Há 4 anos
quinta-feira, abril 12
Sozinha/ Lonely
Acontece que desde que os conflitos comecaram em Bahrain, a grande maioria das minhas amigas picou a mula.
Teve gente que perdeu o emprego, gente que largou o emprego e gente que nao ta nem ai pra emprego e simplesmente se pirulitou. E teve um ou outro que foi embora por razoes pessoais.
Mas a verdade e que de uma forma ou de outra, as minhas amigas de farra, zona e risada, foram embora e eu fiquei.
Hoje foi um dia especialmente triste.
Fui fazer uma super massagem deliciosa/chiquerrima/carissima num hotel daqui. Calma la, a massagem foi presente. Fiquei super feliz, mas enrolei um monte ate marca-la ( mais de 4 meses).
Por que enrolei?
Por que tive que ir sozinha.
A Alice e a Francine, minhas grandes companheiras de massagem, simplesmente nao estao mais aqui.
E as nossas buscas por massagistas melhores/diferentes/exoticas/eficientes acabou.
Eu geralmente vou a uma boa massagista baratinha, uma vez por semana. Mas ir ao Ritz sozinha, sem ninguem pra conversar/rir/brincar/tomar cha foi bem triste. Apesar da massagem ter sido divina!
Eu gosto mesmo e de compania. E compania boa!!
terça-feira, abril 10
Parada na terapia para comentarios maternos / Pause for parental comments
A Anita acabou de abrir o proprio blog e agora a minha mae resolveu escrever esse a quatro maos... Eu mereco.
Ontem ela me pegou no SKYPE para dizer que o meu pai esta muito aborrecido por que eu disse que ela tinha 18 anos e ele tinha 20 quando eu nasci.
MENTIRA!!!! Ela tinha 19 e ele 21.
Desculpem te-los enganado.
Desde a conversa de ontem, recebi tres e mails dela,
Como sou jornalista, acredito no direito de resposta, entao vou publicar os tres e mails. Na integra.
Primeiro e mail:
Vc nunca morou em SP qdo era bem pequenininha...só qdo estava na minha barriga...em
Águas de Lindoia Vc morou uns dias na casa da vó NINHA ,de lá,fomos direto p o sitio da sua avó em SERRA NEGRA,no bairro da serra, e quatro meses depois seu pai foi nos buscar e trouxe nos aqui p Campinas.
Dei o primeiro banho em vc qdo vc tinha 4 meses e assim mesmo morrendo de medo q vc escorregasse e morresse afogada na banheirinha de plástico...no sitio sua avó lhe dava banho na enorme bacia de metal onde o cravinho e o outro cachorrinho totó tomavam sol...e VC também!
VC ficou de castigo e pior,me deixou de castigo,o Caçula nos tinha emprestado a chácara dele por 3 dias e,milagre dos milagres, seu pai aceitou e no dia seguinte pela manhã ele me fêz 'juntar as coisas e voltar p Campinas".
Eu não só ficava brincando com vc como sempre queimava o feijão e qdo ele vinha almoçar...nunca ficou bravo comigo...naquela época ele era bem tolerante...
Suas recordações despertam as minhas também...
Segundo e mail
Ando mesmo sem memória...não me lembro de seu cabelo na bunda...Mas lembro de vc ter ido ao SESC e desgraçado todo seu cabelo num corte moderno....aiaiai quase morri!
Também n me lembro de seu pai não querer lhe dar a moto,mas eu sim! Preferia morrer a lhe dar a tal moto q seu pai me mandou ir comprar em AMPARO!!! Ai meus deuses!
E me lembro também q qdo vc estava trabalhando e me ligava reclamando de 'seu chefe' eu dizia:vem embora que o 'salário' q vc ganha eu lhe dou de mesada! E aí,de pirraça vc ficava...
E me lembro q vc gastou seu salário inteirinho em...lingerie!!!
E 'detonou' o cartão de crédito de sua avó,que
bondosamente lhe deu... ,
MEU DIREITO DE RESPOSTA
Quando cheguei em casa com o meu cabelo cortado assimetrico, voce quase me matou!! No dia seguinte me arrastou para outro cabelereiro e mandou "consertar"o estrago. Eu nunca nem fui consultada se queria manter o corte modernoso ou nao. Gracas a Deus, por que eu tinha ODIADO aquele cabelo, mas ia morrer antes de admitir que estava ridiculo. Por mim, eu ia manter o corte exatamente daquele jeito.
Meu pai nao me deu a moto ate eu ter grana guardada para comprar sozinha - mas isso e assunto pro proximo post!
Gastei muitos salarios inteirinhos em lingerie...
E nao me lembrava que o cartao de credito tinha sido presente da minha avo.Achava que tinha sido fruto do meu primeiro emprego. Me lembro que foi o meu pai quem cobriu o prejuizo e nao me deu nenhuma bronca. Pagou e pediu para eu ter mais cuidado dali pra frente.
Terceiro e mail
Engraçado como nossa memória falha muitas vêzes...O mesmo fato contado por duas ou mais pessoas fica com versões diferentes...
Lembro também que qdo fui pedir a sua documentação no Objetivo p transferência ,fui informada q não iriam mais receber sua matrícula p o ano seguinte e foi aí q eu 'soube' da sua 'expulsão',que oficialmente não aconteceu em Campinas,mas veio a acontecer no OBJETIVO DE Santos...isso sem contar a 'carteirada' que vc deu no seu amiguinho de tras que puxava seu cabelo e a importunava...
Acho q vou escrever um livro....Nossas Memórias...'a duas mãos...vai ficar bem interessante!
