quinta-feira, abril 19

Cora, nos estamos com voce!

Essa foto eu peguei no site mochileiros.com - e esse caminho ja levou milhoes de pessoas a Machu Pichu. A jornada e ardua, o caminho e dificil e eu tenho certeza que muita gente pensa em desistir. Mas so conhece o sabor da conquista aqueles que perseveram e tem coragem de continuar caminhando mesmo quando estao exaustos, ne Cora?

This pic I took from mochileiros.com - and this is one of the ways to Machu Pichu. Millions of people have done this walk, I am sure all of them found it difficult, some could not finish it, many others simply gave up.
Only the ones who perseveared, got to experience the achievement of "getting there".

CORA

Eu fui privilegiada de ter conhecido nessa blogsfera uma pessoa maravilhosa e inspiradora com quem troquei muitas mensagens de blog pra blog.
De repente essa menina que ilumina o proprio caminho e de lambuja ainda joga uma luz no caminho alheio, descobriu ter uma doenca horrivel.
Lepra.
Isso mesmo, aos 30 anos, uma mulher que ate entao era saudavel, foi diagnosticada com essa doenca que ha seculos aterroriza o mundo.
Eu nunca conheci alguem com lepra - provavelmente voce tambem nao. Eu sei que a Cora ( a menina de que eu estou falando) tambem nao conhecia ninguem.
E num pais estranho - sim, como muitas de nos, ela tambem e uma brasileira morando no exterior - Cora se viu as voltas com essa maldita doenca que nem os medicos sabem como tratar.
Ela tinha varias opcoes. Se esconder embaixo da cama, entregar os pontos, sentir pena de si mesma, negar a propria sorte ou fazer o que ela fez - brigar com unhas e dentes para continuar a viver a sua vida normalmente, enquanto trava uma batalha ferrada contra a Hanseniase ( nome mais bonitinho que resolveram dar a Lepra ultimamente).
Nao se descabelem, apesar de rara e muito seria, a hanseniase tem cura. E nao e altamente transmissivel como sempre nos fizeram acreditar.
Cora esta passando por um processo de transformacao. Ela esta crescendo, amadurecendo e se reinventando. A Cora de hoje ja nao e a Cora de ontem e com certeza, no fim desse trajeto, vamos ter uma outra pessoa. Uma mulher que viveu uma experiencia unica, que lutou contra um dragao e o venceu. Cora, ao fim dessa jornada vai ter o brilho da vitoria nos olhos, e a certeza de que ela e mais forte que tudo isso, que a dor foi quase insuportavel, mas que ela nao se curvou, ela nao cedeu!

Recentemente ela resolveu dividir comigo - e com voce, a sua historia, as suas emocoes e relatar, num diario comovente e brutalmente verdadeiro o dia a dia da sua briga contra a lepra.
Hoje Cora tem um blog. Amanha, no fim desse pesadelo, eu tenho certeza que ela tera em maos um best seller. E eu faco questao de estar na sua noite de autografos, de abraca-la e dividir com ela o gosto da vitoria.

Enquanto isso nao acontece, eu a acompanho dia a dia, torcendo e desejando que ela fique boa logo. Que ela possa a voltar a usar camisetas de manga curta, que as manchas e as dores desaparecam definitivamente da sua vida e que ela continue encontrando forcas para continuar essa caminhada, por que o mundo definitivamente e um lugar melhor por que ela existe.

O que voce ainda esta fazendo aqui? Vai ja la pro blog dela conferir o que eu estou dizendo!

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I was lucky enough to get to know Cora, an amazing person, through the blog world. Initially we exchanged messages, we communicated from blog to blog, we followed each other's adventures via our blog spaces. Somehow I felt close to her, we connected.
Suddenly this girl who is full of life and energy, who always have  a friendly word to give to other people, found out she had a terrible disease.

