não passa de um relato bobo – fui ao shopping, sentei por horas num café. Vi uma amiga. Vi outra amiga. Tomei banho, dormi, acordei e comi presunto de parma com melão. Um post que poderia ter tido 2 linhas e nenhum significado.
Mas para mim, fica a mágica de reencontrar pessoas que passam pelas nossas vidas. Fica a graça e a delicia de ter amigos de verdade espalhados pelo mundo. Fica a certeza de que as minhas andanças valeram a pena. Que eu vi, vivi e conheci mais por ter escolhido essa vida errante.
Proxima parada?
Vietnam!
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After my business meeting, I went to the Emirates Mall. The place is huge. I was dazed by the greatness of it and missed Bahrain City Centre, our shopping, which has everything we need but has a completely manageable size.
40 years old and with a backpack on my back, I was the obvious exception in the place. Everyone seemed rich and fabulous.
I arrived at 11:30, ate lunch in a Libanese restaurant ( I do not know when I'll be able to eat Arab food again), and decided to play on the internet. I glanced at the blog, I spoke with Fabio on Skype, I tried to call my friends in Dubai and could not.
I had enough time to climb the highest building in the world, go on anbay excursion, explore a bit of Dubai, which is completely different since I've lived here 8 years ago, but decided not to do anything.
I had no desire to do any of it. Instead, I walked into a cafe and stayed there until 4pm , hoping to meet my friend Jamile.
I recommend the "Tribes" at the Emirates Mall for anyone who wants first class customer service, a nice view and delicious hot chocolate! I was sitting there for more than four hours , all employees smiling at me even though I conumed almost nothing
Jamile arrived, we chatted a bit and I regret not being able to see my other friends who live in Dubai.
Unfortunately time flies and I had to leave the mall to meet another great friend, who I did not see in ages.
As soon as I got to her house and she saw me, she ran to get towels and a bathrobe. I had no vote. She made me take a shower and go to bed, even if it would be only for a couple of hours.
We had very lil time to chat, but I confess it was great to see her, even if only for a few moments.
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