MEU COMENTARIO
Sim mae. A sua memoria esta mesmo falha. Voce nunca foi informada da minha expulsao do Objetivo de Campinas, por que ela nunca aconteceu.Quase fui expulsa do Objetivo de santos, mas mais uma vez a expulsao nao teria sido justa. Eles queriam me expulsar por que eu estava fazendo a prova de ingles de um colega que so falava frances - nem uma palavra de ingles. Tive pena. Deveria ter ganho uma medalha, nao uma quase expulsao.
Tambem me lembro que voce foi la, brigou, esperneou e eles me aceitaram de volta, depois de uma semana de suspensao.
E eu nao dei uma "carteirada"no Alex que ficava mandando eu ir me "foder". Eu dei uma CADEIRADA nele. Infelizmente hoje ele e da Policia Federal e eu espero que ele nem se lembre mais do incidente. Se lembrar eu to ferrada...
+++++++++++++++++++++++++++++++++++
Anita has just opened her own blog and now my mother decided to co-write this one ... what have I done to deserve it?
Yesterday she caught me on SKYPE to say my father is very upset because I said she was 18 and he was 20 when I was born.LIES!! ALL LIES!! She was 19 and he was 21 years old.Sorry I deceived you.Since the SKYPE conversation yesterday, I received three emails from her
First email:You never lived in SP when you were a baby ... only when you were in my tummy ...
We were in Aguas de Lindoia for a few days at grandma Ninha's house. From there we went straight to Grandma's Lide farm in Serra Negra. Four months after you were born, your father picked us up and brought us both to Campinas.I gave you your first bath when you were four months and I was still scared to death to let you slip and die by drowning in the plastic baby bath ... At the farm, your grandmother bathed you in a huge metal bowl where you and both dogs used to lie in the sun ( not at the same time - it was either you or the dogs)
Your father grounded you, but worst,grounded me too. Your uncle had finally convinced your dad to spend three days at his farm. After the first night, you got drunk, we drove back home the very next morning.
.I was not always just playing with you. Sometimes I tried to cook beans for your dad's lunch, but I always burnt it. Your dad never got mad at me ... he was very tolerant back then ...Your memories awaken my memories too ...
Second and mail
I am losing my memory ... I do not remember your hair being so long it reached your butt ... But I remember when you went to have a hair cut by yourself and disgraced all your hair in a modern cut .... I almost died!I also don't remember your father not wanting to give you the bike. I remember I did not want to do it! I rather die than give you a bike, but your dad told me to go and buy you one anyway.
I also remember when you were working and called me complaining of your boss or your job, I would say: - Quit! The salary you make I can give you as pocket money...
But you never quit.
I remember you spent your whole damn paycheck ... in lingerie!And spent a fortune on the credit card your grandma kindly gave you...
MY RIGHT TO REPLY
When I got home with my asymmetrical hair cut, you almost killed me! The next day you dragged me to another hairdresser and had her "fix" the damage. I was not even questioned if I wanted to keep the style or not. Thank God, because I had HATED that haircut, but I would die before admitting it was ridiculous. For pride, I would have kept it just like that.
My father did not give me the bike until I had enough money saved to buy it myself. but this is a story for my next post! I spent many of my wages in lingerie ...And I do not remember that credit card being my grandma's gift. I thought I had gotten it with my first job. I also remember my dad paid that bill and never gave me a scolding. He just asked me to be careful with money from then on...
Third and mail
Funny how our memory fails us so many times ... The same thing told by two or more people get different versions ...I also remember when I asked for your school transfer, they told me they would not accept you back the following year, and that's how"I found out about you being expelled.
You are right. It did not happened officially in Campinas, but it did happen the very next year in SAntos, your next school.
... not to mention when you hit a boy with a chair because he was bothering you.
Guess I'll write a book .... Our Memories ... '... if we write it by two hands will get very interesting!
MY COMMENTYes mother.Your memory is falling you. I was never expelled from Campinas, and you never heard it from them, as it never, ever really happened. I almost got kicked out the next year, but again the expulsion would not have been fair. They wanted me out because I was doing the English test for a colleague who spoke only French - not a word of English. I was sorry for him, wanted to help. I should have gotten a medal, not an expulsion threat.
I also remember it was thank to you they reconsidered their decision to expell me. they gave me a week suspension and took me back.
segunda-feira, abril 9
Docovim II - a terapia continua! Teen years - getting it all out!
Ate os meus 17 anos, morei em muitas cidades diferentes.
Sao Paulo ( qdo ainda era um bebe), Campinas, Tremembe, Sao Vicente ( 2 x), Taubate, Campinas ( 3 vezes), Lindoia e Aguas de Lindoia.
Foram 11 mudancas de cidade ( e consequentemente escola) e tantas outras mudancas de casa. Meus pais tinham um espirito aventureiro que deve ter passado para mim.
Nessas indas e vindas, aprendi a ser flexivel, a me adaptar , aprendi a "me virar". Aprendi a me apegar rapidamente e me desapegar com a mesma rapidez. Na adolescencia fiz amigos que trago comigo ate hoje, mas eles nao sao muitos.
Sempre fui de ter uma grande amiga ( em cada cidade onde morei)e passar a maior parte do tempo com ela.
Apesar das mudancas, das descobertas e do aprendizado, eu sempre me senti um peixe fora dágua. Sempre me senti diferente. E sempre ouvi que eu era diferente. Passei anos tentando entender essa "diferenca" mas nunca me dispuz a mudar quem eu sou. Ainda hoje ouco que sou diferente. Ainda hoje nao tenho a menor ideia do que estao falando.