Leprosy.That's right, she is only 30 years old, she has never been sick before, and out of the blue she was diagnosed with this horrible disease that terrorized the world for centuries.I've never met someone with leprosy before - you probably haven't either. I know Cora did not.And in a forener country - like so many of us, she is also a Brazilian living abroad - Cora saw Herself having to batle this terrible disease, while not even the doctors knew what to do to help her.
She had several options. She could hide under the bed, she could give in, she could decide to feel sorry for herself, or deny her own luck. The other alternative was to do what she did - fight as hard as she could  to continue living her life normally, while enduring a battle against Leprosy.
Don't panic, although rare and very serious, leprosy is curable. And not highly contagious as many of us was made believe.Cora is going through a process of transformation. She is growing, maturing and reinventing herself.
The only thing we can all do is hold her hand and be alongside her, holding her hand when she needs it.
Her blog is in Portuguese, but I totally recommend you read it. She will take you on an amazing jorney through courage, faith and love.

quarta-feira, abril 18

La vem o pato, pataqui, patacola... Ducks, ducks galore!


Minha mae conta no blog dela, sobre uma patinha que ela teve quando crianca e que ela batizou em homenagem A SI MESMA!
Muitos anos depois, quando eu era uma menininha ( tinha uns 9 ou 10 anos), eu tambem arrumei dois patinhos. nao me lembro de onde eles sairam, mas me lembro dos meus pais nao me deixarem ficar com ele em casa no apartamento.
Fui obrigada convencida a deixa-los morar no sitio onde ficava a empresa que meu pai trabalhava. A caseira do sitio, ia cuidar dos patinhos que continuariam sendo meus, obviamente!
E obviamente, um dia eu cheguei la e meus patos tinham "fugido". Com certeza fugido para a panela dela.
Fiquei arrasada!
Muitos outros se passaram, eu tive a Anita, a Lia e nos nos mudamos para a Australia. Mais uma vez eu nao sei de onde apareceram dois patinhos, mas sei que nos adotamos o Diego e a Isabella.
Patos sao inadestraveis. E decididamente nao sao bichinhos pra criar dentro de casa muito menos dentro da caixa onde nos os instalamos. E eles faziam coco pela casa inteira. E faziam um barulho dos infernos danado.
Ate que eu decidi que eles e eu, seriam mais felizes vivendo num lago, livres e em compania de outros patinhos. Encontrei um lago maravilhoso e os soltei la.
Espero do fundo do coracao que eles tenhams e integrado a comunidade patal e que nao tenham sido "bullied" pelos moradores do lago.
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My mother has a blog ( sorry, it is only in Portuguese) and today she was telling a story about a duckling she had and decided to name in honor of HERSELF.
Many years later, when I was a little girl (I was about 9 or 10 years old), I also managed to get two ducklings. I can not remember where they came from, how did I get them, but I remember my parents not letting me keeping them at home in the apartment.I was forced persuaded to let them live in the farm where my dad's company was.
The farmer's  caretaker, would also care for my ducklings - who would still be mine, obviously!And obviously, one day I went to visit them at the farm and was told my ducks had "run away". Surely it run away straight into their oven.I was devastated!Many other years have gone by, I had Anita, Lia and we moved to Australia. Once again, I can't remember how, but we ended up with two ducklings.  Their names were Isabella and Diego.Ducks are impossible to train. And definitely ducks are not pets one should keep at home, and definetely not inside the box where we "hosued" them. They pooped all over the house. They made a hell of a noise. Until I decided it would be better to all involved specially me if they moved to a lake, where they could run free and  be in company of other ducks. I found a beautiful lake and I released them there.
I sincerely hope they found a loving and caring duck community who embraced them and they were not bullied by other ducks.