Na maioria das escolas por onde eu passei, as outras criancas riam de mim, faziam chacota, me "zoavam". As vezes eu ficava triste, outras eu nao me importava. Essa "zoacao" rolou ate eu me tornar adolescente, ai eu descobri o meu lugar no mundo, desentortei as costas e liguei o foda-se. Simples assim.
Sempre fui muito popular com os meninos ( o que deve ter me ajudado bastante na decisao de ligar o foda-se). Tive o namorado que quis, quando quis ( ui!), mas as amizades femininas nunca foram em abundancia ( e confesso que nunca me importei com isso - so percebo isso hoje). Eu sempre achava as meninas sem graca, sem sal, tontas. E os meninos muito mais interessantes. Eles sempre estavam fazendo alguma coisa divertida, sempre descobrindo coisas, sempre vivendo mais que as meninas que estavam sempre preocupadas com maquiagem, roupas e ... meninos.
Enquanto isso, eu me metia em grupos masculinos e ia andar a cavalo, ia pro lago "andar"de caiaque, me metia em aventuras mil. Eu saia muito, vivia "na rua", mas nunca fui uma menina da noite. Eu passava o dia inteiro pra la e pra ca, indo ver jogos de volley, basquete, sentada na pracinha jogando conversa fora, falando bobagens e rindo. Me lembro de passar muito tempo na agua - na piscina, na praia. E muito tempo sozinha na frente da TV ( mais TV). Ate hoje isso acontece. De tempos em tempos, me fecho na minha propria concha e fico prostrada na frente da TV o dia todo ( ou na frente do PC, ou com um livro na mao)
Apesar das mudancas constantes, sempre fui bem na escola, apesar de ter tido um pouquinho de problemas de comportamento.
Eu pulava o muro da escola para ir comer pastel na feira, subia na caixa dágua da escola para tomar sol, matava aula dentro da propria escola e nos lugares mais inusitados ( como a sala dos professores ou o banheiro dos professores - so pra ver se eu era pega).
Uma vez a minha melhor amiga foi expulsa da escola por mal comportamento ( ela sempre era pega, eu nunca era - e ela nao me dedurava). Naquele fim de ano, mudamos de cidade e eu digo pra todo mundo que fui expulsa do Objetivo de Campinas naquele ano. Mentira - expulsa foi a minha amiga. A minha "expulsao" e so um ato de solidariedade. Nunca realmente aconteceu. Convenci ate os meus pais de que eu tinha sido expulsa, quando nao tinha sido.
Mae, eu sei que voce le o blog - ta vendo ? Eu fui melhor comportada do que voce pensava! Acho que essa e a primeira vez que ela ouve que eu nao fui expulsa daquele colegio.
Hoje, em restrospectiva, acho que sempre falei muito mais do que eu fiz.
Eu gostava ( gosto??) de alimentar essa imagem de intrepida, irreverente e destemida, mas acho que fui muito mais normal e sem graca do que as pessoas ( e eu mesma) estao dispostas a acreditar.
Uma unica vez tomei um porre. Meu pai me colocou de castigo por 6 meses - mas nunca nem me avisou do castigo. Magicamente deixamos de ir para Lindoia nos fins de semana. Moravamos em Campinas e eu tinha 15 anos. So me dei conta que aquilo foi um castigo quando eu tinha mais de 30 anos.
Minha mae, na tentativa de "me proteger" lia meus diarios, remexia as minhas gavetas, se fazia de amiga das minhas amigas para descobrir meus segredos, abria as minhas cartas ( oi??).
Quanto mais ela me infernizava, mais eu posava de "menina ma".
A uma certa altura ela se convenceu que eu usava drogas por que eu tinha "cabelo de maconheira".
Verdade que meu cabelo era meio anticonvencional. Eu nao usava pentes, escovas ou drogas. Eu era descabelada, nao drogada. Hoje que sou mae, nao consigo entender como a minha mae conseguiu confundir as duas coisas. Deixa pra la, ne?
Olhando pra tras, acho que eu nao penteava o cabelo em sinal de rebeldia. Quando eu era pequena, minha mae nao me deixava cortar o cabelo. Aos 10 anos meu cabelo batia na bunda. Apesar de nao sermos religiosos, acho que eu parecia crente. E me lembro das vezes que peguei piolho, do inferno que era para limpar aquele cabelao, do sofrimento para desembaraca-lo, para pentea-lo, para lava-lo.
Assim que eu pude "mandar" na minha propria vida, cortei o cabelo curtinho, bem Joaozinho. Depois deixei crescer e nunca penteei. Lavava, passava os dedos para desembaracar e o cabelo estava pronto.
Desde entao o meu cabelo e um vai-e-vem. Corta pra deixar crescer...Cresce pra cortar!
Fui namoradeira. Acho que eu era uma adolescente bonitinha e os meninos se interessavam por mim.
Namorei um monte. Ainda bem que naquela epoca os namoros eram inocentes e inconsequentes.
Minha mae, tao preocupada em me controlar, nem percebia as minhas escapulidas para encontrar os namorados. Ela estava muito preocupada com o meu cabelo de maconheira.
Aos 17 anos me mudei de Aguas de Lindoia para Campinas, para ir para a Faculdade. Eu era a pessoa mais nova da sala. Alem de estar um ano adiantada academicamente, passei no vestibular sem fazer cursinho.