terça-feira, abril 17

Tia Dora / Teacher Dora

Primeiro ano primario. Eu tinha 6 anos. Estava empolgada sei la com o que, levantei da minha mesinha e dei um rodopio com um caderno na mao. Bracos estendidos. Como se eu fosse voar.
Por pouco nao acerto o olho do meu amiguinho, com a ponta do caderno.
Minha professora,a  Tia Dora, vem enlouquecida pra cima de mim e me da um tapa.
Juro. Um tapa.
Chego em casa e conto pra minha mae. No dia seguinte madrugamos na escola. Minha mae bufando...
Quando ela vai tirar satisfacao com a professora eu estou do lado, ouvindo a "conversa".
Tia Dora aquela vaca, diz:
- Eu nao bati nela. nao dei tapa nenhum nela.
Minha mae comeca a dizer que eu nao minto, a vaca professora olha pra mim e lasca:
- Eu nao te bati, bati, Inaie?
Meu sangue congelou. olhei pra ela e respondi em voz baixa, olhando pro chao:
- nao, nao bateu.

Eu estava morrendo de medo!!
Eu estudava num colegio batista. Essa fulana era pra ser uma educadora. onde foi que deu tudo tao errado?


First year of school. I was 6 years old. I was happy about something I can't even remember, so I stood up and swirled with joy. I had a notebook in my hand and it almost hit a colleague.
My teacher at the time, went bizarck, run towards me and slapped me. Slapped me.
I went home and told my mum. I am not sure I have words to describe how upset my mother was. Next morning, we were both at the school, to talk to the teacher before class started.
- Inaie said you slapped her.
The woman says;
- No, I did not.
Before my mother had the chance to say I did not lie, that cow who called herself an educator, looks at me, and continues:
- I did not slap you, did I?
In a very small voice i replied:
- no. you did not.

I was only 6. I was terrified of her. My blood still boils when i remember it. She was supposed to teach me, to guide me, to inspire me. I Can't believe how wrong it went...

segunda-feira, abril 16

Visita do amigo/ Friend comes for dinner


Um amigo da Anita veio jantar aqui em casa. Ele e filho de uma brasileira, amiga minha. O pai e Saudita. O menino nasceu e foi criado no Oriente Medio e e muculmano.
Estavamos jantando e um de nos perguntou:
- Como e a relacao entre pais e filhos depois que os filhos sao adultos? Quem ajuda quem?
O menino pareceu meio confuso, depois entendeu a pergunta e respondeu com um exemplo da propria familia:
- Minha avo ja esta velhinha e ela nao esta muito bem. Ela mal se locomove. Mas a familia inteira se junta em volta dela. Minha tia cuida para que ela tenha todo o cuidado necessario, e todos os filhos e netos estao sempre na casa dela, a sua volta. Nos todos nos sentamos num sofa enorme, na sala. Ela tem uma poltrona especial, onde ela pode ficar deitada, ficar mais confortavel. Como ela nao esta muito bem, ela dorme muito e nos nos revezamos tomando conta dela, prestando atencao para ver se ela abre os olhos. Quando ela abre os olhos, e como se o sol estivesse nascendo! Ai nos todos aproveitamos e falamos coisas carinhosas para ela, pedimos para ela falar alguma coisa. Tudo gira em torno da minha avo. Depois de adultos, os filhos cuidam dos pais. Sempre.
Ai e a vez da Anita explicar como a coisa funciona na nossa propria familia:
- Minha avo e mais nova e ela e mais ativa que a sua avo, entao a gente viaja bastante com ela. Uma vez nos a perdemos na Disney. Todo mundo foi pro carro e ela entrou numa loja para comprar uns bichinhos que ela coleciona. Nenhum de nos viu, e ela ficou uma arara. Ligou pro celular do meu Tio e brigou muito com a gente. Ela ficou muito brava por a termos deixado pra tras. Nos todos rimos muito.
Numa outra vez, nos todos entramos no trem em Londres, mas ela nao conseguiu acompanhar o nosso passo, entao ela ficou pra tras e a porta fechou antes dela conseguir entrar no trem. Nos rimos muito e o meu pai ficou muito bravo com a gente. Ele nao achou a menor graca da mae dele ter ficado fora do trem. Mas nos achamos.
Quando nos a perdemos na capela sistina, la no Vaticano, nao foi tao engracado, por que o lugar e muito maior, ela estava sem telefone e nos tivemos medo de nao conseguir encontra-la mais. Dessa vez ela estava com o meu avo - nos perdemos os dois de uma vez so. Depois de mais de uma hora procurando os dois, nos finalmente ( e por sorte) os encontramos. Ai sim, rimos muito, por que eles ja estavam "achados".