Minha mae arrumou a malinha dela e foi comigo, pra ter certeza que eu nao ia fazer "nada errado". Um ano depois, insatisfeita em "so" morar comigo, ela resolveu fazer outra faculdade e se matriculou num curso de turismo, no mesmo bloco onde eu cursava jornalismo. Viramos colegas de universidade ( eu mereco???)
Continuei muito proxima da minha avo, mas ela estava lutando contra o cancer e ele parecia estar levando a melhor.
Eu nao is a night clubs. Saia, ia a barzinhos, mas nao participava das festas da faculdade, nao era da turma da farra. Aos 18 decidi que eu seria motoqueira - e meu pai avisou que jamais me daria uma moto. Poderia me comprar um carro se eu quisesse, mas moto nem pensar.
Minha unica opcao foi transferir o meu curso pra noite e comecar a trabalhar. Essa moto viria, de um jeito ou de outro...
**********************************************
In my first 17 years I lived in many different cities.Sao Paulo ( still a baby), Campinas, Tremembe, Sao Vicente (2 x), Taubate, Campinas (3 times), Aguas de Lindoia and Lindoia.There were 11 changes of city (and consequently schools). My parents had an adventurous spirit that must have passed to me. With all these comings and goings, I learned to be flexible, to quickly adapt to change. I learned to get attached to things and people quite fast and let go just as quickly.
I still have friends from my teen years, but they are not many.I would normally pick one friend (in each city where I lived) and spend most of my time with her.
Despite the changes, discoveries and learnings, I always felt like an outsider. I always felt different.I also heard I was different. I spent years trying to understand this "difference" but I was never willing to change who I am or how I do things. All I wanted was to unedrstand.
Even today I hear I'm different. I still do not have the slightest idea what people are talking about.I've always been very popular with boys. I could pick and choose whatever boyfriend I wanted, but the female friendships were not in abundance (and I confess I never cared about it - I only realize it today).
I lived a busy life, I was always out and about, doing lots of things at once, but i was not a night girl. I remember spending lots of time horse riding, kaiaking, swimming, chatting and some more time alone, in front of the TV.
I am still a lil like that. I love having lots of people around, but sometimes I have to hide and spend some time with myself.
Despite the constant changes, I was a good student. I had good grades, even though sometimes my behavior was not outstanding.
I scaped to eat fresh food from the street market, I sunbathed on the school's roof top, I skived and hid within the school, in the most unlikely places (like teachers' lounge or teacher's bathroom only to see if I was caught).
One year, my best friend was expelled from school for bad behavior (she was always caught, I never was - and she never told on me). That year, my family moved to another city and I told everyone I got kicked out of school foe misbehaving. It was not true, but I even convinced my parents I was expelled. At least I felt loyal to my friend ( who was really expelled).
This is the first time my mother hear about it. See, mum? I was better behaved than you thought!Today, in retrospective, I think I was all talk and no action.I loved (love?) to mantain the image of a fearless, irreverent girl, but in the end of the day, I think I was just a normal, ordinary girl.
During my teen years, I only got drunk once. My father grounded me for six months - but never even told me I was being punished. We simply stopped going to Lindoia on our weekends. We lived in Campinas and I was 15.
My mother, trying to "protect me" read my diaries, rummaged through my drawers, opened my letters .The more she annoyed me with this kind of behavior, , the more I posed as "bad girl".
At one point she became convinced I took drugs because I had "pothead hair."
In fact my hair was a bit unconventional. I did not use combs, brushes or drugs. I was disheveled, not a pothead.
Tody, being a mother, wonder how my mother managed to mix up the twothings.
Looking back, I think I did not comb my hair as a sign of rebellion. When I was little, my mom made me wear long hair. At the age of 10 my hair reached my bum. Despite not being religious, I think I looked like a believer ( one of those who can never cut their hair).
I remember the times I got lice, it was hell to clean up that long hair, the suffering to untangle it every morning, how hard it was to comb or wash it.
As soon as I was old enough to take care of my own life, I cut my hair very short, like a boy. Then I let it grow again, but never combed. I would wash is, run my fingers to untangle it and was ready.
I guess I was a pretty teenager and boys were interested in me.I dated a lot. Thankfully, at that time courtships were innocent and inconsequential.My mother, so worried trying to control ever movement I made, did not even realize my escapades to meet my boyfriends. She was too worried about my pothead hair.
At 17, I moved from Aguas de Lindoia to Campinas ( a much bigger city), to go to university. I was the youngest person in my class. Besides being a grade ahead academically, I passed the entrance exam without prep. My mother packed her suitcase and moved with me, her intention was to make sure I would not do "anything wrong".
A year later, unsatisfied by "only" living with me, she decided to go back to uni and enrolled in a tourism degree, in the same block where I was studying journalism. We became university "colleagues". Can anyone believe it?
As a teen I did not go to night clubs. I went out to bars, but I was not a party animal.
I was still very close to my grandma, but she was battling cancer and the desease seemed to be winning.
At 18 I decided I would be a biker - and my father warned me he would never buy me a bike. He would buy me a car if I wanted, but a bike was out of question.
My only option was to transfer my course to the night shift and get a job.
The bike would come, one way or another ...
Sao Paulo ( qdo ainda era um bebe), Campinas, Tremembe, Sao Vicente ( 2 x), Taubate, Campinas ( 3 vezes), Lindoia e Aguas de Lindoia.
Foram 11 mudancas de cidade ( e consequentemente escola) e tantas outras mudancas de casa. Meus pais tinham um espirito aventureiro que deve ter passado para mim.
Nessas indas e vindas, aprendi a ser flexivel, a me adaptar , aprendi a "me virar". Aprendi a me apegar rapidamente e me desapegar com a mesma rapidez. Na adolescencia fiz amigos que trago comigo ate hoje, mas eles nao sao muitos.
Sempre fui de ter uma grande amiga ( em cada cidade onde morei)e passar a maior parte do tempo com ela.
Apesar das mudancas, das descobertas e do aprendizado, eu sempre me senti um peixe fora dágua. Sempre me senti diferente. E sempre ouvi que eu era diferente. Passei anos tentando entender essa "diferenca" mas nunca me dispuz a mudar quem eu sou. Ainda hoje ouco que sou diferente. Ainda hoje nao tenho a menor ideia do que estao falando.
Na maioria das escolas por onde eu passei, as outras criancas riam de mim, faziam chacota, me "zoavam". As vezes eu ficava triste, outras eu nao me importava. Essa "zoacao" rolou ate eu me tornar adolescente, ai eu descobri o meu lugar no mundo, desentortei as costas e liguei o foda-se. Simples assim.
Sempre fui muito popular com os meninos ( o que deve ter me ajudado bastante na decisao de ligar o foda-se). Tive o namorado que quis, quando quis ( ui!), mas as amizades femininas nunca foram em abundancia ( e confesso que nunca me importei com isso - so percebo isso hoje). Eu sempre achava as meninas sem graca, sem sal, tontas. E os meninos muito mais interessantes. Eles sempre estavam fazendo alguma coisa divertida, sempre descobrindo coisas, sempre vivendo mais que as meninas que estavam sempre preocupadas com maquiagem, roupas e ... meninos.
Enquanto isso, eu me metia em grupos masculinos e ia andar a cavalo, ia pro lago "andar"de caiaque, me metia em aventuras mil. Eu saia muito, vivia "na rua", mas nunca fui uma menina da noite. Eu passava o dia inteiro pra la e pra ca, indo ver jogos de volley, basquete, sentada na pracinha jogando conversa fora, falando bobagens e rindo. Me lembro de passar muito tempo na agua - na piscina, na praia. E muito tempo sozinha na frente da TV ( mais TV). Ate hoje isso acontece. De tempos em tempos, me fecho na minha propria concha e fico prostrada na frente da TV o dia todo ( ou na frente do PC, ou com um livro na mao)
Apesar das mudancas constantes, sempre fui bem na escola, apesar de ter tido um pouquinho de problemas de comportamento.
Eu pulava o muro da escola para ir comer pastel na feira, subia na caixa dágua da escola para tomar sol, matava aula dentro da propria escola e nos lugares mais inusitados ( como a sala dos professores ou o banheiro dos professores - so pra ver se eu era pega).
Uma vez a minha melhor amiga foi expulsa da escola por mal comportamento ( ela sempre era pega, eu nunca era - e ela nao me dedurava). Naquele fim de ano, mudamos de cidade e eu digo pra todo mundo que fui expulsa do Objetivo de Campinas naquele ano. Mentira - expulsa foi a minha amiga. A minha "expulsao" e so um ato de solidariedade. Nunca realmente aconteceu. Convenci ate os meus pais de que eu tinha sido expulsa, quando nao tinha sido.
Mae, eu sei que voce le o blog - ta vendo ? Eu fui melhor comportada do que voce pensava! Acho que essa e a primeira vez que ela ouve que eu nao fui expulsa daquele colegio.
Hoje, em restrospectiva, acho que sempre falei muito mais do que eu fiz.
Eu gostava ( gosto??) de alimentar essa imagem de intrepida, irreverente e destemida, mas acho que fui muito mais normal e sem graca do que as pessoas ( e eu mesma) estao dispostas a acreditar.
Uma unica vez tomei um porre. Meu pai me colocou de castigo por 6 meses - mas nunca nem me avisou do castigo. Magicamente deixamos de ir para Lindoia nos fins de semana. Moravamos em Campinas e eu tinha 15 anos. So me dei conta que aquilo foi um castigo quando eu tinha mais de 30 anos.
Minha mae, na tentativa de "me proteger" lia meus diarios, remexia as minhas gavetas, se fazia de amiga das minhas amigas para descobrir meus segredos, abria as minhas cartas ( oi??).
Quanto mais ela me infernizava, mais eu posava de "menina ma".
A uma certa altura ela se convenceu que eu usava drogas por que eu tinha "cabelo de maconheira".
Verdade que meu cabelo era meio anticonvencional. Eu nao usava pentes, escovas ou drogas. Eu era descabelada, nao drogada. Hoje que sou mae, nao consigo entender como a minha mae conseguiu confundir as duas coisas. Deixa pra la, ne?
Olhando pra tras, acho que eu nao penteava o cabelo em sinal de rebeldia. Quando eu era pequena, minha mae nao me deixava cortar o cabelo. Aos 10 anos meu cabelo batia na bunda. Apesar de nao sermos religiosos, acho que eu parecia crente. E me lembro das vezes que peguei piolho, do inferno que era para limpar aquele cabelao, do sofrimento para desembaraca-lo, para pentea-lo, para lava-lo.
Assim que eu pude "mandar" na minha propria vida, cortei o cabelo curtinho, bem Joaozinho. Depois deixei crescer e nunca penteei. Lavava, passava os dedos para desembaracar e o cabelo estava pronto.
Desde entao o meu cabelo e um vai-e-vem. Corta pra deixar crescer...Cresce pra cortar!
Fui namoradeira. Acho que eu era uma adolescente bonitinha e os meninos se interessavam por mim.