Eu olhava para a Anita, que contava a historia com o maior orgulho do mundo e para o menino, que parecia aterrorizado pela historia.
Como e que nos vamos conseguir explicar para ele que "perder a avo e rir disso" e uma demonstracao de amor tao grande quando ficar sentado na sala, esperando a avo abrir os olhos, para falar com ela?
Ele deve estar achando que nos somos todos uns sacaneadores de avo!

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This week Anita invited a friend to come for dinner at our place.He is half Saudi half Brazilian. He was born and raised in the Middle East and he is Muslim.We were all having dinner and one of us asked:- How is relationship between parents and children here, after the kids grow up? Who helps whom?The boy looked a little confused, then understood the question and ilustrated his answer with an example from his own family:- My grandmother is already old and she is not very well. She barely moves now a days. Our whole family comes together around her. My aunt makes sure she has all the necessary care, and all her children and grandchildren are always at her house, keeping her company. We all sit in a huge sofa in the living room. She has a special seat, where she can lie down, be more comfortable. As she is not very well, she sleeps a lot and we take turns taking care of her, watching to see if she opens her eyes. When she opens her eyes, we all say loving, caring things for her and we ask her to say something. Everything revolves around my grandmother. So the answer your question, I have to say grown up kids take care of their parents. Always.
Anita got all excited and decided to explain how loving and caring we are in our own family:- My grandmother is younger and more active than yours, so we travel a lot with her. Once we lost her at Disneyworld. Everyone was already in the car and we noticed she was missing. She went to a shop to buy some little souvenirs she collects and lost track of us. We did not notice it, we didn't know where she was, and she got mad at us. She called my uncle's mobile and yelled at him. She called us names and was very angry with us for a while.We thought it was hilarious and laughed a lot.Another time, we all got on a  train in London, but we were to fast and she could not follow our pace, so she stayed behind and the door closed before she could get on the train. We laughed a lot  when we saw her outside the train - and it was already moving. My dad was mad at us for laughing. He did not find it funny at all. We did. It was hard to contain our laughter.

When we lost her the Sistine Chapel, at the Vatican, it was not so funny, because the place is much larger, she had no mobile phone with her  and we were worried it would be impossible to find her. This time she was with my grandfather - we lost both of them at once. After over an hour looking for them, we finally (and luckily) found them. Oh yes, then we laughed a lot, but it did not matter, because they were already with us by then.I looked at Anita, she was so proud of losing her grandma every country we travelled together, then I look at the boy, who seemed quite concerned about this poor neglected grandma.How will we be able to explain to him that "losing grandma and laughing about it" is a demonstration of love, similar to his family gathering around his sick grandma to comfort and care for her?He must think we are "grandparent's abusers.

domingo, abril 15



Me lembro de quando a minha mae estava tentando me alfabetizar. Era um inferno na Terra - por que ela sempre achou que eu fosse um genio  tadinha, nao tinha a menor nocao...
E ela ficava martelando as composicoes silabicas na minha orelha
B + A = BA
B + E = BE
E eu odiava aquilo.
Um dia, nos estavamos passando de carro na frente da Loja do Bau da felicidade e eu falar : B A U!
E ela: Isso mesmo! Isso mesmo! Voce aprendeu.
Ai me deu o maior remorso e eu confessei:
- Nao mae, eu decorei essa palavra.
- Mas e assim mesmo, Inaie.
Fiquei arrasada e inconformada de ter que decorar TODAS as palavras do mundo. Isso me pareceu uma tarefa interminavel...