Namorei um monte. Ainda bem que naquela epoca os namoros eram inocentes e inconsequentes.
Minha mae, tao preocupada em me controlar, nem percebia as minhas escapulidas para encontrar os namorados. Ela estava muito preocupada com o meu cabelo de maconheira.
Aos 17 anos me mudei de Aguas de Lindoia para Campinas, para ir para a Faculdade. Eu era a pessoa mais nova da sala. Alem de estar um ano adiantada academicamente, passei no vestibular sem fazer cursinho.
Minha mae arrumou a malinha dela e foi comigo, pra ter certeza que eu nao ia fazer "nada errado". Um ano depois, insatisfeita em "so" morar comigo, ela resolveu fazer outra faculdade e se matriculou num curso de turismo, no mesmo bloco onde eu cursava jornalismo. Viramos colegas de universidade ( eu mereco???)
Continuei muito proxima da minha avo, mas ela estava lutando contra o cancer e ele parecia estar levando a melhor.
Eu nao is a night clubs. Saia, ia a barzinhos, mas nao participava das festas da faculdade, nao era da turma da farra. Aos 18 decidi que eu seria motoqueira - e meu pai avisou que jamais me daria uma moto. Poderia me comprar um carro se eu quisesse, mas moto nem pensar.
Minha unica opcao foi transferir o meu curso pra noite e comecar a trabalhar. Essa moto viria, de um jeito ou de outro...
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In my first 17 years I lived in many different cities.Sao Paulo ( still a baby), Campinas, Tremembe, Sao Vicente (2 x), Taubate, Campinas (3 times), Aguas de Lindoia and Lindoia.There were 11 changes of city (and consequently schools). My parents had an adventurous spirit that must have passed to me. With all these comings and goings, I learned to be flexible, to quickly adapt to change. I learned to get attached to things and people quite fast and let go just as quickly.
I still have friends from my teen years, but they are not many.I would normally pick one friend (in each city where I lived) and spend most of my time with her.
Despite the changes, discoveries and learnings, I always felt like an outsider. I always felt different.I also heard I was different. I spent years trying to understand this "difference" but I was never willing to change who I am or how I do things. All I wanted was to unedrstand.
Even today I hear I'm different. I still do not have the slightest idea what people are talking about.I've always been very popular with boys. I could pick and choose whatever boyfriend I wanted, but the female friendships were not in abundance (and I confess I never cared about it - I only realize it today).
I lived a busy life, I was always out and about, doing lots of things at once, but i was not a night girl. I remember spending lots of time horse riding, kaiaking, swimming, chatting and some more time alone, in front of the TV.
I am still a lil like that. I love having lots of people around, but sometimes I have to hide and spend some time with myself.
Despite the constant changes, I was a good student. I had good grades, even though sometimes my behavior was not outstanding.
I scaped to eat fresh food from the street market, I sunbathed on the school's roof top, I skived and hid within the school, in the most unlikely places (like teachers' lounge or teacher's bathroom only to see if I was caught).
One year, my best friend was expelled from school for bad behavior (she was always caught, I never was - and she never told on me). That year, my family moved to another city and I told everyone I got kicked out of school foe misbehaving. It was not true, but I even convinced my parents I was expelled. At least I felt loyal to my friend ( who was really expelled).
This is the first time my mother hear about it. See, mum? I was better behaved than you thought!Today, in retrospective, I think I was all talk and no action.I loved (love?) to mantain the image of a fearless, irreverent girl, but in the end of the day, I think I was just a normal, ordinary girl.
During my teen years, I only got drunk once. My father grounded me for six months - but never even told me I was being punished. We simply stopped going to Lindoia on our weekends. We lived in Campinas and I was 15.
My mother, trying to "protect me" read my diaries, rummaged through my drawers, opened my letters .The more she annoyed me with this kind of behavior, , the more I posed as "bad girl".
At one point she became convinced I took drugs because I had "pothead hair."
In fact my hair was a bit unconventional. I did not use combs, brushes or drugs. I was disheveled, not a pothead.
Tody, being a mother, wonder how my mother managed to mix up the twothings.
Looking back, I think I did not comb my hair as a sign of rebellion. When I was little, my mom made me wear long hair. At the age of 10 my hair reached my bum. Despite not being religious, I think I looked like a believer ( one of those who can never cut their hair).
I remember the times I got lice, it was hell to clean up that long hair, the suffering to untangle it every morning, how hard it was to comb or wash it.
As soon as I was old enough to take care of my own life, I cut my hair very short, like a boy. Then I let it grow again, but never combed. I would wash is, run my fingers to untangle it and was ready.
I guess I was a pretty teenager and boys were interested in me.I dated a lot. Thankfully, at that time courtships were innocent and inconsequential.My mother, so worried trying to control ever movement I made, did not even realize my escapades to meet my boyfriends. She was too worried about my pothead hair.
At 17, I moved from Aguas de Lindoia to Campinas ( a much bigger city), to go to university. I was the youngest person in my class. Besides being a grade ahead academically, I passed the entrance exam without prep. My mother packed her suitcase and moved with me, her intention was to make sure I would not do "anything wrong".
A year later, unsatisfied by "only" living with me, she decided to go back to uni and enrolled in a tourism degree, in the same block where I was studying journalism. We became university "colleagues". Can anyone believe it?
As a teen I did not go to night clubs. I went out to bars, but I was not a party animal.
I was still very close to my grandma, but she was battling cancer and the desease seemed to be winning.
At 18 I decided I would be a biker - and my father warned me he would never buy me a bike. He would buy me a car if I wanted, but a bike was out of question.