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I remember when my mother was trying to teach me how to read. She would repeat ad eternum the letter combinations, expecting me to rememmber.
B + A = BA
B + E = BE
I hated it. Big time.
One day I we were driving in front of a shop and I read it's name : BAU!
She was so happy for my achievement, I felt guilty and confessed:
- Mum, i did not read it, I just recognised that word.
- But that's reading, Inaie.
I thought that was the most unfair task in the whole world. How could I memorise all words in the world? I was devastated...


sábado, abril 14


A minha familia enlouqueceu de vez! Depois da Anita ter aberto o blog dela, a minha mae resolveu aderir a blogsfera.
Isso mesmo! Como se nao bastasse ela ter ido a faculdade comigo, agora ela se matriculou na pagina ao lado, bem aqui no Blogspot.
Como eu sou moderna, descolada e tenho o santo forte, ta aqui o endereco dela, caso voces queiram visita-la.

bjim pra voces!

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My family went crazy! After Anita's blog, now my mum decided to join the blogspace. Thank God her blog is only in Portuguese - so my English apeaking friends will not be able to fall for her tales. Phew!

sexta-feira, abril 13

Doncovim III - A moto/ Therapy - my bike


Na ultima sessao, no ultimo post, estavamos no meu segundo ano de faculdade. Eu tinha 18 anos e fui trabalhar por que meu pai nao quis me dar uma moto de presente. Passei a faculdade para a noite e fui trabalhar numa distribuidora da 3 M.
Poucos meses depois, a melhor vendedora da empresa saiu, a minha distribuidora me deu o trabalho de segurar os clientes dela. Fui a luta, liguei para todo mundo, me apresentei, joguei com todas as armas que eu tinha.
Menos de uma semana depois recebi uma proposta da empresa para onde ela tinha ido. A Sao Judas tadeu era na epoca, a maior distribuidora de lixas da 3 M. So tinha um probleminha - o escritorio era em Piracicaba.
Maluca, descompensada com sou, aceitei o trabalho e durante alguns meses eu acordava super cedo, ia de Campinas a Piracicaba ( de onibus), voltava e ia direto para a faculdade. Chegava em casa super tarde.
Quando eu mudei para o periodo noturno, minha mae prestou vestibular e comecou a fazer turismo na PUCC - no mesmo campus, no mesmo predio onde eu cursava a minha faculdade.
Agora me responde, ela pegava pesado ou nao pegava?
Foram tres anos com a mamae na faculdade - bem na sala ao lado.
Quando eu consegui juntar o dinheiro para comprar a minha moto, meu pai veio falar comigo:
- Voce diz que vai comprar mesmo a moto.
- Vou.
- Ja juntou dinheiro suficiente?
- Ja.
- Deixa eu ver a sua conta bancaria.
Mostro o extrato.
- Deixa que eu pago a moto. Eu nao queria que voce tivesse uma, mas como nao tem jeito, deixa que eu pago...
E la fui eu tirar carta de motorista. O acordo era simples. Ele ia me dar a moto, mas eu tinha que tirar a carteira de motorista e usar capacete.
Compramos a moto numa cidade vizinha, ela chegou ao meu apartamento de caminhao. Foi entregue na porta de casa. Linda! Uma CG 125 verdinha. O nome dela era Emilia - como a Emilia do Sitio do Pica Pau Amarelo.
Liguei pro meu pai pra avisar que a moto havia chegado.
- Nao saia de casa.
- Ok.
Desligamos
Liguei de volta. A secretaria dele atendeu
- Oi. Avisa o meu pai que eu mudei de ideia, que eu vou sair com a moto sim.
- fala com ele, inaie, ele esta aqui.
- nao precisa nao. So da o recado.
Sai para comprar o capacete ( nao, eu nao tinha capacete). E as aulas da auto escola eram tao ruins que eu sabia fazer 8 em volta dos cones, mas nao sabia mudar marcha e nao sabia parar a moto. nao deu outra, atropelei um carro num cruzamento movimentado.
Assim que me socorreram pedi para usar o telefone
- Alo, mae?
- Perai. fala com o seu pai.
Sim, assim que o meu pai recebeu o recado ele pegou o carro e foi pra casa. Ele trabalhava em Sao Paulo, nos moravamos em Campinas. Quando eu liguei ele estava entrando em casa.
- Pai?
- Quebrou o chifre, Inaie?
- Quebrei.
- E agora?
- To indo pro Vera Cruz ( hospital), a ambulancia ja esta vindo. Alguem tem que ir me buscar.
A moto deu perda total. Meu pai ficou tres dias sem falar comigo. Minha mae foi me buscar no hospital - eu so quebrei a perna ( e fiquei 5 meses engessada).
Quando eu ainda estava com a tala na perna e nao podia me locomover, meu pai evitava entrar no meu quarto. Passou dias sem ir me ver, eu so o via passando na porta do meu quarto. Chamava e ele nao respondia. No terceiro dia eu chamei e ele veio.
- Pai?
- Fala
- Pai, nao vende a minha moto?
- Quer se matar se mata - eu nao tenho mais nada a ver com isso...
E saiu de novo do quarto. A moto estava no seguro, a seguradora pagou e eu voltei a ser motoqueira...ou deveria dizer que ai eu aprendi a ser motoqueira!