My only option was to transfer my course to the night shift and get a job.
The bike would come, one way or another ...
domingo, abril 8
Orgulho dos orgulhos / Proud, so proud!
Estou eu aqui, bem no meio da minha terapia virtual, escrevendo sobre a minha infancia, adolescencia, vida adulta... ( sim, a saga nao acabou, voce ainda vai ter muita coisa pra ler sobre a minha vida), quando a Anita chega e diz que vai abrir um blog. E que vais e chamar Out and About jr.
Faz tempo que ela ameaca abrir um "contra-blog". Ja disse que vai fazer um que se chama - O que realmente acontece quando ela esta Out and About - onde ela vai contar a versao
Eu sempre achei a ideia engracada, e no intimo, fiquei torcendo para ela abrir o blog dela mesmo. Hoje so para atrapalhar a minha sequencia terapeutica ela tomou a decisao e foi em frente.
O Anita - Out and About Jr esta publicado.
E a mae esta aqui, babando. Espero que o blog nao seja um sucesso so! Benvinda a blogsfera, meu amor...
Here I am, right in the middle of my virtual therapy, writting about my childhood, teen years, adult life ( yep, there will be more posts), when Anita comes around and tells me she will have a blog too.
And the blog will be called Out and About Jr.
She has been "threatening" to opne a counter blog where she will tell her version of my stories.
I always thought it was funny, and in my heart I always hoped she would actually open her own blog one day.
Today, just to disturb my blogtherapy, she made her decision and started her project. She will have her own space, share her ideas, her opinions and her passions.
Anita - Out and About Jr is live.
And I am here, the most proud mum of all.
I hope her blog is a success and she finds her voice, her passion and her calling.
I love you, baby.
sexta-feira, abril 6
Doncovim / My childhood
Inspirada pelas narrativas do Ernani e da Bel, resolvi entrar na danca e contar a minha trajetoria de vida.
Lendo as historias desses dois amigos queridos, me lembrei de coisas e acontecimentos que ha muito haviam sumido da minha memoria. E foi terapeutico.
Vou dividir com voces a minha historia ( se achar chato, pode pular...a terapia afinal e minha)
Sou filha unica. Nasci em Aguas de Lindoia quando a minha mae tinha apenas 18 anos. Meu pai tinha 20 anos e eu acho que nenhum dos dois sabia muito bem o que era esse negocio de brincar de casinha. Muito menos de boneca.
Diz a minha mae que meu pai chegava para almocar e ela estava brincando comigo ( ainda bebe) e nao tinha nem pensado em fazer o almoco.
Cresci comendo bobagens a qualquer hora do dia ou da noite. Acho que ela nunca aprendeu que a casa deveria ter cafe da manha, almoco e jantar.
Cansei de ver a minha mae tomando coca cola e comendo bifes de manha.
E pra mim, era uma farra. Chocolate, iogurte e danoninho eram permitidos a qualquer momento. Segundo a minha mae, a geladeira tambem era minha - nao tinha cabimento eu ter que pedir permissao para comer na minha propria casa.
Meu pai desde sempre, trabalhou feito um doido para sustentar a familia que ele criou assim que saiu da adolescencia.
Tenho flashs da minha infancia, mas poucas lembrancas solidas.
Me lembro de passar muito tempo na casa da minha avo, em Serra Negra. A imagem e sempre a mesma. Eu, sentadinha na sala, brincando sozinha com pedras de aquario. Ou deitada no sofa assistindo Jerry Lewis na sessao da tarde. Nao me lembro de passeios, saidas, amiguinhos.Pra minha avo, ninguem era bom o suficiente pra ser meu amigo.
Quando iamos a casa da minha Tia Maria ( 1 vez por mes, talvez) , a coisa mudava - e eu brincava com o meu primo que e 4 anos mais velho que eu.
Brincavamos de indio ( e ele passava terra vermelha em mim, pq a indiazinha era eu), brincavamos de carrinho ( e ele me arrastava num pano pela casa afora, ate ele se cansar, dar um solavanco no carrinho e me derrubar de costas, inevitavelmente batendo a cabeca no chao - sempre a mesma brincadeira, sempre o mesmo final). Me lembro de irmos pra pracinha pegar sementinhas no chao.
Esse meu primo, o Pedro, sempre foi meu idolo. Ele era lindo, sabia tudo. E era bem mais velho, ele ja tinha 8 anos.
me lembro de inventar amigos imaginarios, jogar jogos de tabuleiro como se eu fosse duas pessoas diferentes, brincar de gangorra sozinha - eu corria de um lado pro outro da gangorra ( sim, em pe, em cima da gangorra), pra faze-la subir e descer...
Tambem passei muito tempo na casa da minha madrinha em Sao Paulo. Eu era a unica crianca na casa, ficava horas na frente da televisao. Na adolescencia continuei passando as minhas ferias la, mas troquei a televisao pelo telefone - o sofa era o mesmo. Ficava hoooras deitada nele, conversando com qualquer um disposto a jogar conversa fora.
Alem dessas, minhas lembrancas sao poucas. Nao me lembro de muitos amigos, nem de muitas aventuras. Nao tenho lembrancas tristes - nem me lembro de me sentir sozinha. Eu tinha a impressao de ser a dona do mundo. Os adultos da minha vida sempre me fizeram sentir especial, me fizeram acreditar que eu poderia fazer o que eu bem entendesse da vida, por que eu era uma pessoa capaz.
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Reading posts of two good bloggers ( sorry, they only write in portuguese), I had flasbacks of my own life and found it therapeutic.