In the last session, in the last post, I was  my second year at university. I was 18, transfered my course to night shift, got myself a job because my dad did not want to give me a bike.
My first job was in sales for a 3M distributor.
A few months later, the company's best sales person left the business, my boss gave me her clients and the task to keep them.
I fought hard, I called everyone, I did my best and Iused all weapons I knew.Less than a week later I received a job offer from the company where she had gone. Sao Judas ( that was the company name)  was the largest distributor of 3 M abrasives. I was headhunted at the age of 19. There was only a little problem - their office was in Piracicaba. I lived in Campinas 75 km awayI took the job and for a few months I woke up super early, went from Campinas to Piracicaba (by bus), came back and went straight to university. I got home super late, just to start it all over again the next morning.When I started my evening course, also decided to enrol and have an university degree. She chose tourism - on the same campus, in the same building where I was studying jornalism.
Tell me if you think she played an easy game...
For the next three years I had my mother as a colleague at university.When I finally got enough money to buy my bike, my father came to me:- I heard you will buy the bike.- Yep.- You saved up enough money?- Yep.- Let me see your bank account statement.I showed it to him. He looked sad.- I will pay for it. I did not want you to have it, let me pay ...
The deal was simple. He would give me the bike.I had to get my driver's license and wear a helmet.
He bought the bike in a nearby town, it was deliverd to our house by truck. It was gorgeous!
Her name was Emilia.
I called my dad to let him know the bike had arrived.
- Don't leave home.- OkWe hung upI called back. His PA answered.
- Hi! Please tell my father I changed my mind, I'm going out on the bike did.- Talk to him, Inaie, he is here.- I don't need to talk to him. Please just pass on the message, please.
I went out to buy a helmet (no, I had no helmet). And the driving lessons were so bad I could do 8 around the cones, but did not know how to change gear and I could not stop the bike. As it would happen
, I hit a car at a busy intersection.As soon as I got help, I asked to use a phone.- Hello, mom?- Wait. Talk to your dad.
Yes, as soon as  my father got the message he drove home. He worked in Sao Paulo, we lived in Campinas ( 120 km).
When I called home he was already there.- Dad?- Crashed already, Inaie?- Yep.- What now?- I am going to  Vera Cruz (hospital), the ambulance is already on it's way. Someone has to pick me up there.The bike was totaled. My father didn't talk to me for three days. My mom picked me up from hospital the same day - I just broke my leg (and I was 5 months in a cast).When I was still wearing the splint on my leg and could not move, my dad avoided coming into my room. He spent days without going to see me, I just saw him passing in front of my bedroom and going to his.I called and he did not answer. On the third day I called and he came.- Dad?- Hum?- Dad,  please don't sell my bike.- You want to kill yourself kill yourself - I do not want anything to do with it ...He left the room again. The bike was insured, the insurance paid and I went back to biking ... or should i say I learned to be a biker?