I'll share with you my life story (if you find annoying, just ignore it ... this is my self therapy)I am an only child. I was born in Aguas de Lindoia ( Brazil)when my mother was only 18. My father was 20 and I think neither of them knew very well what they were doing. They were playing with a lil doll.
My mother tells me my father would come home for lunch and she would be playing with me ( I was still a baby), and there would be no lunch for him.
I grew up eating whatever I wanted, whenever I wanted it. I guess she never learned a normal house should have breakfast, lunch and dinner.She would drink coke and eat steak for breakfast. I saw it far too many times.As gastronomy went, I had a free ride. Chocolate, yogurt, sweets were always available. I remember taking packages of chocolate biscuits to school - and I did that throughout my education years, until i graduated from University.
According to my mother, the house was mine too - and it would be unthinkeable to have to ask permission to eat in my own house.My father has always worked like a madman to support the family he formed straight after his teen years. He would have two jobs, to make sure I would have enough.I have flashbacks of my childhood, but few solid memories.I remember spending much time at my grandmother's house. The memory is always the same. I was sitting in the livingroom, playing alone with aquarium stones. Or lying on the sofa watching Jerry Lewis on TV. I do not remember trips, outings, having friends around. For my grandma, no one was good enough to play with me.Once in a while, my grandma tooke me to visit my Great Aunty Mary - she had a son who was only 4 years older than me, and we were great buddies when we met.
We prettended I was a native Indian (and he would paint me with red dirt), we pretended I was driving a car (while he dragged me all over the house, sitting on a cloth, until he got tired, pulled the cloth and made me fall backwards, hitting my head on the floor. It was always the same game, always the same ending) We went out and collected seeds from the trees.
Pedro was my hero. He knew everything there was to know. And he was much older, he was already eight.I remember making up imaginary friends, playing board games alone (like I'm two different people), playing seesaw alone - I ran from side to side of the seesaw (yes, Standing on top of it), to make it go up and down ...I also spent much time in my godmother's house in Sao Paulo. I was the only child in the house and spent hours in front of the television. In my teens I kept going there on my hols, but I switched the television for the phone - the sofa was the same. I spent hours lying there, talking to anyone willing to make small talk with me.Besides these, my memories are few. I know it sounds sad, but I never felt sad. i did not even realized i was lonely. I somehow felt special. The adults in my life made me feel really special and capable of doing anything I wanted.
quinta-feira, abril 5
Tchau Glorinha! Bye Glorinha!
Sao tres da manha. Acabei de ler no blog "cantinho she" que Glorinha de Lion se foi. Ela estava lutando contra um melanoma ha alguns meses e o seu ultimo post foi no Natal.
Depois disso ela deixou de nos dar noticias atraves da blogsfera e hoje, assim como ela entrou na minha vida, sem mais nem menos, ela se despediu e partiu.
Estou zonza, grogue e sem saber o que fazer ( o que se pode fazer???)
Sai desembestada, tentando avisar os blogueiros de quem eramos amigas comuns. Ai fui ao blog dela, peguei a "lista"dos 56 comentaristas do ultimo post dela e comecei a avisar um por um.
Ai cai em mim - percebi a inutilidade da acao e parei.
Nao por que eu nao me importe, nao por que nao esteja doendo. Mas por que agora ja nao ha amis o que se fazer.
A Glorinha vai alegrar outra freguesia a partir de agora. Ela vai dividir seu amor, seu carinho e seus cuidados em outro plano, em outra esfera. E eu tenho certeza, nao vai deixar de cuidar dos seus, aqui na Terra.
Obrigada pela amizade virtual e pelo carinho mais que real. descanse em paz, Glorinha!
Coorporate Training / Treinamento na Empresa
Fui chamada para ir a um treinamento na empresa para a qual presto servicos. Isso mesmo, sou free lancer, paga por hora.
E vao me pagar para atender ao treinamento?
Naaao.
E vao me ensinar algum "skill" novo?
Naaao.
O treinamento e para aumentar o nosso conhecimento sobre a "marca". Sobre a empresa.
Ahhhh
Pensei em nao ir. Ferias das criancas, muita coisa divertida pra fazer, quase nao fui. A possibilidade de ir embora em breve. Pensei em nao ir. Mas fui, ne. Por que sou
O treinamento ia demorar entre 4 e 5 horas.
Demorou 2 horas.
Alugaram uma sala de reunioes num hotel daqui. Trouxeram uma gerente de um pais vizinho para nos dar o treinamento.
Eramos tres alunos. Teria ficado imensamente mais barato se eles nos tivessem levado para o pais vizinho. Teriamos conhecido colegas de la, aumentado a nossa network e economizado dinheiro para a empresa.
So com esses detalhes eu aprendi muito sobre a empresa para a qual eu presto servicos, voce nao acha?
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I was requested to attend a training at the company I free lance for.
Will they pay me to attend the training?Noooo.Will they teach me any new skills?Noooo.It is a "brand awareness training"AhhhhI considered not going. It is my kids' holidays, there are plenty of things to do with them, I really couls use this "unpaid" time better. Not to emntion I don't know how long I will be here, so this training may prove to be a waste of my time. I seriously considered not going. But I broke and went.
The training would take between 4 and 5 hours.It took 1:45 min
They rented a meeting room at an expensive hotel here. They brought a manager from a neighboring country to give us training.We were three trainees. It would have been immensely cheaper if they had taken us to the neighboring country. It would also be better for us: increase our network while saving the company's money.
This lil details already taught me a lot about the company, don't you think?
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